Cronologia da guerra colonial (Novembro/1961)

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? – Chegam a Angola os BCaç 317, 321 e 325.

– Forças da ONU intervêm no Catanga para pôr fim à secessão.

– Recomposição do Comité Executivo da UPA, com Alexandre Taty, vice-presidente, e Jonas Savimbi, secretário geral.

– A instrução dos fuzileiros portugueses começa a ser ministrada em Vale de Zebro, onde passa a funcionar a Escola de Fuzileiros

3 – As forças portuguesas iniciam a Operação “Gazela” que tem como missão genérica neutralizar um bando inimigo assinalado na região do Vale do Loge.

5 – O Governo define as bases para a «unidade económica da Nação».

6 – Manifestação do Exército de apoio ao Governo, na sequência da carta da oposição de 31 de Outubro.

8 – D. L. n°44017. Cria a representação de Portugal junto da organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

10 – Desastre de aviação do Chitado, em que morreu o general Silva Freire, comandante da Região Militar de Angola e mais 14 militares do Exército a da Força Aérea. Entre os quais o brigadeiro José da Silva Correia, quatro tenentes-coronéis, dois majores, dois capitães, um tenente, um alferes, dois sargentos e um cabo.

– Tomada, em pleno voo, de um avião da TAP, da linha Casablanca-Lisboa, que sobrevoa a capital, o Barreiro, Beja e Faro, lançando milhares de panfletos. Do comando de seis pessoas fazem parte Palma Inácio, Camilo Mortágua, Maria Helena Vidal, Fernando Vasconcelos, José Martins e Amândio Silva.

11 – Em Almada, durante confrontos com forças policiais no decurso de manifestações, é morto a tiro pela GNR Cândido Martins Capilé, militante do PCP.

12 – Eleições para a Assembleia Nacional tendo a oposição concorrido em oito círculos, mas desistindo.

– O adido militar da Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa visita Angola.

13 – Condenação por 90 votos contra 3, pela Comissão de Tutela da ONU, da política colonial portuguesa.

14 – Partida do primeiro Destacamento de Fuzileiros Especiais (DFE 1) para Angola. Os Destacamentos de Fuzileiros Especiais (DFE), inicialmente com um efectivo de 75 elementos e posteriormente com 80, estavam vocacionados para acções essencialmente ofensivas de limitada duração e de restrita profundidade a partir da orla ribeirinha.

– Abandono por Portugal de uma sessão da 4ª Comissão da ONU, em protesto pela audição de dois dirigentes do Movimento de Libertação da Guiné e Cabo Verde.

18 – Início de uma acção de limpeza sobre a região de Quindaca, em Angola, no itinerário Nova Caipemba-Colonato. Intervieram duas Companhias de Caçadores com o apoio da Força Aérea.

22 – Alteração do sistema tributário português, para fazer face às despesas de guerra.

23 – Operação “Ventarola”, que se prolongou até dia 2 de Dezembro, no sector a norte e a sul do rio Bengo, no sector compreendido entre Lambrele-Matari e Caxia (Angola). Uma praça morta e uma ferida gravemente.

27 – Anúncio, pelo governador-geral de Angola, de «nova actividade terrorista» no Norte do Território.

28 – Morrem em combate 2 militares. Um furriel da CCaç 89 e um cabo da CArt 102.

– Em Angola inicia-se a operação “Lagarto”, acção executada na sequência de acções psicológicas levadas a cabo tendo em vista a recuperação parcial dos elementos refugiados nas matas..

29 – Seis militares da CCav 121 morrem num acidente em Angola.

30 – Durante este mês as baixas das forças portuguesas totalizaram 35 mortos. Em acções de combate morreram oficialmente 4 militares.

Do livro: “Cronologia da Guerra Colonial“, de José Brandão

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