Memórias da Mamarrosa (I)

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A cerca de 6 km a Sul do Luvo, na fronteira do norte de Angola com a RD Congo situa-se a fazenda Mamarrosa onde se explorava o cultivo do café e foi nestes locais que assentamos arraiais desde Abril de 1972 a Setembro de 1973. A nossa companhia C.Caç. 3413 foi render a C.Caç. 2676 que ali chegou em 1970, curiosamente ambas formadas no BII 17, Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores.

Fomos muito bem recebidos pela C.Caç. 2676, mas houve uma certa decepção porque julgavam que iam receber uns “maçaricos” acabadinhos de chegar da metrópole e verificaram que já tínhamos baptismo de fogo, 8 meses de comissão que as cores dos camuflados bem refletiam. É que nestas rendições havia sempre umas praxes determinadas pelo contraste de sentimentos entre a alegria dos que partiam com o dever cumprido e a timidez dos que chegavam e enfrentavam um destino desconhecido.

Para recordar esses tempos da década de 70, aqui se mostram umas fotos da Mamarrosa de então:

              Instalação do gerador de corrente eléctrica (1º plano)

Cozinha

Messe dos Sargentos (em remodelação). Era de madeira e foi graças à C.Caç. 2676 que os sargentos que lhes sucederam puderam usufruir de melhores condições de vida. Em nome da C.Caç. 3413, bem HAJAM.

Refeitório das praças. Já não o conhecemos assim, a madeira deu lugar ao tijolo e cimento. Outra obra da C.Caç. 2676 que melhorou a qualidade de vida de quem veio a seguir. Mais um OBRIGADO.

Uma caserna. Também aqui houve melhoramentos que saltam à vista.

Instalação onde se guardavam os géneros alimentícios.

Nota: Fotos de Carlos Santos (ex-furriel C.Caç. 2676). Há mais fotos a mostrar nos próximos capítulos.

Mário Mendes

3 thoughts on “Memórias da Mamarrosa (I)

  1. Ola, boa noite Muito obrigada pelos vossos artigos. Sao sempre muito interessantes. Fazem-me lembrar muito o meu tempo em Angola. Continuem assim,,, um abrao e ate a proxima

    Fatima Dias

    Date: Wed, 13 Nov 2013 14:22:24 +0000 To: fatima68dias@hotmail.com

  2. Finalmente, o nome é Mamarrosa, ao invéz de como nós batizamos de mamã-Rosa. Em 2009 aquando da expulsão dos angolanos da República democrática do Congo, por uma questão de emergência, transformamos a fazendo por Centro de Recepção dos angolanos expulsos da RDC. Eu fiquei lá de Outubro à Dezembro como Chefe do Centro.

    • Obrigado pelo comentário. Se quiser pode detalhar essa estadia na Mamarrosa em 2009. Gostaria de saber se ainda lá existiam vestígios da presença dos militares portugueses e se tiver fotos que queira partilhar, nós agradecemos. Cumprimentos.

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