Luvo em 1966

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Carta aberta aos  companheiros da C.Caç. 3413

Este blog teve como principal intenção evocar e recordar o tempo que passamos em Angola no âmbito da guerra colonial que enfrentamos nos anos de 1971 a 1973. Como principal dinamizador desta publicação tenho contribuído para trazer à nossa memória coletiva aqueles tempos difíceis que serviram para cimentar amizades que ainda hoje perduram.

O blog tem estado com muito pouca movimentação, não por os assuntos se terem esgotado da minha parte, embora como é óbvio se tornem mais escassos, mas porque sempre disse que eu não era o “dono” desta humilde publicação e por isso esperava os contributos de quem quisesse aportar recordações e histórias de episódios que o tempo não apaga.

Assim, faço mais uma vez um apelo a todos os que queiram dinamizar este espaço, porque recordar é viver!

Neste âmbito, foi com agrado que recebi o mail que abaixo se transcreve:

Caro Mário Mendes,
Votos de boa saúde.
Talvez mais que eu, o Mário Mendes, deve sentir a ausência de novas contribuições nas páginas do Blogue da cc 3413, talvez, admito eu, tal se possa dever a uma  falta de assuntos, dos leitores/colaboradores do Blogue da C.C. 3413,  para nos trazer à memória ocorrências que passámos no decorrer das nossas comissões militares, em particular nas zonas que foram partilhadas, em anos diferentes pela CCaç. 3413 e pelo Bart., 1852, coloco à sua consideração a publicação duma ocorrência que eu e um grupo de veteranos do 1852, que se encontra  com alguma regularidade, pela hora do almoço com esse fim e o de recordar coisas daqueles tempos. No convívio do passado dia 17 do corrente mês, com a presença de oito antigos  “ocupantes” da Mamarrosa, da Magina e do Luvo, foi tema da conversa a “história do crocodilo do Luvo”, que passo transcrever:
 

Naquele tempo, a Companhia 1406 que estava no Luvo, abastecia-se da água para o aquartelamento no Rio Luvo, um pouco abaixo da ponte que separava/marcava as fronteiras dos territórios. Em determinado dia, os camaradas com essa tarefa, aperceberam-se  do mergulho de um crocodilo, cujos vestígios do seu “habitat” eram evidentes nas margens daquele rio, no seguimento dessa constatação e da repetição da fuga do animal quase sempre que os camaradas ali se dirigiam, o pessoal especializado na matéria, armadilhou a zona para garantir  alguma segurança no decorrer das suas tarefas. Passados alguns dias, o trabalho deu os seus frutos; quando se ouviu o rebentamento do engenho montado já se imaginava o que poderia ter sucedido. Isso veio a ser confirmado no local, lá estava, de patas para o ar, com alguns estilhaços e sem uma das patas dianteiras, o animal que consta da imagem e que media entre quatro e cinco metros. 

A história foi recordado pelo veterano Amadeu Alves, que figura na outra imagem, junto do memorial da 1406, companhia que estava no Luvo e à qual pertencia, a foto com o crocodilo também foi obtida pelo mesmo camarada.
Aquele abraço e…
Saudações,
Horácio Marcelino
Luvo_1966
Amadeu Alves-Luvo.jpg

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