Viagens na nossa terra (I)

Deixe um comentário

Depois dos dias tristes de Inverno passados em casa ao calor das lareiras, chega a Primavera e com ela a vontade de partir à descoberta do Portugal desconhecido. Muitos portugueses gostam de sair para o estrangeiro e muitos deles desconhecem que por cá também temos paisagens e monumentos dignos de serem apreciados.

Agora com a crise a fazer-se sentir nos bolsos de muitos, certamente que as alternativas serão as viagens na nossa terra. É verdade que o combustível está caro, as portagens que já estão em vigor e as outras (SCUT´S) que se anunciam tornam a factura mais pesada, mas para tudo existe remédio.

Quanto aos cavalos debaixo do capot e uma vez que a “palha” está cara, é melhor fazer-se à estrada montado num automóvel mais poupadinho. Não é necessário um “papa-reformas”, desses que não precisam carta de condução, existem alguns “maneirinhos” que também são considerados automóveis e servem bem para o passeio.

Quanto às “auto-rutes” e SCUT´s, o melhor é ignorá-las, pois as estradas nacionais e municipais são as ideais para percursos onde o principal objectivo é apreciar a paisagem.

De Castelo Branco à Lousã, são 120 km e percorridos 46 chegamos ao Orvalho, uma freguesia do concelho de Oleiros onde podemos apreciar um geossítio de interesse e que integra o Geopark Naturtejo, o primeiro a ser constituído em Portugal (existe só mais outro em Arouca) e um dos 35 existentes em toda a Europa.

A cascata das Fragas da Água D’Alta. O desnível é de 50 metros e formam-se três véus de água turbulentos e crepitantes. Existe também no local uma mata de azereiros, espécie autóctone relativamente rara em Portugal.

Aqui é tudo ecológico e quando as “necessidades” apertam o sítio é ali ao lado …

Outro local de interesse nesta localidade é o parque de merendas situado no Mosqueiro, um miradouro donde se avistam paisagens deslumbrantes, como a Serra da Estrela e o rio Zêzere.

Na Lousã, existe também muito para ver, mas não deixe de visitar o castelo que se situa fora do aglomerado urbano em plena serra da Lousã.

Não perca uma visita às aldeias de xisto espalhadas pela serra.

Quanto à gastronomia não deixe de saborear a chanfana e quanto a locais para dormir, o turismo rural em abundância na região é a melhor opção.

Mário Mendes

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s