2 Meses de barraca

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Há 40 anos neste dia tínhamos completado 2 meses de vivência nas barracas de lona a que pomposamente o exército designava por base táctica. Estas condições precárias consideradas desumanas nos tempos de hoje haveriam de se prolongar por mais 4 meses e faz sentido perguntar aos militares de agora se aceitariam sacrificar-se pela Pátria do modo como muitos milhares de Portugueses o fizeram.

Tal como refere o nosso amigo e companheiro de armas Joaquim Alves no artigo anterior, nem sequer éramos bem aceites na sede do sub-sector localizada no Toto. Não se pode comparar aquilo que não tem comparação, ali estavam bem instalados num aquartelamento onde nada faltava, nós num acampamento de barracas e o supremo sacrifício que nos era imposto em vez de merecer o respeito e admiração dos nossos pares, pelo contrário éramos olhados com desprezo e até tínhamos direito a um cognome, “Os Sicilianos”.

Para recordar esses tempos, aqui fica uma foto com alguns elementos da minha secção. De pé, os angolanos Tomás Cachique e José Manuel da Costa, Manuel Dutra de Lima, da ilha Terceira, que está nos Estados Unidos da América, o Manuel Fernando Quadros que vive na terra natal, Velas, ilha de São Jorge. Agachado está o Manuel Deodato Silva, açoriano que julgo ser da ilha Terceira.

Mais relatos sobre a vida quotidiana no acampamento de “ciganos”, quer dizer “sicilianos” podem ser lidos: AQUI e ACOLÁ.

Mário Mendes

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