Sismo de 1980 na Terceira

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Faz hoje 32 anos que um forte sismo abalou as ilhas do grupo central dos Açores. Depois dos festejos do fim do ano, o dia 1 de Janeiro de 1980 apresentou-se solarengo e agradável e muita gente passeava pelas ruas quando às 15 horas e 42 minutos, hora local, um grande abalo com magnitude de 7.2 na escala de Richter fez enormes estragos nos edifícios e provocou grande pânico na população.

As ilhas mais afectadas foram a Terceira e São Jorge, tendo falecido 51 pessoas na primeira e 20 na segunda e registado também cerca de 400 feridos. Mais de 15.500 edifícios ficaram danificados e como consequência ficaram desalojadas cerca de 15.000 pessoas.

Apesar de tanto sofrimento, a hora do sismo com muita gente na rua permitiu que o balanço não fosse tão dramático face à destruição provocada. As imagens que se seguem neste vídeo são esclarecedoras da situação. Angra do Heroísmo, a cidade onde 9 anos antes quase todos os companheiros da C.Caç. 3413 estivemos e serviu de berço à constituição da mesma, ficou irreconhecível.


Entramos em 2012, anunciam-se também alguns terramotos económicos e sociais, mas que comparados com estes fenómenos da natureza não são nada. Depende dos homens com a sua vontade, inteligência e bom senso ultrapassar as hecatombes socioeconómicas que eventualmente poderão acontecer, mas vamos manter a esperança que os responsáveis sejam capazes de levar o barco a bom porto e no fim de 366 dias possamos fazer um balanço positivo do ano que agora começa.

Quanto às catástrofes naturais, muitas vezes também provocadas pelo homem pelos seus comportamentos ambientais, que fiquem afastadas de todo o mundo. Em Portugal, nos últimos anos as que mais devastação e mortes provocaram foi a que aqui se relata e também as enxurradas que aconteceram na ilha da Madeira em 21 de Fevereiro de 2010 e que provocaram 40 mortos.

Em ambos os casos os portugueses arregaçaram as mangas, deram as mãos, foram solidários e são essas características que nos vão fazer sair desta situação de crise que atravessamos.

Mário Mendes

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