Recordações (I)

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Na C.Caç. 3413 todos reconhecemos o profissionalismo e dedicação que o nosso companheiro Correia, furriel miliciano enfermeiro, mais conhecido por Max,o Terrível, nos dedicou durante a estadia em África, com a sua amizade e boa disposição. Ele foi também um grande apaixonado pela fotografia e agora resolveu ir ao seu baú de recordações e partilhar connosco algumas “chapas” que transmitem uma grande beleza africana, como o “pôr-do-sol”.

Na primeira foto, cá está o homem de quem se fala, desta feita na missão de ajudar a recolher lenha, necessária para cozer o pão nosso de cada dia.


Esta tarefa tão básica obrigava-nos a penetrar dentro das matas e assim oferecer ao inimigo boas condições para ataques que felizmente nestas circunstâncias nunca ocorreram, talvez por falta de atrevimento ou pelo facto de o nosso poder de fogo ser também desmotivador.

Vamos então contemplar a beleza das fotos que se seguem:


Aquartelamento da Mamarrosa. Na primeira, o arrear da bandeira do mastro lá bem alto para mostrar que ali mandava-mos nós. Na segunda, as palmeiras que ali representavam um “oásis” naquela terra do fim do mundo.


As imagens são espectaculares e revelam os dotes fotográficos do autor que nos oferece estes autênticos postais ilustrados que, quer queiramos quer não, nos deixam alguma nostalgia.

BOAS FESTAS.

Mário Mendes

3 thoughts on “Recordações (I)

  1. Não esquecer que o furriel enfermeiro José Correia, que comigo formava o duo dos dois únicos algarvios da companhia, era também um apaixonado pela caça, o que o fazia sair mais vezes do aquartelamento, munido de uma Mauser e de pistola no cinto, tanto nas saídas para a caça, como nas viagens pela picada e até às tascas de petiscos das povoações por onde andámos.

    Uma ocasião atirou sobre um leopardo, que feriu, mas não o consegui apanhar e lá se foi a bela pele que hoje ornamentaria a sua casa como troféu.

    Em S. Salvador chegou-se a encontrar-se com o seu colega de curso, o furriel enfermeiro da companhia da Calambata João de Melo, que depois se tornaria no escritor João de Melo, autor entre outros do livro sobre a GC “Autopsia de um Mar em Ruínas”, onde fala dos ataques que sofremos na Mamarrosa e no Luvo, e descreve o massacre do pelotão da sua companhia, cujo alferes também nele falecido se chamava António Vieira Alves e era natural de S. Bartolomeu de Messines (Silves).

    O Correia foi sempre um dos elementos mais populares e bem dispostos da companhia e dava-se com toda a gente, sem distinções.
    Para ele a comissão foi uma aventura enriquecedora de experiências vividas e o facto de aparecer sempre nos convívios traduz bem isso.

    Um abraço a todos, com desejos de Boas Festas e um Feliz Ano de 2011.

    José Sampaio das TRMS

    • A caça era outro hobbie do nosso amigo Correia. Ele tinha também uma “pressão de ar” e muitas vezes ma emprestou. Em duas noites limpámos toda a passarada que dormia numa pequena mata que ficava em redor do aquartelamento do Luvo. Foram algumas centenas de pássaros, incluindo boas rolas que foram parar ao tacho. Entre os atiradores estava eu próprio e o Leitão, o Morais, o Penedo e outros serviam de “apontadores de lanterna”
      Mário Mendes

  2. a única coisa que não faltava era caça em m´pala a onde eu estive era uma fartura era galinha de angola burro do mato pacaças e tantos outros que a gente não sabia o nome era cabrito do mato e porco do mato ou javali como queiram mas ali só passava fome quem queria e saúde, jose guilherme.

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