Recordações (III)

5 comentários

Aqui estão mais três fotos do nosso amigo e companheiro Correia, para recordar a nossa estadia no norte de Angola, na Mamarrosa, fazenda de café Nª Senhora da Graça, propriedade de Salvador Beltrão, em 1972.


Formatura para o rancho. Vamos lá companheiros, quem identifica quem? Já lá vão 38 anos!


Prontos para partir, para onde? Talvez para a capital, São Salvador do Congo.


E esta hein?! Na época já se fabricavam casas ambulantes. Torce mas não parte. A que se deveu esta mudança que efectuam os trabalhadores do café?

RECORDAR É VIVER.

Mário Mendes

5 thoughts on “Recordações (III)

  1. Olá companheiros
    Pertenci a uma das companhias do BII 17 que vocês foram render.
    Nós fomos para Angola em Julho de 1969 e regressamos em Agosto de 1971. A minha era então a 1ª companhia das três que saíram dos Açores.
    Fomos rendidos no Quanza Norte (junto a Bolongongo-Terreiro) por uma das companhias que seguiu convosco a partir do BII 17. (Como sabem já há muito que deixou de ter esta designação).
    Neste momento dou-vos algumas notas de Angola, onde, por motivos profissionais me encontro neste momento. Vou e venho volta e meia.
    As coisas mudaram… Não digo melhor nem pior… Mudaram.
    A Marginal continua com as palmeiras. O esforço deste povo para reconstruir 30 anos de guerra civil, entre eles, é enorme, mas vocês sabem quão grande é esta terra e o esforço para num país 14 vezes superior a Portugal as coisas avançarem.
    A vinda do Papa e a realização do CAN foram pontos altos para estas gentes que continuam com a esperança (bem visível no olhar de cada um) de que o amanhã vai melhorar.
    Também, tal como vós perdi o rasto a quase todos os elementos da companhia. Quando chegamos a estas terras mais de 90% dos elementos da Companhia não tinha a 4ª classe, mas quase todos tinham carta de chamada para o Canadá ou para os Estados Unidos. Que fazer? Aproveitar a licenciatura e doutoramento do nosso Comandante de Companhia para pedir autorização de se constituir uma escola (dentro da companhia), pois como sabem naquele tempo ninguém saía da tropa sem a 4ª classe.
    conseguimos isso e todos ficaram com esse grau de ensino. (Estou a dizer que todos ficaram a saber ler e escrever…)
    Só os sargentos e oficiais éramos da Metrópole e mesmo assim também a esses perdi o rasto.
    Creio que a guerra mais que ser motivo de recordação é para nós motivo de esquecimento. Essa a razão fundamental para esta ausência entre nós. Melhor mesmo que seja assim. O Viver cada dia como o mais importante considero fundamental, embora os ensinamentos do passado nos ajudem (e de que maneira) nas atitudes de hoje. Depois escrever ou compartilhar cenas de “Foz Côa”, são rabiscos que podendo ser importantes num aspecto de entender o passado, de nada me serve para quem hoje sou e o que quero da vida da família, dos netos, de tudo enfim que me enche o dia a dia.
    Tenho perto o dia de regressar aí, mas sem ansiedade nem criticas. Logo depois o mais certo é de novo voltar e continuar este vai e vem aproveitando para acompanhar o esforço desta gente para ser gente.
    Um abraço para todos. Gosto de vos ler, principalmente nos dias em que estou mais “barrugento”
    Jorge Zeno

  2. Caríssimo.
    As fotos são engraçadíssimas, mas reconhecer só na 1ª, e é o nosso amigo Coelho. Mais não reconheço. Talvez a rapaziada que está na foto. Mas parecem-me não pertencer a nenhum grupo, mas sim ao pessoal que normalmente não saía. Será?

  3. Caros amigos
    Estive convosco na Mamarrosa desde Janeiro de 1973 até Maio do mesmo ano, em estágio do CCC,como alferes.
    Acabei de reviver alguns dos momentos passados e dos locais percorridos através dos vossos trabalhos na internet. Estais de parabéns pelos vossos contributos para memória futura.
    Não obstante a minha passagem fugaz pela C.Caç 3413 que provavelmente me torna desconhecido de todos, fiquei com vontade de os reviver algum dia.Para além do capitão Carlos Ribeiro recordo os alferes Fernandes, com cujo grupo de combate atuei, os alferes Pinto, Igrejas e Dias e o Dr. Horta. Sem citar mais nomes recordo, furrieis, enfermeiros e operadores de transmissões que me ajudaram a passar o tempo do estágio e a ganhar a experiência que me foi muito útil, mais tarde, em Cabinda e em Luanda, à frente da 3ª C.Caç. do Batalhão 4519. Será que posso participar num dos vossos próximos encontros? Gostaria imenso. Vivo em Vale de Cambra. Sou Diretor da Metalurgica Progresso SA. Teria também muito gosto em recebê-los por cá. Faço votos para que algum destes encontros se concretize.
    Um grande abraço para todos.
    Bernardo Pinho

    • Caro companheiro, obrigado pela visita. É claro que ficamos contentes com a tua presença nos nossos encontros. Está atento que aqui os divulgaremos. Costuma ser no mês de Maio e este ano será na região da grande Lisboa. Um Abraço e ficamos a aguardar mais notícias, fotos, etc.
      Mário Mendes

  4. Caríssimo Pinho. Lembro-me bem e até tenho uma foto que tirámos durante uma pausa numa operação que fizemos algures naquelas paragens. Sou o ex-fur. Alves e pertencia ao 1º Grupo da dita c. caç. Todos são bem vindos e recordar é viver. Como o Mendes já disse, qualquer dia já saberemos o dia certo para nos reencontrarmos.
    Aquele abraço

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