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Memórias vivas.

Há dias fui surpreendido com um telefonema vindo dos Açores, ilha de S.Miguel, de um irmão do nosso saudoso companheiro António Amaral Machado. O Fernando Machado teve conhecimento deste nosso blog e procurava saber das circunstâncias da morte do seu irmão e por isso facultei-lhe a lista dos contactos activos da nossa companhia.

Já falei com ele mais vezes e também já sei que ele ligou a alguns dos companheiros, no sentido de lhe darem mais informações. Ele tinha apenas 11 anos quando o irmão perdeu a vida ao serviço da Pátria e as saudades são mais que muitas.

Caros companheiros, é favor consultarem os vossos álbuns e se possuírem fotos onde esteja o António Machado é favor enviá-las para o seu e-mail: YOUFLY1@HOTMAIL.COM

Duas fotos, uma antes de ingressar no serviço militar e outra já no teatro de operações, junto de uma viatura que certamente conduziu muitas vezes, na sua especialidade de condutor auto.

A sua terra natal, freguesia de Santo António, concelho de Ponta Delgada, homenageou os combatentes, filhos da terra que perderam a vida na guerra em terras africanas, e nós seus companheiros associamos-nos  também a esta justa homenagem.

Até um dia, amigo e companheiro!

 

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Reencontro com o passado

No primeiro semestre do ano de 1971 juntaram-se no BII 17, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, a grande maioria dos elementos que haveriam de formar as companhias de caçadores 3412, 3413 e 3414, as duas primeiras com “guia de marcha” para Angola, a outra para a Guiné.

Já se passaram 43 anos e certamente muitos daqueles que ali estiveram tiveram já oportunidade de visitar aqueles lugares. A beleza dos Açores vale uma visita por si só, mas para quem ali esteve na sua juventude há também a curiosidade de voltar ao lugar que guardamos na nossa memória. Foram estes dois motivos que me levaram agora aos Açores na companhia de outro companheiro, o António Penedo. 

O monumento a Almeida Garrett no jardim de Angra do Heroísmo serviu de palco a muitas fotos como esta onde estão elementos das três companhias, aceitam-se identificações. 

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O monumento e o jardim bem tratado lá continuam e como é natural não resistimos à foto da praxe.

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O BII 17, agora RG1 na base do monte Brasil também não podia ficar de fora e agora com mais 2 companheiros açorianos, um com encontro marcado, outro aparecido de improviso revivemos aquele espaço onde tudo continua na mesma.

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O Manuel Dutra de Lima e o Francisco Leal da Silva, respectivamente do 2º e 4º grupos de combate, ambos naturais da freguesia de Porto Judeu, Terceira, o Lima emigrado nos EUA, o Silva radicado na sua terra natal.

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Em S. Miguel a “ordem de serviço” incluía também o reencontro com outro companheiro que já estava de pré-aviso e com quem o Penedo e o Maia tinham estado há pouco tempo na Figueira da Foz.

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Na vila da Povoação com o nosso anfitrião, o Henrique César Furtado Câmara, do 4º grupo de combate.

Na paragem em Vila Franca do Campo, associei  outro companheiro do 2º grupo, de seu nome Miguel Maurício de Chaves e não perdi a oportunidade de inquirir um homem da terra, sobre o seu paradeiro, revelando que o mesmo está radicado no Canadá.

Muitas memórias foram evocadas e recordadas e no último dia passeando na marginal de Ponta Delgada vislumbramos um navio a aproximar-se do porto. Era o “Funchal” que já estivera na sucata e que voltou a navegar, o mesmo que em 1971 nos levou para os Açores e nos trouxe de volta. 

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Há mar e mar, há ir e voltar e termino com uma homenagem ao nosso companheiro que de modo diferente regressou à sua terra natal. Na placa com o nome dos açorianos mortos em campanha presente no forte de Ponta Delgada, lá figura o nosso homenageado António de Amaral Machado. 

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Um abraço para todos, despeço-me com a célebre frase que conhecemos desde 1971 e ainda está bem presente no quotidiano açoriano.

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Mário Mendes


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Esplanada Açoreana

Cuca ou Nocal? Tanto faz, desde que esteja bem fresquinha. Venham mais cinco para o mesa do canto, e também um pacote de alcagoitas, s.f.f. …

Este ritual aconteceu vezes sem conta lá nesta esplanada da Mamarrosa. Levava o nome de Açoreana, porque foi construída pela C.Caç. 2676, nossa antecessora naquele aquartelamento, e também proveniente do BII 17, de Angra do Heroísmo.

Local de convívio e de discussões mais azedas,  que também as havia principalmente quando a cerveja começava a fermentar… aqui se aliviou muito stress acumulado pelos longos dias que o calendário ia deixando para trás, na certeza de que o tão almejado dia do regresso estava mais próximo.

Tenho envidado esforços para tentar localizar alguns “coriscos” mas os resultados não têm sido muito animadores. Consegui chegar à fala com o Manuel Dutra de Lima, que está em San José, Califórnia, e com o Manuel Fernando Teixeira da Silva Quadros, que está em Velas, S.Jorge.

Com esta foto da esplanada pode ser que se abra o apetite de mais alguns açorianos que se queiram sentar à mesa para relembrar memórias de outros tempos.

Hoje publico as “caras” de 4 companheiros que faziam parte da minha secção do 2º grupo de combate, esperando que por onde quer que andem, os próprios ou outros intermediários dêem notícias. São eles: Francisco Manuel da Costa Simas (S.Miguel), Manuel Deodato Marques da Silva (Terceira),  Norberto Jacinto Ribeiro (S. Roque do Pico) e Vítor Manuel Ferreira Tomás (Lisboa).

Mário Mendes