Capinar, é preciso!

1 Comentário

O norte de Angola é um mosaico de savanas e florestas, sendo que o capim cresce espontâneamente nas áreas abertas, atingindo uma altura maior que um homem, transformando assim o terreno num bom esconderijo onde o inimigo se podia deslocar, aproximando-se das picadas  e dos aquartelamentos sem ser visto, situação que não era nada favorável às nossas tropas.

No aquartelamento da Mamarrosa, o capim só terminava no arame farpado e quando teimava em invadir as instalações da fazenda do café, o patrão não descurava a capinagem do terreno como podemos ver nesta foto.

Assim, com o terreno limpo, qualquer intruso (homem ou animal) que tentasse “pisar” o risco de segurança era corrido a tiro. A segurança dos trabalhadores da fazenda era feita pelos próprios, mas com certeza que haveria um acordo tácito com os guerrilheiros, pois nunca se deu conta de eles serem atacados, nem no seu aglomerado populacional, nem nos campos de cultivo do café.

Como já aqui referiu o ex-furriel Carlos Santos, da C.Caç. 2676, que nós rendemos, até iam à caça com o capataz, mas na condição de irem vestidos à civil.

Mário Mendes

One thought on “Capinar, é preciso!

  1. Pelos diversos destacamentos das nossas tropas, que tinham adjacentes fazendas de café e, foram vários os que tive ocasião de conhecer, sempre se ouvia o boato de acordo entre os fazendeiros e os guerrilheiros.
    Penso que só deste modo seria possivel a sobrevivencia destas fazendas.

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