Natureza e Desporto

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O ano de 2011 foi consagrado pela ONU como o Ano Internacional da Floresta. Segundo esta organização, as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta e têm responsabilidade directa na sobrevivência de 1,6 biliões de pessoas.

Em Portugal, a floresta cobre cerca de 40% do território nacional e bem no centro do país há concelhos como o de Oleiros que detêm a maior mancha contínua de pinhal bravo da Europa. O ano de 2003 foi catastrófico no que diz respeito a incêndios florestais e em alguns concelhos a área devastada foi maior que 50%.

É por isso muito importante que todos nos preocupemos com a conservação da natureza e biodiversidade e para aqueles que vivem na “floresta de cimento” em que se transformaram as cidades proponho que visitem o Portugal profundo, que está cada vez mais desertificado de gente porque as políticas que se têm seguido para o interior têm sempre consignada a palavra “fechar”.

Fecham-se escolas, centros de saúde e outras estruturas locais que empurram os habitantes para os grandes centros urbanos onde se acotovelam, ficando no interior apenas os mais idosos para guardar as memórias do passado, porque a maioria dos mais jovens aqui não tem grande futuro.

Para remar contra esta maré, existem associações que através de iniciativas várias onde também se incluem alguns desportos de natureza dão a conhecer as potencialidades destas terras que nos brindam com paisagens deslumbrantes.

Tenho a sorte de ter na família um apaixonado da aventura TT e no passado dia 19 de Fevereiro, no posto de “navegador” pude comprovar toda a beleza do concelho de Oleiros, no coração do pinhal. Entre as serras de Alvelos e Muradal, atravessando ribeiras de água cristalina, aqui ficam algumas fotos:


Vila de Oleiros. O verde já domina a paisagem. Em 2003 toda esta zona ficou queimada.


Um troço do passeio, por entre vales e montes, com o verde da floresta sempre presente.


Os pinheiros que renasceram das cinzas de 2003, a ribeira ao fundo e as máquinas em acção.


Passeio TT sem “encravanços” não é passeio. As dificuldades bem duras também estão presentes, mas no fim todos os obstáculos se ultrapassam. A solidariedade não é palavra vã nestes eventos.


Uma pausa vem sempre a calhar. Convívio entre os participantes e tempo para apreciar a paisagem.


Foi neste “burro do mato” que percorri esta aventura. Não nos deixou ficar mal, antes pelo contrário, o guincho serviu para socorrer dois “atascados” e rebocar um terceiro.

Há também outros prazeres “off road” que não podem ser esquecidos, como a gastronomia. Aqui pode-se degustar o cabrito estonado, uma iguaria única no país, candidata a maravilha gastronómica e também os famosos maranhos.  Aprecie o vinho branco callum, um produto genuíno oleirense e como digestivo a aguardente de medronho, outro produto característico desta região.

Mário Mendes

NR: Há alojamentos de turismo rural no concelho de Oleiros. Veja o site da Câmara Municipal em: http://www.cm-oleiros.pt

Se quiser participar nos desportos de natureza organizados pelas associações locais, clique aqui: Trilhos do Estreito e Pinhal Total.

Itinerário do passeio.

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