Lá longe, onde o Sol castiga mais.

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Recriação, a partir das memórias dos seus protagonistas, de um dos momentos mais trágicos da história portuguesa recente, esta novela dá voz a uma geração que, por motivos políticos, participou numa guerra para a qual não estava humana e materialmente preparada. No livro, e através dos relatos em primeira pessoa, ficamos a conhecer muitos dos aspectos escondidos da guerra, incluindo as doenças, o sofrimento, os crimes, as saudades… Assim, nesta publicação, que conta, a servir de ilustração, com inúmeros documentos reais, desde fotografias, a mapas, incluindo jornais, cartas e aerogramas, é reconstituída a participação portuguesa na Guerra Colonial a partir das memórias dos antigos combatentes. Instigados pela professora, os alunos descobrem, nas recordações dos seus avós, todo um passado esquecido e, muitas vezes, branqueado. O processo de revisitação parece actuar como catarse para os ex-combatentes e como descoberta para os adolescentes, confrontados com uma realidade simultaneamente próxima e distante. Sem tabus, a luz da memória ilumina algumas das sombras mais assustadoras da Ditadura em Portugal, falando, na primeira pessoa, dos combates, dos medos, das doenças, da resistência, do amor e da morte.

Com o mesmo título, temos também a canção do Paco Bandeira, que também foi combatente em Angola. Esteve no Tomboco em 1968/69, um aquartelamento onde passámos quando de Ambrizete fomos a caminho de S. Salvador do Congo.

A sua vivência nestas paragens foi o mote para compor a canção.

3 thoughts on “Lá longe, onde o Sol castiga mais.

  1. O Paco, o Angola, que Deus vos proteja. A. Leitao.

  2. Eu tambem estive no Tomboco em 67/69 e por sinal com o Paco Bandeira.
    Companhia Caçadores 1645

  3. Eu, assentei praça na E.A.M.Angola em 27 de Agosto de 1962, fui 1º. cabo nº.1042/62 , estive no D.A.A. en Luanda na Secção de Embarques e Transportes da Unidade entre 25/07/64 e 05/03/66, por onde passavam os Militares que vinham a Luanda em serviço, ou a consultas externas no H. Militar, a fim de receberem alojamento e lhe ser feito o acompanhamento às suas Unidades nos vários locais de Angola, quem ler estas palabras e que tenha passado por lá neste período de tempo, sou Manuel Rodrigues da Silva ,

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