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A guerra das minas

Hoje é dia de recordar o que aconteceu há 40 anos. Clique AQUI e também AQUI.

Mário Mendes

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Ainda há minas no Zaire

O processo de desminagem prossegue em quase todo o país para facilitar a livre circulação de pessoas e mercadorias.

Fotografia: Jornal de Angola

O processo de registo e actualização dos dados das pessoas deficientes vítimas de minas teve início na quarta-feira, em Mbaza Congo, capital da província do Zaire, sob os auspícios da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH).

O vice-governador do Zaire para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Kilele Wactchama, assegurou que o processo tem como objectivo central a promoção da campanha de desminagem, a educação sobre os riscos de minas e a assistência médica e medicamentosa às vítimas de minas.

O governante acrescentou ainda que o projecto, de âmbito nacional, vai permitir a criação da base de dados e garantir uma informação fiável, de forma a contribuir para o desenvolvimento das pessoas vítimas de minas. A coordenadora do referido projecto, Madalena Neto, esclareceu que a CNIDAH pretende, entre outros objectivos, conhecer as dificuldades do grupo alvo, as condições de vida e quantas são a nível do país.  Participaram no encontro administradores municipais do Soyo, Nzeto, Tomboco e de Mbanza Congo, além de autoridades tradicionais e portadoras de deficiência. A CNIDAH foi criada em 2001, através do decreto presidencial 54/2001, e é composta pelos ministérios da Saúde, Educação, Território, Agricultura, Defesa, Interior, além das Forças Armadas Angolanas (FAA) e do Ministério da Reinserção Social.

Fonte: Jornal de Angola (09/07/2011)


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Salvados & Sucatas

A frota de uma companhia militar na guerra de África, composta de Unimog´s e Berliet´s era assistida por um grupo de mecânicos e a situação mais difícil era quando alguma viatura se acidentava e principalmente quando desse acidente resultavam danos pessoais. O pior de todos eram os acidentes por efeitos da explosão de  minas anti-carro que deixavam as viaturas destruídas e as vidas de muitos dos que nelas seguiam a bordo.

Visualizando esta foto, podemos comprovar o efeito explosivo e como por vezes só um autêntico milagre podia deixar vivo quem ia naqueles lugares. Infelizmente, o nosso companheiro, condutor deste Unimog, António Machado, não teve essa sorte e apesar dos esforços do enfermeiro Casimiro Pereira que no local o socorreu, não resistiu aos ferimentos.

Muitas vezes, além da mina anti-carro eram colocadas outras minas anti-pessoal no local que provocavam ainda mais vítimas,  e outras vezes conjugadas com emboscadas, o que tornava o cenário ainda mais dramático.

A foto que segue, é de outra viatura minada, mas que neste caso, talvez por tratar-se de uma viatura mais pesada (camião Berliet), resistiu melhor e 4 dos seus ocupantes foram feridos, mas que felizmente recuperaram. Há que referir que os lugares da frente eram revestidos com sacos de areia para proteger os ocupantes, mas mesmo assim, muitas vezes essa protecção não era suficiente.

Estas duas viaturas da C.caç. 3413 acabaram a sua missão ali no quartel da Mamarrosa e alguns salvados foram certamente aproveitados para servirem de peças sobressalentes para outras. Tenho conhecimento que a companhia que rendemos (C.Caç.2676), também teve duas viaturas destruídas por minas e também ali “jaziam” os seus restos, transformados em autêntica sucata. Eis as fotos:

Mário Mendes