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PAC

Não, não é a Política Agrícola Comum, é o PAC, um partido que poderá surgir no espectro político nacional. É verdade que já temos mais que muitos, para todos os gostos, mas há sempre lugar para mais um. Reivindicações fora do Parlamento são música para os ouvidos do poder político, enquanto dentro a música já é outra. Vejamos o que um novo partido político (PAN), com um único representante já conseguiu para as famílias que têm animais de companhia, como seja a inclusão das despesas com veterinários nas deduções à colecta do IRS.

Não sou apologista de que cada classe corporativa forme um partido político, uma folha do boletim eleitoral não chegaria para todos, teria que ser um caderno, a política deveria privilegiar o interesse de todos, mas o que a realidade nos mostra é que o corporativismo se sobrepõe ao interesse global.

Nesta conformidade parece-me que faz sentido pensar na eventual criação do PAC que atrás referi. Este PAC significa Partido dos Antigos Combatentes. Sim, temos reivindicações a fazer que são justas e pertinentes.

Os sacrifícios em nome da Pátria que passamos nas campanhas de África dão-nos razões mais que suficientes para merecermos ser ouvidos, não nos contentamos por ser alvo de menção apenas nas comemorações dos 10 de Junho. A grande maioria carrega para sempre o stress pós-traumático de guerra e não existe qualquer apoio médico nem social.

Talvez um terço dos antigos combatentes já não possa dizer “pronto” mas ainda somos muitos e se contarmos com as esposas, filhos, netos e outros familiares, somos um grande “contingente”.

Deixo aqui duas reivindicações que no meu entender teriam cabimento no OE sem prejudicar o deficit, porque certamente haverá outros sectores onde cortar estes trocos.

Em plena época de acertar contas com o fisco no que se refere ao IRS, que tal termos direito a uma majoração ou uma dedução fixa na colecta do IRS. Seria um bónus para completar o SEP (Suplemento Especial de Pensão ou o CEP (Complemento Especial de Pensão), nomes pomposos que trocados em miúdos representam uma maquia entre 100 e 150 euros anuais, sublinho a palavra anuais porque alguns mais distraídos podem entender que são mensais. No limite máximo este valor dá um acréscimo de 0,40 diários.

Outra reivindicação que seria justa era a isenção de taxas moderadoras na saúde, porque todos já pertencemos ao último escalão etário >65 e por isso é cada ano menor a nossa esperança de vida.

Se para conseguirmos alguma coisa for necessário meter alguém no Parlamento, força aí, que venha o PAC.

Mário Mendes

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O que é “Nacional” é bom!

O que é “Nacional” é bom!

Este slogan esteve na “berra” há alguns anos atrás e servia de suporte à publicidade de uma firma portuguesa que comercializa farinhas, cereais, papas, massas, bolachas, etc.

Agora, no auge da crise financeira, económica e social que corrói a Europa e mais profundamente os países periféricos da zona euro e concretamente Portugal que é o que nos interessa, assistimos todos os dias a comentários patriotas dos nossos políticos que não se cansam de apregoar aos sete ventos para que se consumam os nossos produtos endógenos.

O mais alto representante da República, discreto por natureza, não perde ocasião de incentivar os produtores nacionais para reforçarem as suas quotas de produção de molde a evitar maior endividamento externo, mas se recuarmos um pouco atrás verificamos que foi no seu consulado como PM que com a reforma da PAC (Política Agrícola Comum) aceitamos destruir parte do nosso sector primário (agricultura e pescas) em troca de subsídios que hipotecaram o nosso futuro.

Também segundo notícias dos jornais o PM cessante que no âmbito das suas funções institucionais é obrigado a declarar no TC os seus rendimentos, como nada declarou depois de cessar funções, é pressuposto que gastou na totalidade os proveitos de 6 anos de governação, não tem contas bancárias à ordem, nem a prazo, nem PPR, nem nada. Que vai ser do seu futuro? Já sabíamos que a fatiota era “made in USA”, as férias na “estranja” e agora o seu capital nada rende em Portugal. Era o mesmo homem que punha o país à frente de tudo, orgulhava-se mesmo de ser dos poucos, senão o único, a puxar prá frente.

Temos um governo novo, de alguma gente nova que tem obrigação de ter aprendido com os erros sistemáticos que os políticos do pós-25 de Abril cometeram e embora as perspectivas sejam pouco animadoras, cá ficamos à espera de dias melhores. A Moody´s não pensa assim, mas vamos todos tentar mudar isto para melhor, que pra pior (“lixo”) já basta assim!

Mário Mendes