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“Acta” do XVIII Encontro

No dia dezoito de maio do ano de dois mil e treze, pelas doze horas e quarenta e cinco minutos reuniram no restaurante “Páteo das Cantigas” na Portela de Sacavém (Lisboa), dezanove “cotas” da Companhia de Caçadores número três mil quatrocentos e treze, acompanhados de alguns familiares perfazendo no total trinta comensais, para analisarem alguns factos ocorridos no século passado, mais precisamente os referentes  aos anos de mil novecentos e setenta e um a mil novecentos e setenta e três, designadamente aqueles que ocorreram em Angola e depois de muita “discussão” tentando rebuscar o “arquivo” existente lá se chegou ao consenso final, estabelecendo-se então que devido à enorme quantidade de assuntos referidos na “ordem de trabalhos” o melhor seria marcar a próxima reunião para o ano de dois mil e quatorze. Foi também tomada em consideração esta crise que não tem fim à vista e para minorar os seus efeitos foi aprovado por unanimidade que o local onde se vai reunir a “brigada do reumático” será em Cantanhede, um local mais centralizado, para que possa afluir um maior número de “deputados“.

E não havendo outros assuntos a tratar foi encerrada a sessão e lavrada para os devidos efeitos a presente acta. Para apreciação e comentários, é favor consultar os documentos anexos:

Anexo 1

Anexo 2

Mário Mendes


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SORTEIO NACIONAL APVG – 2014

A Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra encontra-se neste momento a realizar um Sorteio Nacional que termina no final do mês de Janeiro de 2014.
O lucro deste Sorteio Nacional está direcionado para as obras do Lar, do Centro de Dia e para os Cuidados Continuados desta Instituição.
Pedimos que todos os nossos associados, familiares e amigos a aderirem a este Sorteio Nacional.
Este Sorteio Nacional foi autorizado pelo Secretário da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna sob o n.º 13/2013 do dia 24 de Janeiro de 2013.
Para melhor esclarecimento, podem consultar a autorização do respectivo Despacho do MAI, bem como comprovar através de uma cópia do bilhete frente e verso.

O Presidente da Direcção Nacional da APVG

Augusto Oliveira Freitas (Doutor)

Fonte: http://www.apvg.pt


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C.Caç. 3413 – XVIII Encontro

Está marcado para o próximo dia 18 de maio o almoço de confraternização da Companhia de Caçadores 3413.

O evento deste ano terá lugar na Portela de Sacavém (Lisboa) no restaurante Páteo das Cantigas situado nas traseiras do RALIS, o aquartelamento onde há cerca de 40 anos (2 de Outubro de 1973) deixamos o espólio militar e a consequente desmobilização.

Mais um ano que pesa nas nossas costas e mais uma vez apelamos aos companheiros que desde esse dia têm estado “desaparecidos em combate” que aproveitem esta oportunidade para reencontrarem velhos amigos.

O programa completo pode ser consultado AQUI.


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C.CAÇ. 3413 – Memórias (II)

Do nosso “correspondente” no Canadá, Ramiro Carreiro, recebemos mais estas duas fotos para rebobinar o filme das nossas vidas, mais concretamente os episódios vividos lá longe das terras onde nascemos, quando na flor da juventude a guerra nos atirou para Angola. Aqui, maioritariamente estão presentes companheiros do 4º grupo de combate e que o Ramiro identifica assim:

Na primeira fila, de joelhos e da esquerda para a direita: Almeida (transmissões), alferes Moniz (estagiário), Bernardo, Lepson, Cantiflas, Raimundo Quissombo.

Na outra fila de pé e no mesmo sentido: Araújo, Dinis, João Pereira, furriel Leitão, Chico, Ramiro Carreiro, Carlos Pimentel, capitão Ribeiro, José Pavão, Henrique Câmara, Lopes, Manuel Teixeira, Manuel Dechiluange, João, Machado, Loque.

Mário Mendes


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Boas festas da Páscoa/2013

Para todos os amigos deste blog, mas com especial relevo para todos quantos integraram a C.Caç. 3413, que desde Agosto de 1971 a Setembro de 1973 partilharam alegrias e tristezas em tempo de guerra em solo angolano, desejamos uma Páscoa Feliz.

O nosso companheiro Manuel Ambrósio, surpreendeu-me com umas fotos que me fez chegar por e-mail e que nos remete para esses tempos remotos da década de 70 do século passado que atrás refiro e que são um convite ao refrescamento da nossa memória já gasta pelo tempo.

Sem mais rodeios, aqui ficam expostas, esperando os comentários dos que viveram estes episódios, identificando também os seus intervenientes.

20130329-185924.jpg

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rabanadas

OBS: 1- Vista geral do Vale do Loge, 2- Na base táctica de Cecília, 3- Abrigo subterrâneo na Mamarrosa, 4- Preparando rabanadas no Natal de 1972 na Mamarrosa.

Obrigado Ambrósio, que o teu exemplo sirva de “gazua” para abrir outros baús de recordações cujos conteúdos já bolorentos, esperam há muito para ver a luz do SOL.


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15 de Março de 1961 – O dia do terror

A manhã de 15 de Março de 1961 surgiu clara na região dos Dembos, distrito angolano do Cuanza-Norte, mas no horizonte divisavam-se já as nuvens que, da parte da tarde, encharcariam as espessas matas de cafezais.

As estradas e as picadas ficaram lamacentas e quase intransitáveis, porque, embora o Governo tivesse gasto milhares de contos na via que liga Luanda a Carmona, nenhuma delas tinha o piso alcatroado. Que importa, se em meados de Maio começa a época do «cacimbo», que secará os lamaçais e alisará os trilhos por onde o precioso ouro correrá em quantidades sempre maiores para o sôfrego porto de Luanda, deixando nos cofres da província perto de dois milhões de contos?

A ninguém pareceu estranho que, logo às sete da manhã, grupos de negros estacionassem às portas das «cantinas» da povoação de Quitexe. Todos eram «contratados», fregueses conhecidos e obrigatórios que pagavam com café as dívidas que faziam. Os comerciantes sempre tinham confiado na sua própria acção e nas autoridades para que assim fosse. O posto administrativo estava agora instalado num edifício moderno, alinhado pela estrada nova, pois Quitexe progredia de ano para ano.

Nessa manhã, cerca das seis horas, o gerente da fazenda Zalala fez o chefe do posto levantar-se, para lhe comunicar que, na véspera, haviam fugido mais de cem homens da sua propriedade e ele notava agitação invulgar entre os que ficaram em Nova Caipemba. O gerente regressou à sua fazenda e o chefe decidiu percorrer algumas roças da região. Tudo parecia em ordem e lembrou-se da pequena demarcação que um colono fizera recentemente nas terras que viriam a produzir mais café. Era a última da área.

O funcionário do Governo não queria acreditar no que via: o colono, um empregado e a mulher deste jaziam num charco de sangue, cortados à catanada. Voltou apressadamente ao posto, alertando de passagem as outras fazendas, mas, ao cruzar-se com uns brancos que vinham do Quitexe, estes avisaram-no que não fosse ao posto, pois não ficara lá ninguém vivo.
E a sua mulher? E os seus filhos? Ninguém sabia.

Fonte: http://www.guerracolonial.org

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