Cronologia da guerra colonial (Abril/1961)

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?– Chegada a Angola da 2ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas.

– Chegam a Angola a 8ª e a 10ª CCE.

– Os ataques a fazendas e povoações continuam durante o mês de Abril e os reduzidos meios militares movimentam-se sem descanso, tentando salvar as populações mais ameaçadas.

– Os fazendeiros do Norte de Angola, atacados pela  UPA, são ajudados por um grupo de civis de Luanda, proprietários de pequenos aviões – que formaram a Esquadrilha de Voluntários do Ar (EVA). Descolavam da capital e levavam aos colonos sitiados mantimentos, medicamentos e armas. Regressavam a Luanda com refugiados. A Esquadrilha de Voluntários do Ar (EVA) foi fundada, em Angola, por Rui de Freitas, Carlos Monteiro, Afonso Vicente Raposo, Carlos Mendes, Jaime Lopes, Rui Manaças, Mário Dias e Pereira Caldas. Cada um fez centenas de horas de voo – em socorro dos colonos do Norte. Voavam muitas vezes em condições difíceis e aterravam nas picadas lamacentas.

1- Decreto da organização da Defesa Civil do Território, com criação nas colónias de uma comissão de coordenação de defesa civil.

2- Emboscada em Cólua, a uma coluna militar da 7ª CCE, sendo mortos 9 militares, dos quais dois oficiais: capitão Abílio Castelo da Silva e tenente Jofre Prazeres.

5– São emboscadas, nos Dembos, em Angola, duas patrulhas militares.

– Os guerrilheiros da UPA emboscavam as tropas e, por vezes, atacavam em hordas, às centenas: enfrentavam as balas de peito aberto, armados de catanas, paus e canhangulos, alguns aos gritos de “bala não mata”. Os militares estavam mal armados: dispunham de poucas armas automáticas, apenas de velhas espingardas Mauser de repetição.

8- Primeira referência pública de Salazar à questão de Angola durante uma recepção aos agricultores do Baixo Mondego.

9- Falha o pronunciamento militar do general Botelho Moniz para depor Salazar.

10- Ataque à povoação de Úcua na estrada Luanda-Carmona, com o massacre de 13 brancos.

11- Ataque a uma patrulha portuguesa próximo de Tando Zinge, Cabinda.

12- Ataque à povoação de Lucunga, com massacre da maior parte dos seus habitantes brancos.

13 – Ataque de guerrilheiros provenientes do Congo-Brazzaville a Bucanzau, em Cabinda.

– Um furriel do BCaç 1 e dois soldados da CCaç 60 e CCaç 67 morrem em combate.

– Perante a evidente gravidade da situação e a necessidade de medidas militares de maior amplitude, o Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar, que passara também a ocupar a pasta da Defesa Nacional, após a tentativa de golpe de estado que pretendia afastá-lo, ordenou o envio rápido e em força de expedições militares para Angola.

14- Declaração de Salazar: «A explicação é Angola, andar rapidamente e em força é o objectivo…».

15- Imposto o recolher obrigatório nos bairros suburbanos de Luanda.

17- Primeiro ataque da UPA à Vila de Damba, em Angola.

18- Fundação, em Casablanca, da CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas).

20– Aprovação, pela Assembleia-Geral da ONU, da Resolução 1603 (XV), incitando o Governo português a promover urgentes reformas para cumprimento da Declaração Anticolonialista, tendo em devida conta os direitos humanos e as liberdades fundamentais.

– Morrem em combate 3 militares da 3ª Bat/GACL.

21- As primeiras tropas expedicionárias portuguesas partem para Luanda, via marítima.

23 – Partida de uma companhia de legionários para Angola.

– Parte de Lisboa o primeiro transporte de material de guerra no navio Benguela.

24- Tropas pára-quedistas são enviadas com a finalidade de suster a sublevação, proteger as populações ameaçadas, limpar itinerários mais importantes e libertar as pequenas povoações e fazendas ainda cercadas pelos guerrilheiros da UPA. Procedeu-se à recuperação de Ambrizete-Lufico, Mamarrosa, 31 de Janeiro, Bungo, Úcua, Pango, S.Salvador, Quipedro, Nambuangongo, Maria Tereza, Mucaba, Quicabo, Canda, Dange, Sacandica, Quitexe, Bembe-Songo, Tendele, Aldeia Viçosa e tantas outras povoações e postos administrativos.

26– A Força Aérea Portuguesa baseada no Engage, em Angola, multiplica as acções na Serra de Mucaba e nas áreas limítrofes de Damba, 31 de Janeiro e Bungo.

– Pela primeira vez aterra em Mucaba um avião Dornier, pilotado pelo tenente-aviador Durão. Trinta civis, um furriel e um chefe de posto, barricados na igreja de Mucaba, protagonizaram uma épica resistência aos ataques de centenas de sublevados.

28- Criação do Movimento Nacional Feminino.

30– O Conselho Nacional de Segurança norte-americano é secretamente autorizado a financiar a UPA de Holden Roberto.

– As baixas militares são já significativas neste mês de Abril. (18 mortos em combate).

Do livro: “Cronologia da Guerra Colonial”, de José Brandão

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