Como vai o Luvo

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Poucas notícias nos chegam daquele lugar bem lá no norte de Angola onde estivemos em 1972 e 1973. No entanto, o Luvo teve destaque na imprensa angolana e do mundo quando em meados de 2009 foi a porta de entrada de milhares de angolanos repatriados da RDCongo e que foram acolhidos na Mamarrosa, outro local bem nosso conhecido. Há que referir que esta atitude da RDCongo foi de represália pelo que Angola fez aos seus cidadãos que entravam clandestinamente em território angolano das Lundas à procura de ouro e diamantes. A resposta da RDCongo foi tão violenta que não poupou ninguém, mesmo os cidadãos angolanos lá radicados há muitos anos, casados com congoleses e com filhos foram obrigados a regressar a solo angolano.

E foi assim que aquele território tão desertificado na década de 70 se encheu de gente, como aqui podemos ver nestas fotos, onde a parada do Luvo, do tamanho de um campo de futebol foi pequena para tantos repatriados.


Vislumbramos que existem construções novas, mas não sabemos se as quatro de pedra e cal que ali estavam, consideradas de luxo para a época (Casa do Administrador, da Guarda Fiscal, da DGS e Messe de Oficiais e Sargentos) ainda estão de pé. Só talvez o facto de porventura serem considerados  símbolos do colonialismo, alguém com pouco juízo as pudesse deitar abaixo.

No canto superior esquerdo da primeira foto ainda podemos ver o depósito de água que abastecia o aquartelamento e que se situava junto à messe dos oficiais e sargentos. Assim sendo, a captação de água do rio Luvo e as canalizações talvez tenham resistido à erosão do tempo. A foto que se segue é de 1972 e lá está o depósito de água a que me refiro.


A comuna do Luvo tem na actualidade mais de 10 mil pessoas, existe algum desenvolvimento social, mas as vias de comunicação estão como há 35 anos. A notícia que se segue, dá conta do que se vai passando por lá. Clique AQUI.

NR: Ó senhor governador do Zaire, diga lá para Luanda, ao grande chefe JES, que atribua a empreitada do alcatroamento das estradas a firmas portuguesas que estão em Angola (Mota-Engil, Soares da Costa, etc…) que eles fazem isso num instante. Remendar picadas com terra que logo a chuva leva, é como chover no molhado. É deitar milhões de kwanzas por água abaixo… Pode ser que muitos dos milhares de militares que por aí estiveram, algum dia tenham vontade de lá voltar. De avião até Luanda, de avião de Luanda a M´Banza Congo e depois por estrada asfaltada até à comuna do Luvo… os eventuais turistas sempre ajudariam a economia local.

Mário Mendes

One thought on “Como vai o Luvo

  1. Acabei de partilhr no facebook.
    Manuel Aldeias

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