O sotaque açoriano

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A nossa companhia, formada no BII 17, Angra do Heroísmo, ilha Terceira, era composta por alguns açorianos, predominantemente condutores e atiradores, de todas as ilhas, sendo a principal fornecedora a ilha de São Miguel.

Os continentais que no RI 11, em Setúbal, quartel onde efectuámos o IAO (Instrução Aperfeiçoamento Operacional), tiveram o primeiro contacto com os naturais dos Açores, viram-se gregos para os entenderem. Efectivamente o sotaque açoriano é complicado de entender e principalmente o de São Miguel, pois até os naturais das outras ilhas chamam “japoneses” aos daquela ilha, pelo simples facto de por vezes nem eles os entenderem.

No meu caso, que já tinha estado na ilha Terceira a dar instrução militar, aquele sotaque já me era familiar e por isso nunca tive dificuldade em lidar com o pessoal dos Açores, gente que ao longo da nossa estadia em África, sempre admirei pela sua abnegação e coragem.

Quem não se lembra das seguintes expressões: corismo mal amanhado (safado), tás-me cegando (estás a chatear-me), queimado negro (pessoa de raça negra), foge diante (sai da frente), mêm de veras (a sério), pega drêt (desaparece), petxeno (pequeno), vá larê (vai dar uma curva), pelo´ê (ai de ti!), entre tantas outras que daria para fazer um pequeno dicionário.

Muitos de nós, terminada a comissão ficámos também “açorianizados” durante algum tempo e agora que já estamos um pouco esquecidos, é bom reviver o sotaque açoriano, que aqui fica no seguinte vídeo.

Um Açoriano na América

Mário Mendes


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