Rumo ao norte de Angola

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8 de Abril de 1972 – Faz hoje 40 anos que partimos de Luanda rumo ao norte tendo como destino o aquartelamento de Mamarrosa situado a uma dezena de km da fronteira com o Zaire, país que hoje tem a designação de RDCongo.

Tinha acabado o tempo de “companhia de intervenção”, rótulo que nos tinham atribuído e que nos levou a andar com a casa às costas, por diversos lugares, mas agora sabíamos que teríamos um lugar fixo para assentar arraais para o resto da comissão.

A longa viagem de cerca de 550 km foi dividida em duas etapas, com pernoita em Ambrizete (hoje designada por N’Zeto), pois que os burros do mato não desenvolviam mais que 53 km por hora em estrada razoável, porque em picadas em mau estado esse valor descia e muito.

Ao final da tarde de 9 de Abril, conhecemos finalmente a Mamarrosa e as primeiras impressões foram muito boas, basta ver a avenida de palmeiras ladeando a entrada.





Para a companhia que fomos render (C.Caç. 2676) também formada nos Açores (BII 17, Angra do Heroísmo) como a nossa, foi uma festa, ver chegar a rendição, mas como estavam à espera de ver os “maçaricos” tiveram uma desilusão, pois a cor dos camuflados não enganava, nós já levávamos 8 meses de serviço em terras angolanas, os camuflados já estavam desbotados pelas muitas lavagens a que o muito pó os tinha sujeitado.

Para comemorar esta data, façam favor de se servir de uma bebida exposta no bar dos sargentos. Haja Saúde para todos, com votos de uma Páscoa Feliz.

Fotos de: Marques Santos (C.Caç. 2676)

Mário Mendes

One thought on “Rumo ao norte de Angola

  1. Conheço,bem a rua das Palmeiras,por sinal bastante lindo,e tenho boas recordações desse bar foi aí pela primeira vez que bebi gin com seven up,se eu não me engano,bebida muito apreciada por dois ou três furriéis da vossa companhia,entre eles o enfermeiro.Passei por aí algumas vezes e não tenho uma única fotografia ném da Mamarrosa ném tão pouco da sanzala junto ao quartel.Mas ao ver recordei logo,porque isso ficou ne mente e nunca mais se esquece,é mítico.
    Parabéns,Mário Mendes, por recordar esta data,parece que foi a dias,e já tem quarenta anos.É sinal que também estamos vivos,e recordar é viver…

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