Para Angola, rapidamente e em força!

2 comentários

Esta célebre frase foi proferida por Salazar em 13 de Abril de 1961, quando se apercebeu que os acontecimentos de 15 de Março desse ano, que marcaram o começo da guerra colonial em Angola, não era apenas uma guerra de catanas, mas um movimento organizado apoiado por potências internacionais que se propunha conquistar a independência do território.

Passados 50 anos, este slogan está novamente na ribalta, porque as políticas que nos últimos anos se têm seguido por cá estão a “empurrar” muita gente, principalmente os jovens para fora do seu país e Angola está a ser a par do Brasil um dos principais destinos desta “avalanche” que tomou conta de Portugal.

Foram muitos milhares os que nos anos 60 e 70 responderam afirmativamente ao chamamento de Salazar para África, para defender a integridade do Portugal de aquém e dalém mar, mas os ex-combatentes que viram chegar o 25 de Abril de 1974 e a esperança de um país melhor não imaginariam que agora os seus filhos sejam “obrigados” a procurar naquelas terras distantes o trabalho que aqui lhes falta para construírem o seu futuro.

Angola, que suportou durante 41 anos uma guerra colonial seguida de uma civil, está em grande desenvolvimento, precisa de muitas infra-estruturas, mas já tem também muitos emigrantes de outros países, principalmente chineses que tomam conta da grande maioria das empreitadas e por isso se os portugueses não querem perder o comboio desta transformação que está a ocorrer em solo angolano, aquele slogan está hoje bem actual.

Desta vez não vão à procura da árvore das patacas, os tempos são outros, a economia é global e os capitais angolanos também já têm uma boa posição na nossa economia, pelo que será do interesse de ambos os países a cooperação e o respeito mútuo.

Os portugueses assistem atónitos à austeridade que está a sufocá-los, mas e os responsáveis destes desmandos, que é feito deles? Uns estão “foragidos”, outros andam por aí disfarçados de pobres. O jornalista António Azenha publicou há dias um livro com o título “Como os políticos enriquecem em Portugal” e no pacote meteu o ex-ministro Mira Amaral. O homem ficou tão “abespinhado” que resolveu escrever uma carta ao jornalista e que pode ler AQUI.

Mário Mendes


NR: Portugueses que trabalham e recebem o salário mínimo, pensionistas que têm que esticar 300 euros até ao final do mês, que hão-de pensar de reformas de 11 mil euros mensais? Façamos um pequeno exercício: um trabalhador que recebe 777 euros (salário médio nacional), desconta para a segurança social 11%, o que dá 85,47 euros; para pagar a reforma do “remediado” Mira Amaral são necessários os descontos de 128 trabalhadores, ou seja, falando em termos militares, quase uma companhia. Quando se sabe que por cada reformado existem 2,6 trabalhadores activos é só fazer as contas. Porque se está à espera de pôr um teto nas reformas, para acabar com esta vergonha nacional? São precisos Passos Seguros nesse sentido. Não se admirem pois que a onda dos indignados cresça a olhos vistos.

2 thoughts on “Para Angola, rapidamente e em força!

  1. Excelente artigo amigo Mendes,

    Duvido que o actual governo, ou outro qualquer, seja capaz de unificar as reformas dessa gente e pôr um tecto máximo de 2.000 Euros, por exemplo (na Suíça é de 1700).

    O Mira Amarar é de facto um dos “pobres”, entre os ricos, que só recebe de pensão 11.000 E.

    Na Net circulam algumas informações sobre esta gente, que em muitos casos deveriam estar lá dentro, depois de devidamente julgada por um tribunal sério.

    Aí vai um link.

    http://aeiou.expresso.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo-grafico-animado=f680329

    Um abraço

    José Sampaio

  2. Pois é! E infelizmente é bem verdade o que dizes. No meu caso, como ex-bancário nem sequer tenho direito á tal reforma como ex-combatente. Como sempre esta nossa pátria sempre teve “uns de primeira e outros de segunda”… Devo fazer parte deste lote.
    Continua para delícia de muitos.
    Abraço.

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