A serração da Mamarrosa

6 comentários

A  Mamarrosa, no norte de Angola, junto à fronteira da RDCongo, que foi a nossa “casa” desde Abril de 1972 a Setembro de 1973, tinha além do aquartelamento, uma fazenda de café, propriedade de Salvador Beltrão, que empregava muitos trabalhadores da etnia bailundo, originária da região do Huambo e tinha também uma serração de madeira que podemos contemplar nesta foto.

A província do Zaire era também grande produtora de madeiras e na época colonial, além desta serração havia mais duas, uma em Quelo e outra em Tomboco. Segundo o portal de Angola, todas elas estão agora desactivadas.

Mas não eram só troncos e pranchas que a serração albergava, podemos ver também alguns cabritos, propriedade do encarregado ou de algum empregado, cabriolando alegremente em cima dos troncos, até ao dia em que alguém os  sentenciou para fazer parte de um rancho melhorado. É a vida!

Mário Mendes

6 thoughts on “A serração da Mamarrosa

  1. Mário
    Lembro-me muito bem da serração da Fazenda Mamarrosa, embora de triste sorte para alguns funcionários que trabalharam na mesma.
    Quem nos contou foi um capataz que era o encarregado da fazenda. Era o único branco, embora quando lá chegamos em Agosto de 1962, pelo menos falamos com dois ou três que entretanto abandonaram a fazenda.
    Debaixo do soalho da serração, cobras e ratos, eram um “fartote”…
    Quando regressamos, o encarregado ficou lá; era natural de Vila Nova de Gaia (Coimbrões).
    Suponho que esta foto foi tirada de Norte para Sul; se foi, no meu tempo existia mais uma arrecadação a Sul que serviu de cantina e guarda de alimentos.
    Um abraço
    Magalhães

  2. No tempo da C.Caç. 3413, em 1972/73 o responsável da serração, de que não me lembro o nome, era natural de Castanheira do Ribatejo.

    • Boa tarde
      Intrometo-me para dizer que segundo relatos que me chegaram, o responsável da serração à data da independência seria um antigo soldado da minha companhia açoriano de nome Jorge(C.CAÇ.2676)- Durante metade da nossa permanência o resp. era um sujeito chamado Carvalho que ali vivia com a mulher e a filha mas que acabou em meados de 71 por regressar a Rio Maior onde se instalou como taxista. Foi substituído por um outro sujeito cujo nome não recordo, que terá sido substituído pelo nosso companheiro que parece terá sido executado ao teimar em ficar ali. Esse tal Carvalho transmitia-nos uma sensação de segurança. Íamos com ele à caça de dia e de noite mas obrigatoriamente vestidos à civil. Um abraço

    • Segundo testemunhos de dois companheiros da minha companhia
      com quem falei estes dias, o encarregado da fazenda Mamarrosa,
      em 1962 – 1963, chamava-se Cabral e era natural de Coimbrões – Vila Nova de Gaia.
      Um abraço,
      Magalhães

  3. Amandio Leitão Junho 23- 2013 —– ao ver alguns testemunhos de camaradas que estiveram em Angola na MAMARROSA , queria deixar aqui a informação ao amigo Carlos Santos que o Carvalho era o encarregado da fazenda da Mamarrosa no ano de 1972/73 aquando da permanencia da c.caç3413 da qual eu fazia parte.O dito Carvalho era ralmemte de RIO MAIOR.Um abraço.

  4. Para quem ainda possa aceder a este blog quero dar mais uma “achega”.
    Eu sou um ex-furriel miliciano pertencente à Companhia de Sapadores 151, tal como o meu colega José Magalhães, e que estivemos na Mamarrosa de 1962 a 1963. Esta serração me é particularmente familiar, pois quando chegamos estava desativada e, por imperativos dos trabalhos a que, como militares de engenharia, tinhamos de proceder, em determinada altura fui encarregado de colocar a serração em atividade, cortando vigas para algumas das pontes que construimos. Eu nada sabia de serração. e foi o gerente de então, o Sr. Ferreira que me iniciou nesse trabalho. Entretanto o Sr. Ferreira se foi embora e eu tive de me desenrrascar o melhor que podia, pois o seguinte encarregado da fazenda, o Sr. Cabral, também nada sabia de serração. Lembro-me bem, um dia ia partindo uma perna, pois uma viga, pela minha inexperiência se desprendeu e me caiu em cima.
    Bem hajam a todos os que passaram pela Mamarrosa

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