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ANGOLA – MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA MILITAR – Luanda

Abriu ao público no passado mês de Abril de 2013 o Museu Nacional de História Militar de Angola, instalado na antiga Fortaleza de São Miguel de Luanda.

Um local a visitar por quem passe pela capital angolana, direccionado que está não só para estrangeiros interessados na História de Angola como para os nacionais que ali vêm exaltados os seus heróis nacionais, cumprindo assim uma função educativa.

http://www.operacional.pt/museu-nacional-de-historia-militar-angola/


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Natal 2013

É NATAL. Aproxima-se o 25 de dezembro, data festiva comemorada em todo o mundo, “plantamos” uma árvore num canto da sala, oferecemos presentes aos familiares e amigos, junta-se a família para um jantar especial.

As crianças estão ansiosas que os seus desejos formulados em carta que enviaram ao Pai Natal se tornem realidade.

Para quem nos lê, votos de FELIZ NATAL e PRÓSPERO ANO NOVO.

Neste dia há 42 anos (22-12-1971) o NATAL da C.Caç. 3413 ficou carregado de tristeza porque sofremos a primeira baixa em Angola, o soldado Emanuel Firmino Nunes Aguiar, que aqui recordamos na foto que se segue. O Emanuel é o que está com chapéu.

BOAS FESTAS

Mário Mendes


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Memórias da Mamarrosa (I)

A cerca de 6 km a Sul do Luvo, na fronteira do norte de Angola com a RD Congo situa-se a fazenda Mamarrosa onde se explorava o cultivo do café e foi nestes locais que assentamos arraiais desde Abril de 1972 a Setembro de 1973. A nossa companhia C.Caç. 3413 foi render a C.Caç. 2676 que ali chegou em 1970, curiosamente ambas formadas no BII 17, Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores.

Fomos muito bem recebidos pela C.Caç. 2676, mas houve uma certa decepção porque julgavam que iam receber uns “maçaricos” acabadinhos de chegar da metrópole e verificaram que já tínhamos baptismo de fogo, 8 meses de comissão que as cores dos camuflados bem refletiam. É que nestas rendições havia sempre umas praxes determinadas pelo contraste de sentimentos entre a alegria dos que partiam com o dever cumprido e a timidez dos que chegavam e enfrentavam um destino desconhecido.

Para recordar esses tempos da década de 70, aqui se mostram umas fotos da Mamarrosa de então:

              Instalação do gerador de corrente eléctrica (1º plano)

Cozinha

Messe dos Sargentos (em remodelação). Era de madeira e foi graças à C.Caç. 2676 que os sargentos que lhes sucederam puderam usufruir de melhores condições de vida. Em nome da C.Caç. 3413, bem HAJAM.

Refeitório das praças. Já não o conhecemos assim, a madeira deu lugar ao tijolo e cimento. Outra obra da C.Caç. 2676 que melhorou a qualidade de vida de quem veio a seguir. Mais um OBRIGADO.

Uma caserna. Também aqui houve melhoramentos que saltam à vista.

Instalação onde se guardavam os géneros alimentícios.

Nota: Fotos de Carlos Santos (ex-furriel C.Caç. 2676). Há mais fotos a mostrar nos próximos capítulos.

Mário Mendes


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Deitar a “luva” ao LUVO

Faz hoje 41 anos que a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola) comandada por Holden Roberto tentou conquistar este aquartelamento situado junto da fronteira norte de Angola com a R.D.Congo, designado por Luvo, o mesmo nome do rio que divide os dois países, afluente do rio Zaire e que corre a 300 metros deste local.

Já escrevi um post sobre este acontecimento que pode ser lido clicando no link que indico no final, e dos comentários recolhidos destaco o do nosso companheiro, ex-alferes Pinto e também a minha resposta. Aguardamos mais desenvolvimentos sobre este acto que foi o primeiro grande embate que tivemos com o inimigo.

Analisando a esta distância de tempo aquele ataque, convém destacar alguns aspectos relevantes: Estando em permanência no local uma brigada da DGS (ex-PIDE) não se compreende que a preparação duma acção tão importante lhe passasse completamente ao lado, o que revela que não fizeram o trabalho de casa. O relaxamento que toma conta de nós quando muito tempo passa sem nada acontecer pode ser uma explicação mas a DGS era uma força especial de segurança que de nada nos serviu.

Melhor que a DGS foram os cães que tínhamos no aquartelamento, que ladraram toda a noite, toda a gente os ouviu, alguns comentaram o sinal que também não chegou para alertar as diversas entidades presentes no local que tinham maior experiência do que os jovens militares milicianos que guardavam a guarnição (Administrador de Posto, Guarda Fiscal e DGS).

O objectivo de Holden Roberto era mesmo conquistar o Luvo, mas o facto principal que determinou o rumo da batalha a nosso favor foi o primeiro tiro do canhão não ter rebentado a caserna onde embateu. Outro factor não menos importante foi o pequeno grupo que naquele momento se preparava para sair do aquartelamento para uma caçada ter agido de imediato. Talvez se possa inferir que uma boa dose de sorte da nossa parte e alguma aselhice da FNLA tenham contribuído para o desfecho final. Esta é a minha visão, quem viveu aquele romper da manhã do dia 22 de Outubro de 1972 que se pronuncie.

É claro que à boa maneira portuguesa, depois de casa roubada, trancas à porta. Uma semana a dormir em abrigos subterrâneos, arame farpado armadilhado (a primeira vitima foi a cadela Banza do Administrador de Posto), aquartelamentos da zona dotados de artilharia pesada.

Benjamim Amorim Pinto
Benjacota@hotmail.com
Submetido em 2013/08/05 a 7:30 pm
Sou o ex-alferes Pinto. Era comandante dos dois pelotões que estavam no Luvo no primeiro ataque. Vivi, na primeiríssima pessoa o acontecimento do princípio ao fim. Para além de algumas incorreções na descrição do acontecimento, julgo displicente não referir os meus dois soldados condecorados com a medalha de Cruz de Guerra pela forma como se portaram…
Poderei, querendo, prestar um relato muito detalhado dessa batalha (e de outras ligadas à minha comissão)
cc3413
mmendes49@gmail.com
82.155.139.225
Submetido em 2013/08/05 a 8:43 pm | Em resposta a Benjamim Amorim Pinto.
Olá Benjamim Pinto. É um prazer a tua presença aqui. Esperamos-te no próximo encontro em 2014, em Cantanhede, organização a cargo do Maia. Certamente que nos relatos que aqui se debitam haverá muitas omissões e incorreções. Quantos mais formos a “puxar” das memórias, mais possibilidades há de nos aproximarmos da realidade. Por isso, escreve e relata o que quiseres. Um abraço. Mário Mendes.

O link do post com outros detalhes deste ataque que publiquei em Abril de 2009 pode ser lido clicando AQUI.

Mário Mendes

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