Recordando o passado em Angola

4 comentários

No próximo mês de Agosto vai fazer 43 anos que chegamos a Luanda deixando para trás a família e começando uma nova etapa das nossas vidas. A guerra em África marcou para sempre os milhares de jovens portugueses que nela participaram e com o avançar da idade muitos de nós “teimam” em reviver aqueles tempos que nunca mais se apagam das nossas vidas.

As fotos que ilustraram esse período, foram religiosamente guardadas para mostrar aos filhos e netos dando-lhes a conhecer esse pedaço de vida dos seus progenitores.

A C.Caç. 3413 formada nos Açores tinha maioritariamente combatentes daquele arquipélago e como sabemos muitos dos naturais daquela região procuraram nas “Américas” uma vida melhor para si e para os seus.

Já aqui trouxe à estampa notícias do nosso companheiro Ramiro Carreiro, um açoriano de S.Miguel radicado no Canadá e mais uma vez ele nos “brinda” com estas fotos do seu álbum:

papa 001

Não havia a especialidade de barbeiro, por isso recrutavam-se os mais hábeis na tesourada e aqui temos o Ribeiro do Pico a dar um “caldinho” ao Carreiro.

papa 006

O nosso protagonista rodeado de “muleques” filhos dos trabalhadores da fazenda da Mamarrosa.

papa 014

 Carnaval africano na Mamarrosa em 1972.

Deixamos o passado e regressamos ao presente com este vídeo que o Ramiro publicou comemorando 40 anos de casamento, que gostei muito de ver, desejando-lhe muitas felicidades e saúde junto da sua família. Companheiros da C.Caç. 3413 vejam como ele está em boa forma. Clique AQUI:

Mário Mendes

4 thoughts on “Recordando o passado em Angola

  1. Recordo com muita admiração e amizade o camarada Carreiro, que com «VALOR E GARRA» muito honrou a CCAÇ 3413. Forte abraço do cmt. Carlos Ribeiro .

  2. Senhor Mário Mendes
    Presumo ser o senhor o proprietário do site acima e que tenha também os direitos de autor da fotografia lá incluída na coluna do lado direito, na qual se vê um telhado com a indicação MAMARROSA. Fui amigo do proprietário (falecido em 1997) Amadeu Graça, da Mamarrosa, Oliveira do Bairro. Acabei de escrever a biografia de um outro pioneiro, Cordeiro de Oliveira, fundador do Songo, Uíge, e meu sogro, um livro a publicar no final do verão que contempla a história da colonização e do desastre da descolonização e, fazendo nele referência a um certo número de pioneiros, menciono também Amadeu Graça, dono da empresa Salvador Beltrão, Lda de S. Salvador e gostaria de inserir a referida foto da Mamarosa e uma outra da sede desta empresa em S. Salvador, que também já vi num site idêntico. Se o senhor tem os direitos de autor dessas fotos venho pedir-lhe autorização para as publicar, fazendo naturalmente referência ao autor da ou das mesmas. Também eu fui combatente em Angola, desde o primeiro dia da guerra em 1961, piloto da FAP.
    Muito lhe agradecia uma resposta a esta solicitação.

    Fernando Paula Vicente
    Major-General da FAP (Reformado)

  3. Sobre fotos, nomeadamente a do edificio da empresa Salvador Beltrão, de São Salvador, poderá encontrar neste link, uma a cores (digitalizada de um diapositivo/slide meu), que querendo pode utilizar sem reserva. Essa foto essa tirada em JAN.1974, quando em final de comissão, estive a comandar o M.V.L. durante o referido mês. Fiz comissão na Luvaca, na C.ART.3447 do B.ART.3859 (Cuimba) no período DEZ.1971-FEV.1974.
    https://plus.google.com/photos/107655481886216702230/albums/5918522461224895761?sort=1

  4. Muito obrigado uma vez mais pela autorização de utilização das fotos da casa de Amadeu Graça e sede da empresa Salvador Beltrão, e também da Fazenda Mamarrosa que inseri no livro que acabo de publicar “ANGOLA COLONIZAÇÃO DESCOLONIZAÇÃO” , edição de autor de momento à venda apenas pela internet no site http://www.angolacd.com, (Uma síntese da história de Angola, com passagem pela aventura dos descobrimentos, a epopeia da colonização e suas incapacidades, a fundação do Songo pelo pioneiro António Cordeiro de Oliveira; a fundação do Uíge; o desenvolvimento daquilo que então era o Reino do Congo; o fim desse mesmo Reino com o assassinato do último rei, D. António III, por envenenamento; os anos da guerra; a descolonização feita pelo partido comunista e pelos militares de Abril à custa de meio milhão de mortos e da destruição de Angola, com perda total de todos os bens da totalidade dos colonos). Para a História!

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