Descolonização de Angola

1 Comentário

“Este livro da jornalista Leonor Figueiredo é um valioso documento para a História da entrega, sem honra, nem glória, nem dignidade, da província ultramarina portuguesa de Angola. Direi mesmo que, em sentido figurado, é uma Bíblia, porque a autora prova o que escreve. A autora faz uma viagem ao passado na procura do que terá acontecido a seu pai que residia em Luanda, desaparecido ainda na altura em que Angola era portuguesa. Nem as autoridades, nem os políticos/governantes, nem os militares dessa época trágica para Portugal sabem o que terá acontecido a João Cândido Figueiredo (pai da autora deste livro) nem de algumas centenas de Portugueses”.

“Quando procurava elementos sobre o meu pai, desaparecido em Angola antes da independência, em 1975, descobri que o mesmo tinha acontecido a mais 250 portugueses.”.

Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola são mais um testemunho da maior tragédia sofrida pela Pátria que “deu novos mundos ao Mundo. Mas é também um documento revelador de vilanias, traições, e covardias de muitos. É um grito angustiante e um brado de revolta. O Estado português e os seus agentes culpados uns, responsáveis outros, pela “descolonização”, que eles próprios a crismaram de “exemplar”, alijaram as suas culpas e responsabilidades para terceiros. Um acto de covardia. Esse Estado “descolonizador” que ainda não ressarciu as vítimas da “descolonização exemplar” (exemplarmente trágica). Outra vergonha. Outra injustiça. Outro crime. Leonor Figueiredo revela nesta sua obra as prisões de compatriotas nossos feitas por alguns militares portugueses que depois os entregavam ao MPLA. Muitos desses prisioneiros foram fuzilados pelo movimento liderado por Agostinho Neto, e todos eles agredidos fisicamente e torturados psicologicamente nas masmorras do MPLA.

Adulcino Silva – Jornalista

Veja o vídeo AQUI.

One thought on “Descolonização de Angola

  1. Tenho o livro e já o li. Gostei, e recomendo aos ex-combatentes do Ultramar a sua leitura, muito especial para quem esteve em Angola, como foi o meu caso (1961-1963). É preciso que haja alguém com coragem e daqui envio os meus agradecimentos à jornalista Leonor Figueiredo pela divulgação do seu caso pessoal. Espero que se divulgue estes e outros casos como este. Certamente a nossa história, vivida na Guerra de África, só será contada quando não houver mais nenhum ex-combatente.
    Um abraço ao Mário Mendes e grato por ter feito esta divulgação.

    José Magalhães

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