Quem vai à guerra

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«Quem vai à guerra» revela uma visão feminina da guerra colonial

Passados 50 anos do início da guerra colonial em África (1961-1974), este ainda é um tema delicado que tem sido abordado sempre do ponto de vista masculino, dos ex-combatentes. Como se a guerra tivesse afectado exclusivamente os que a travaram. «Quem vai à Guerra» traz um outro relato. O das mulheres que também a viveram – quem ficou à espera do regresso, quem voluntariamente quis acompanhar e quem foi socorrer os soldados. O documentário, realizado por Marta Pessoa, estreou em Portugal, no dia 16 deste mês.

Marta Pessoa, que em 2009 mostrou num outro documentário – «Lisboa domiciliária» – a realidade dos idosos solitários nas casas antigas da capital, regressa agora com um filme sobre a guerra colonial vivida pelas mulheres.
O documentário estreou em Portugal no dia 16 deste mês e centra-se no papel das mulheres durante a Guerra Colonial, lembrando que além do sofrimento vivido por aqueles que nela combateram, houve outro, silencioso, sentido no feminino.
«Quem vai à Guerra» ” é um filme de guerra de uma geração, contado por quem ficou à espera, por quem quis voluntariamente ir ao lado e por quem foi socorrer os soldados às frentes de batalha. Um discurso feminino sobre a guerra”, lê-se na sinopse do documentário.
Sobre o filme, a realizadora lembra que entre 1961 e 1974, milhares de homens foram mobilizados e enviados para Angola, Moçambique e Guiné-Bissau “para combater numa longa e mal assumida guerra colonial”. “Passados 50 anos desde o seu início a guerra é, ainda hoje, um assunto delicado e hermético, apoiado por um discurso exclusivamente masculino, como se a guerra só aos ex-combatentes pertencesse e só a eles afectasse”, afirma, questionando se quando um país está em guerra, alguém ficará de fora. “Quem vai à Guerra é um filme de guerra de uma geração, contada por quem ficou à espera, por quem quis voluntariamente ir ao lado e por quem foi socorrer os soldados às frentes de batalha. Um discurso feminino sobre a guerra»”, destaca ainda.
O documentário recria em estúdio os testemunhos de várias mulheres, a partir dos objectos, fotografias e ambientes mais marcantes das suas memórias. O filme está em cartaz em Lisboa, no Cinema City Classic Alvalade, em Aveiro no Zon Lusomundo Fórum Aveiro e no Porto, no Zon Lusomundo Mar Shoping. O trailer pode ser visto em http://www.trailers.com.pt/quem-vai-a-guerra/

A.G.P.

NR: Quem vai à guerra… dá e leva. Foi o que aconteceu a John F. Kennedy quando foi a Dallas mas levou-as!

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