Recordar o MVL

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MVL (Movimento Viaturas Logistico), era este termo que designava um conjunto de viaturas civis e militares que periodicamente saiam de Luanda para levar abastecimentos aos aquartelamentos.

Essas colunas eram escoltadas por militares e tambem a nossa companhia fez protecção ao MVL. O inimigo podia estar presente em cada curva da picada, mas havia também outros inimigos com que tinhamos que contar, a poeira que se levantava com a passagem dos veículos na época seca e que se entranhava no corpo. Na época das chuvas era a lama que tornava dificil a progressão das viaturas especialmente nas íngremes subidas.

Aqui vão duas fotos que o companheiro Ramiro Carreiro me enviou do Canadá que representam a protecção ao MVL. Vamos lá identificar o pessoal das fotos, as caras são-me familiares, mas os nomes foram-se.

 

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Mário Mendes

 

5 thoughts on “Recordar o MVL

  1. Grandes Camaradas de Armas! Onde quer que se encontrem, recebam todos um enorme abraço. Carlos Ribeiro

  2. UM POUCO DA HISTÓRIA DA C.CAÇ.3413- O M.V.L.
    Durante a permanência da C.Caç. 3413 na Mamarrosa fui chamado por duas vezes a fazer escolta com o meu grupo de combate (3° grupo) ao MVL-Movimento de Viaturas Logísticas, composto por cerca de duas dezenas de camiões civis que tinha por missão o abastecimento das unidades militares e comerciais situadas ao longo do itinerário desde o Caxito até S. Salvador. Algumas viaturas civis seguiam depois até Maquela do Zombo com outra escolta.
    Eram 600 kms de picada em condições péssimas, como refere o Mário Mendes no seu comentário. O percurso era feito em dois dias (em cada sentido) com pernoita em Ambrizete. A coluna com as viaturas civis e militares estendia-se por cerca de 15 kms durante a sua deslocação. Tarefa difícil como difícil foram todas as operações que tínhamos de enfrentar.
    Do MVL recordo como único ponto positivo aquelas paragens em Ambrizete onde podíamos limpar aquele pó vermelho que nos cobria até aos ossos num abençoado banho de mar e algumas lagostas para o jantar que os nativos nos forneciam a troco de 20 escudos cada.
    Dos camaradas que constam das fotos não consigo identificar nenhum, longo é já o tempo decorrido e também porque não eram do meu grupo de combate. Mesmo esses só alguns reconheceria.
    Um forte abraço para todos, onde quer que se encontrem.
    Albino Igreja

  3. Neste link estão muitas fotos tiradas por mim, nas escoltas ao M.V.L. de FEV2013 e JAN2014, como Alf. Mil, comandando grupos de combate da C.ART. 3447, da LUVACA (do Batalhão de Artilharia 3859 com a CCS em Cuimba)
    https://plus.google.com/photos/107655481886216702230/albums/5918522461224895761?sort=1

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