Recordações do distrito do Zaire (cont.)

1 Comentário

O distrito do Zaire continua a ser recordado por militares que ali contribuíram com o seu esforço para o desenvolvimento da região, particularmente as unidades de engenharia que construíram pontes e picadas tornando possível a reocupação do território depois do deflagrar da guerra. O testemunho que nos chega é do ex-combatente José Magalhães que em 1962/63 integrou a C.Eng. 151 que aporta o comentário que se transcreve e as fotos que se seguem:

Caro Horácio Marcelino,

Foi uma grande surpresa ter visto as fotos que publicou, que para nós, Companhia 151, representa um grande contributo para a história, pois nunca imaginaríamos que em 1966 elas ainda existissem. 
As placas são da autoria dum nosso companheiro, Feliciano Carvalho da 151, que teve a feliz ideia de as conceber e colocar, e que perduraram, pelo menos até 1966. Quanto à de São Salvador do Congo era exactamente como quando lá estávamos e tenho grandes recordações do Sr. Salvador Beltrão, onde cheguei a almoçar por diversas vezes em sua casa,  juntamente com esposa e um sobrinho.
Aqui envio também mais umas fotos, não só para o Horácio, mas também para fazerem parte do “espólio” no blog do Mário Mendes.
As fotos, não sei se são de autoria do Feliciano Carvalho, pois não fui eu que as tirei mas que fazem parte do meu arquivo, estas são originais.

Um abraço
Magalhães

Picada na Mamarrosa.

Construção de pontão sobre o rio Lucage.

Alferes Monteiro e Barroso.

Magina, 1962/63.

Pontão sobre o rio M´Matende (Magina).

O autor da obra.

NR: O nosso companheiro Magalhães já tem mais colaboração neste blog, que pode ser vista clicando AQUI.

One thought on “Recordações do distrito do Zaire (cont.)

  1. Caro Magalhães,

    Ainda bem que as imagens enviadas ajudam a actualizar (rever) paisagens das nossas recordações dos anos sessenta, no Norte de Angola. Algumas das imagens datam do início de 1967, o que revela a sua resistência. Eu creio que a placa da ponte “Marechal Craveiro Lopes” também ainda resistia, no Rio Luvo, no início da subida para a Magina. Em 1965, entre a Mamarrosa e o cruzamento para a Buela, resistiam três pontes; a do Rio M’ Matende que, entretanto, foi reconstruída com estruturas em ferro e que já enviei uma imagem dessa altura e duas que a 151 já comstruíu com estruturas em ferro, a do Luvo, onde nós nos abastecíamos da àgua que o aquartelamento consumia (imagem também colhida para a história) e a do Lufusso. as restantes, ou porque a 151 não as concluíu ou porque, entretanto, as intempéries ou outros fatores as destuíram, não existiam. Eram transpostas em equilíbrio sob troncos de árvores, algumas derrubadas por nós ou, quando tal era possível, contornando os locais, e passando onde o caudal dos rios o permitiam. Finalmente, por agora, o aquartelamento da Magina, creio que construído pela CSap. e Eng. 151, pela 102 e pela unidade militar que nos antecedeu, a CCav. 595?, para mim, embora sendo leigo na matéria e reconhecendo algumas lacunas, acho que possuía as estruturas adequadas à situação, As minhas homenagens de respeito aos seus construtores.

    Um abraço,
    H.T. Marcelino

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