TSUnami na sociedade portuguesa

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Austeridade, austeridade até dizer chega!

A palavra austeridade nunca teve tanto uso na sociedade portuguesa como nos presentes dias mas como tudo o que é demais enjoa, chegou a hora de todos os portugueses dizerem basta. Contudo, ao ouvir quem nos governa, ficamos com a certeza de que ainda não estão saciados e querem sugar mais ao pobre povo lusitano.

Os portugueses têm o direito de saber de quem foi a cabeça de onde saiu esta ideia de mexer na TSU (Taxa Social Única) impondo a todos os trabalhadores um desconto de mais 7% para a segurança social e aliviando os empregadores com 5,75% da mesma taxa.

Tudo leva a crer que tenha sido o ministro das finanças o “pai da criança” e se assim foi verificamos que por detrás daquela cara de anjinho estará um homem sem qualquer sensibilidade social, porque baixar o salário mínimo nacional que é o sustento de muitos milhares de portugueses não lembraria ao diabo. Havia até um acordo de elevar o SMN para 500 euros até 2013 e em vez disso assistimos a um retrocesso.

Aparentemente esta medida que seria favorável ao patronato está também a ser contestada pelo mesmo porque aquilo que se precisa na sociedade portuguesa é um clima de consenso e não de conflito social. Uma medida tão estruturante quanto esta, não ser discutida na concertação social revela um grande desprezo pelas pessoas e só pode ser vivamente repudiada.

O povo prepara-se para ir para a rua, infelizmente temos a convicção que são precisos sacrifícios para manter o barco à tona de água, mas imputar esses sacrifícios aos mesmos de sempre, que são aqueles que já estão a entregar as casas aos bancos porque não podem suportar os encargos, que já vão aos bancos escolares pedir manuais para os filhos poderem estudar, que já vão aos bancos alimentares pedir ajuda para alimentar a família é um “roubo de igreja”.

O principal partido da oposição que também tem culpas no cartório pela situação a que chegou este país já está a esfregar as mãos e a afiar o dente, vai cavalgar a onda da indignação popular, mas não tenhamos ilusões. Promessas de vida melhor não faltarão, sempre foi assim desde o 25 de Abril de 1974.

Comentadores que todos os dias debitam nos órgãos de comunicação as suas teorias para a resolução da crise também não faltam por cá, mas o que é certo é que ainda ninguém conseguiu acertar no modelo que traga prosperidade ao nosso país.

Termino com a frase já muito batida mas cada vez mais actual: Governo e Oposição, a mesma cambada são!

Mário Mendes

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