M´Pozo em 1965

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O aquartelamento do M´Pozo ficava próximo da zona onde a nossa CCaç. 3413 esteve sediada (Mamarrosa e Luvo) e é sempre com alegria que recebemos comentários de ex-combatentes que estiveram naquela zona. Muitas vezes percorremos juntamente com o pessoal da Canga, do M´Pozo, de M´Pala e Nóqui aquela picada que nos levava a São Salvador, a capital da província do Zaire.

Desta vez, tivemos a honra da visita do ex-alferes miliciano Manuel Carvalho, cujo comentário a seguir se transcreve:

Caros Camaradas Veteranos de Angola.
Pelo pedido do Sr. José Paulino, através do Mázungue, tomei conhecimento deste blog, que logo me prendeu a atenção.


Como alferes miliciano, Sapador de Infantaria, servi em Angola de Janeiro de 1965 a Março de 1967. Dentro das várias “actividades” exercidas, além de sapador, fiz vários MVL, por toda a ZIN.  Um deles, em meados de 65, foi levar uma C.Caç de “maçaricos” para render a C.Caç 673 que estava em M´Pozo.

Permaneci lá vários dias, aguardando que se fizesse a transição para trazer “os velhinhos” para Luanda, onde aguardariam novo destino.
Durante esses dias acompanhei a rotina diária da Cª, com deslocações a S. Salvador, Mamarrosa, Luvo e ao outro lado da fronteira.  Tive oportunidade de tirar várias fotos que creio vos interessarão.

Aqui vão as primeiras:


Monumento no M´Pozo (alferes Carvalho, capitão Viriato, alferes médico)


M´Pozo, vista geral.


Ponte sobre o rio M´Pozo.


A protecção da ponte.

5 thoughts on “M´Pozo em 1965

  1. aqui esta uma prova verdadeira escrita pelo sr ex-alferes sim a foto da ponte do rio m´pozo e o acampamento logo em cima e tem m´pala e cabeço do tope depois vinha o campo de aviação que também tinha o nome de cabeço da velha e a seguir vinha nóqui pelo outro lado m´pala m´pozo canga e sao salvador do congo.tudo ok. mas porque aconteceu um assalto ao canga olhem canga nao ficava perto do congo a pé era longe e muito longe porque eu estava em m´pala e para chegar a canga levamos 60 minutos no máximo a m´pozo nao levava mais de 30 minutos como o in atacou canga pois para ele fazer isso levou muitos dias será que ninguém viu nada não faziam patrulhas porque para o in atacar com tanta arma pesada para as trazerem do congo deveriam levar vários dias e as armadilhas que nós montávamos em volta do acampamento não explodiram ou estava sem armadilhas. pois nós em m´pala tínhamos tudo armadilhado em toda a volta do acampamento eram umas em volta a uns trezentos metros e outras muito mais pujantes a uns 600 metros em toda a volta claro por muitas vezes eram as hienas e outros bichos que as explodiam mas no dia seguinte lá estávamos nós montando outras.agora o ataque ao canga minha opiniao foi coisa de maçarico.e o in. não perdoava quando via moleza ele atacava mesmo porque eles sempre foram [cobardes] para mim covardes. nós em m´pala ficamos 19 meses do meio de maio de 1965 4 ou 5 de dezembro de 1966,e damos muito prejuízo ao in que o in estava presente todos os dias a gente via as pegadas deles todos os dias e o in.passava naquele lugar para ir fazer besteiras lá por ambriz ambrizete tomboco sempe no interior desses lugares que eram bessa monteiro e muitos outros. mas muitos não passavam não ficavam por aquelas matas e quando juntava m´pozo cabeço do top m´pala e lufico e aviões coitados ficavam todos porque não tinha só mata tinha também clareiras e claro nas clareiras eles ficavam cansados e por lá ficavam de uma só vez nós pegamos muitas armas deles e nós sofríamos com as bombas dos aviões que vinha aquele estrondo pelos vales que nossos ouvidos ficavam zumbindo uns três dias e para todos nós não foi muito bom não cada um carregou sua cruz como pode,eu pertenci a cart. 777 fui condutor e passava pelas picadas a 110 km por hora onde dava claro indo para m´pozo tinha uns lugares que dava além de ter algumas pontes de madeira éramos jovens e nunca tive um acidente abraços a todos mas eu acho que a partir de 1968 já não iam militares para a guerra iam sim políticos e a grande parte e não precisava muitos porque um do pcp valia mais do que 100 de outros partidos. por favor não quero ofender ninguém não sou do pcp e nem gosto mas os respeito e maçarico eu também fui e fui de farda amarela.

  2. Caro Guilherme, Só quem por lá andou consegue compreender o que nos vai na Alma. As verdades são para ser ditas, embora incómodas, para certos quadrantes. Alguem se vai encarregar de julgar quem de um modo, ou de outro, nos traiu !!!

    • Estive no M’Pozo de 08/73 a 12/74 e ainda hoje tenho saudades…

      • M,POZO-foi o meu primeiro paradeiro em finais de janeiro de 1969 até finais de junho do mesmo ano e é sempre com muita emoção que revejo estas noticias. depois daí seguimos para leste de angola (cangumbe). era a CART-2481 – independente, que nessa altura dependia da Mamarrosa.

  3. Estive com a minha companhia 793 no M,POZO de 1965/67 e abastecia-mos em S. Salvador do Congo e os últimos meses fomos para o Grafanil para Intervenção. Conheciamos bem M,PALA . e as 4 companhias do batalhão que estavam em Canga, Magina, Luvo e Mamarrosa
    chegamos a ir a Noqui também .

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