O calor africano

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Por cá, embora alguns especialistas prevejam um Verão mais ameno que o habitual, nestes dias o calor tem apertado com força, esperando-se temperaturas perto dos 40 graus em alguns locais, mesmo assim bem longe dos 50 que se fazem sentir na Califórnia.

Ao sentirmos este calor não podemos deixar de recordar o que suportamos em Angola nos anos de 1971 a 1973. Era um calor diferente daquele a que estávamos habituados no continente e quando no auge de uma tarde tórrida se formava uma trovoada e a chuva caía “a potes” sabia bem um banho de água destilada mesmo ali no meio da parada.

Para recordar esses tempos, aqui está uma foto que representa o descanso dos guerreiros protegendo-se do sol impiedoso. Como os colchões de ar fazem também parte do recheio das mochilas, tratar-se-ia de alguma nomadização, que na gíria militar se define como uma acção de forças militares de efectivo reduzido, muito móveis, em zona afectada pela subversão, com o fim de colher informações, destruir meios de combate e atacar pequenos objectivos.

Nestas curtas operações, normalmente de dois ou três dias, algumas vezes, o pior inimigo que enfrentámos foram os mosquitos, uma praga difícil de suportar por mais repelente que se utilizasse.

Caros companheiros da C.Caç. 3413, como devem constatar, vai aqui um silêncio muito profundo, tragam notícias para que este sítio se anime.

Mário Mendes

One thought on “O calor africano

  1. Boa tarde Mário Mendes,eu cheguei a fazer operações de cinco dias,e fiz uma base tactica na Magina de oito dias,e muitas vezes chegava de uma operação de dois dias,ía logo fazer mais uma de três dias de castigo,o meu capitão foi um grande filho da puta para comigo,porque eu era o único madeirense na Companhia,e não me gramava,tudo e por nada mandava-me da castigo para a mata,e faltava dois meses para acabar a comissão deu-me dois dia de tensão que era o mínimo,mas tudo isto por causa do Alferes Antão que não quiz assumer a responsabilidade de dizer a verdade e então para ele não apanhar a porrada o capitão mandou participar de mim,que depois de corer por todos os lugares até chegar a Lunda,veio com 15 dias de prisão disciplinar agravada,tendo gozado esse tempo em Nova Lisboa,mas nunca estive detido porque o comandante do RI21,Coronel Seródio,disse-me apresente-se só de manhã e a ordem de recolher e faça o que quizer,pode ir para a cidade e fazer a sua vida normal,o meu capitão ficou do caralho…E não mudei de companhia,porque o 1º Gonçalo era meu amigo,pôs-me como delegado de bagagens,quando ele se deu por conta já não podia alterar…Não precisei da caderneta para nada,fui,para a Inspecção Regional das Actividades Ecónomicas,hoje ASAE,e cheguei ao topo da carreira Inspector Técnico Especialista Principa,,já reformado (4anos a esta parte)….Deus protege os audazes….Um abraço Mário Mendes,do amigo João Abreu.

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