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Memórias da Mamarrosa (III)

Mais uma série de fotos da Mamarrosa, da C.Caç. 2676 que fomos render em Abril de 1972 e que nos são bem familiares.

Casa do Capataz

Casa do capataz dos trabalhadores do café (Sr. Garcia).

Instalações dos trabalhadores da fazenda.

Serração de madeiras.

Entrada do aquartelamento.

Depósito dos géneros alimentícios.

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Recordações (IV)

Uma vez que a grande maioria do pessoal da C.Caç. 3413 não abre o baú das recordações, que continua fechado a sete chaves, aqui vão algumas fotos da autoria do nosso amigo Correia. Ao visioná-las pode ser que mais alguém arrombe o baú e traga à luz do dia as suas vivências com fotos ou sem elas dos anos de 1971, 72 e 73 que passámos em Angola.

Vista área do aquartelamento da Mamarrosa, a zona alta onde se situavam o comando, a secretaria, a enfermaria e posto médico, as transmissões e a messe dos oficiais.

Mamarrosa, avenida principal, vista da zona mais baixa, vendo-se lá no alto os edifícios mencionados na foto anterior.

O estádio de futebol da Mamarrosa em primeiro plano com bancada e tudo que se vê no lado direito, onde se realizaram grandes encontros de futebol.

Outra vista geral da Mamarrosa do lado oposto ao da foto anterior.

Do lado direito a picada rodeada de palmeiras que dava acesso ao aquartelamento, o edifício maior é a serração de madeiras e atrás desta a sanzala dos trabalhadores do café.

Mário Mendes


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Vista aérea da Mamarrosa

Companheiros da C.Caç. 3413, eis uma foto da vista aérea do aquartelamento da Mamarrosa, província do Zaire, norte de Angola, onde estivemos desde Abril de 1972 a Setembro de 1973.

Também para aqueles que nos antecederam no local e para os que nos renderam, esta foto trará algumas recordações dos tempos que ali passaram e haverá outros a quem estas coisas do passado pouco ou nada lhes interessa.

O nosso amigo e companheiro Toni Araújo tem esta foto encaixilhada, que nos mostrou no encontro de 2011 em Algés, porque certamente os momentos que ali passou, bons e maus, ficaram gravados para todo o sempre, e com a sua autorização, aqui partilho com todos os que por ali passaram algum tempo da sua juventude.

A picada que se vê do lado esquerdo era o ramal da principal que ia para o Luvo (norte) e para São Salvador (sul). A que se vê à direita ia para a exploração da cultura do café, uma das actividades a que se dedicava o proprietário da fazenda, Salvador Beltrão.

A outra actividade era a serração de madeiras que vemos no canto inferior esquerdo, bem como a casa do responsável deste sector, Sr. Carvalho. A outra casa, mais acima era a do gerente da cafeicultura, Sr. Garcia.

As casas onde residiam os trabalhadores do café não estão na foto e estavam a sul da serração.

Mário Mendes


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A serração da Mamarrosa

A  Mamarrosa, no norte de Angola, junto à fronteira da RDCongo, que foi a nossa “casa” desde Abril de 1972 a Setembro de 1973, tinha além do aquartelamento, uma fazenda de café, propriedade de Salvador Beltrão, que empregava muitos trabalhadores da etnia bailundo, originária da região do Huambo e tinha também uma serração de madeira que podemos contemplar nesta foto.

A província do Zaire era também grande produtora de madeiras e na época colonial, além desta serração havia mais duas, uma em Quelo e outra em Tomboco. Segundo o portal de Angola, todas elas estão agora desactivadas.

Mas não eram só troncos e pranchas que a serração albergava, podemos ver também alguns cabritos, propriedade do encarregado ou de algum empregado, cabriolando alegremente em cima dos troncos, até ao dia em que alguém os  sentenciou para fazer parte de um rancho melhorado. É a vida!

Mário Mendes