Recordações do distrito do Zaire

5 comentários

Têm sido muitos os comentários que nos chegam de ex-combatentes que estiveram em Angola, particularmente no Zaire e que aqui encontram um ponto de encontro para revisitar o passado. O conteúdo deste artigo e as suas imagens serão familiares a muitos de nós, mas desta vez o “aerograma” tem um destinatário específico.

Caro Magalhães,

Creio que se recorda dessas placas que em 1966 ainda se encontravam, embora nesse estado, no aquartelamento da Buela e na estrada para a Pangala, junto ao cruzamento para a Magina, onde teria havido uma povoação e ainda era possível colher umas deliciosas mangas.
Outra imagem é junto ao Rio M’ Matende(?), entre a Magina e a Mamarrosa, próximo do local onde a 151 montou o seu acampamento em 1962, cuja ponte se encontrava em reconstrução e que nessa imagem, obtida por mim, está a ser atravessada pelo primeiro e segundo comandantes do BArt. 1852. A outra, que por acaso pela ordem é a primeira, é na rua principal de São Salvador; do lado esquerdo da imagem, à minha direita, e por ordem as lojas eram as seguintes: Restaurante Flor do Congo, Foto Cinderela (do ex-sargento Abreu), onde essas fotos foram reveladas, Restaurante Kimpala, Drogaria/Bazar do mesmo proprietário do Kimpala e edifício do Salvador Beltrão.

Um abraço,

H.T. Marcelino

5 thoughts on “Recordações do distrito do Zaire

  1. Eu sou filha do Cinderela…….. O sargento Abreu era meu tio ,irmão do meu pai ambos já falecidos Boa noite

  2. Olá Maria José, boa noite
    É interessante, após mais de 46 anos , ter eco de familiares que tão bem conheci. Na Foto Cinderela encomendei muitas centenas de fotos (revelações de filmes de 36mm. e repetições de negativos) para satisfazer as solicitações dos meus companheiros de então e também as minhas, é claro. Os meus lucros foram empregues no Restaurante Kimpala, para pagar os meus almoços e o de mais dois ou três companheiros das caravanas, já que durante cerca de dezoito meses, como era condutor-auto e raramente havia mais de dois Unimog’s para as idas ao reabastecimento, além de dois Jeep’s, normalmente ia duas vezes por semana a S. Salvador. Creio que o sargento Abreu se tinha desvinculado, a muito custo, da carreira militar por volta de 1965. Por razões sentimentais, além de ser um bom cliente tive a sorte de ser visita de sua residência, quando das minhas idas a essa cidade.
    As minhas saudações, bem como para os seus familiares.

  3. Como não li qualquer referência no blog da 3413, o que pode ter sucedido por desconhecimento. Informo que o Ângelo Ribau,, cuja colaboração está registada no blog da 3413, ex- sargento miliciano da CCaç. 306 do BCaç. 357, que foi um dos obreiros do aquartelamento da Pangala, a partir de julho/aqosto de 1962, deixou o nosso convívio em 11-08-2012. Creio que até essa data era ele “o cerebro” da referida unidade militar, de cujas consultas muito melhoraram os meus conhecimentos do que foi a odisseia das nossas tropas pioneiras, deslocadas para o Norte de Angola.
    Um abraço e Saudações,
    H.T.M

  4. AS placas que faz aqui referencia só uma estava na Buela no ano de 1966, esta placa salvo erro foi feita pela primeira ou segunda companhia de militares que foram para Cuimba eu era da Cª. Cavª. 781 do Batº. Cavª. 728…

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