CISMI

54 comentários

Este quartel em Tavira também designado por quartel da Atalaia, já foi sede do RI 14, BC 5, BC 4 e RI 4. É no ano de 1939 que recebe o nome CISMI (Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria), tendo sido extinto em 1989, integrado no Regimento de Infantaria de Faro.

Todos os furriéis de Infantaria a quem foi atribuída a especialidade de atirador ou “amanuense do gatilho” como eram designados aqueles que tinham uma boa pontaria, passaram por aqui.

A minha vida militar começou nas Caldas da Rainha (RI 5) e no 4º trimestre de 1970 rumei ao CISMI. Apesar de ser Outono e começar a estar frio no norte, donde sou natural, senti logo que o clima ali era mais ameno e até dava para ir para a praia (Ilha de Tavira, Manta Rota).

Tavira era na altura a cidade com mais igrejas e capelas, julgo que eram 32 no total. As esplanadas junto ao rio Gilão e o cinema faziam também parte das “actividades” fora do quartel.

Já quanto ao dia a dia “intra muros” a vida não era fácil. A instrução militar era bem pesada e de vez em quando uma visita às “salinas” que eram tão só os esgotos da cidade, deixava o fardamento em péssimo estado.

O rancho naquele tempo também não era “grande espingarda”, nem em quantidade e muito menos em qualidade e por isso quase sempre era preciso recorrer às sandes de chouriço que os ambulantes vendiam atrás do quartel no campo das feiras onde também decorriam os exercícios militares.

Para o pessoal do norte, pensar ir até à “santa terrinha” no fim-de-semana era só um sonho. Da minha parte, apenas fui uma vez, no Natal de 1970. A viagem de comboio parando em todas as estações e apeadeiros, atravessando o longo Alentejo até Setúbal nunca mais tinha fim, e depois era preciso outro transporte para atravessar o Tejo e continuar no comboio da Beira Baixa.

Mário Mendes

54 thoughts on “CISMI

  1. Amigo Mário Mendes
    Eu também fui um dos que passou por Tavira mas um pouco antes sou de Janeiro de 1969.
    Achei piada por o meu amigo dizer que os elementos que passaram por Tavira e que eram bons atiradores tinham como especialidade “amanuense de gatinho”. Pois eu na recruta fui o único que não acertei com uma bala no alvo e tive como especialidade “atirador de 1ª. classe especial”.
    Gostava imenso de encontrar o cabo miliciano que me deu a recruta. Janeiro/69 – 2º. pelotão 3º. companhia – Comandante Capitão Madeira. O meu amigo tem alguma pista onde eu o possa procurar?
    Um abraço
    Terei todo o gosto em comunicar contigo.
    Um abraço
    julio caleça

    • Amigo Mário Mendes
      Um rectificação: a minha companhia era a 2º. e não a terceira como disse
      caleça

    • O que é feito do saudoso
      Alferes Cadete e do alferes(?) que comandava o pelotão que formava todas as manhãs em frente e já agora do comandante da companhia capitão Prieto? Isto em maio de 1965…

  2. Estive em no CISMI em Tavira na 2.º incorporação do ano de 1967. Estou a recordar, para memória futura, algumas estórias picarescas que se passaram durante a recruta nessa unidade. Para ilustrar os textos tenho tenho pesquisado algumas imagens relacionadas com esse quartel . Assim tomei a liberdade de utilizar uma imagem aqui publicada com a devida referência. Agradecimentos.

    MG

    • amigo julio caleça
      tambem fui dos que passei por ai mas já a tropa para mim foi umas férias
      em relaçâo aos tiros eu tambem nâo acertei nenhum acertei foi no do colega
      o sargento perguntou qual era a minha especialidade eu disse que era escriturário
      disse ele ainda bem eu perguntei se havia algum problema ai é que ele me disse que eu nâo tinha acertado nenhum entâo ele disse para ir para as vala içar os alvos heheheh

    • Mateus
      Tambem estive na 2ª incorporação do ano de 1967, 1ª companhia “tenente Robles”
      O meu pelotão era formado na sua maioria por açoreanos e madeirenses.
      José Vitório “Martins” fui depois para Beja (janeiro a Junho 68) depois Angola
      Um abraço

  3. esqueci- me de dizêr o ano em que entrei ai foi em 1975 setembro o comandante era o pontes e os meus sargentos erem o pedrinho e o patadas quanto aos fins de semana eram passados ai porque como o mário dis perdia-se muito tempo para chegar ao porto de onde sou só vim 2 vezês muitos matava-os a fazêr aos algarvios que pagavam bem

  4. Em Junho de 1971, vindo das Caldas dei entrada no pior quartel que a Metrópole tinha.
    Lá passei os 3 meses da ordem, e, depois rumei ao R13 (Vila Real ) este sim um quartel em condições.
    Lembro em Tavira o Major Folques, um excelente OFICIAL (nada XICO), e pouco convencional.
    Há 2 anos passei por lá e continua tudo na mesma.
    Também fui baptizado nas “salinas”, e passei muita fome, porque a comida era intragável.
    Depois fui para Moçambique (Mocumbura/Tete)
    Um abraço
    Francisco Dores

  5. Eu sou Cabo-Verdiano e fui militar de profissão no tempo colonial como 1º Cabo Readmitido. Em 1971 frequentei em TAVIRA o 2º ciclo do Curso de Sargentos Milicianos de Infantaria . Tenho pouca coisa para me recordar dessa época e, por isso, peço por favor, se algum instruendo desse tempo tiver algum documento , nomeadamente, fotografias do nosso batalhão e/ou das companhias , que as publique em site ou blogue para que possamos todos recordar do nosso passado.
    Um abraço fraternal
    Bento Silva Santos
    Telefone (238) 2314956 móvel 99248553

    • Bento Silva Santos :
      Eu sou Cabo-Verdiano e fui militar de profissão no tempo
      colonial como 1º Cabo Readmitido. Em 1971 frequentei em TAVIRA o 2º
      ciclo do Curso de Sargentos Milicianos de Infantaria . Tenho pouca coisa
      para me recordar dessa época e, por isso, peço por favor, se algum
      instruendo desse tempo tiver algum documento , nomeadamente, fotografias
      do nosso batalhão e/ou das companhias , que as publique em site ou
      blogue para que possamos todos recordar do nosso passado.
      Um abraço fraternal
      Bento Silva Santos
      Telefone (238) 2314956 móvel 9924853

  6. Pois eu cheguei ao CISMI em Julho /74 para fazer a especialidade, acabada a

    especialidade, lá vou eu até Chaves (de onde sou natural) à espera de colocação.

    Como “prémio” de uma boa classificação no curso, sou colocado em Tavira,(ali

    pertinho de Chaves) onde estive a dar instrução até Agosto/75

    Se eventualmente alguém do 2º Turno /74 ler este comentário aqui vão os meus cumprimentos.

    • Sou do 2º turno de 1974, pertencia à quinta companhia onde fia a recruta e depois na segunda companhia fiz a especialidade de armas pesadas, o meu nome é JOSE cORDEIRO- TEL 212500871\O restante tempo de tropa foi feito em Caldas da Rainha.

  7. eu cheguei ao CISMI em Julho /74 para fazer a especialidade, acabada a

    especialidade, lá vou eu até Chaves (de onde sou natural) à espera de colocação.

    Como “prémio” de uma boa classificação no curso, sou colocado em Tavira,(ali

    pertinho de Chaves) onde estive a dar instrução até Agosto/75

    Se eventualmente alguém que tenha passado pelo CISMI nesse período ler este comentário aqui vão os meus cumprimentos
    J M Costa (Chaves)Ex Furriel Miliciano TM 967 863 328

  8. Olá camaradas do CISMI.
    É curioso como, apesar das diferentes incorporações, há estórias que parece partilhamos. Pois eu tirei a recruta na EPC-Santarém(3ºturno/73)e fui para o cismi em Outubro. Recordo muita coisa, algumas bem estranhas como aquela de estar de serviço de piquete e isso implicava fazer uma ronda pela cidade ás tantas… da noite. O serviço era feito por um 1ºCabo Milº e 2 instruendos. A mim calhou-me 2 vezes. Uma vez “fomos fazer a ronda” esticados num banco de uma igreja, talvez pelas 2 da manhã. Outra vez fomos para uma padaria. O Cabo Milº levou um pacote de manteiga que comido com carcaças quente…foi um grande Manjar.
    O pior foi a serra do caldeirão mas são outras histórias…
    Era da 1ª companhia (Tenente Vidigal)Aspirante Almeida e Cabos Mil. Bailott e Martinheira (2 Algarvios) e ás vezes tb aparecia o furriel violas, tudo gente boa. Onde andará esta rapaziada?
    Saudações “Sismiticas”.

    • A correcção é que a companhia era a terceira e não a primeira. O bailote que é natural de Albufeira teve um café na Rua principal de Olhão, o Martinheira “o maior inadaptado á tropa”, vive em Albufeira,o Viola que deixei de ver há alguns anos (poucos) ou vive em Silves ou Portimão.
      José Bomba (ex Cabo Miliciano da 3ª Companhia)

  9. Estive em Tavira, vindo de Santarém, em pleno ano de 1975, lá fiz a especialidade e por lá fiquei até à disponibilidade. Na verdade tenho boas recordações desses tempos, incluindo a Capitão Beato, comandante da minha companhia. A verdade é que nunca mais soube de ninguém e ser-me-ia agradável voltar a saber o que é feito de alguns camaradas. :-))

    • desculpe para vossa informação mas o capitão Beato (ex Cor) morreu há uns poucos anos.
      Militar em Tavira (agora RI1)

  10. Estive no cismi, Tavira vindo do RI5, Caldas da Rainha onde entrei em 05 de Janeiro de 1972, depois Chaves, Tomar e Moçambique.De Tavira lembro-me do campo atrás do quartel, das salinas, dos montes, da sede, de pagar para beber um copo de água, mas também da barcaça e da ilha, bons tempos, + novo. Lembro-me de um Capitão, do qual não me lembra o nome, que tinha por hábito mandar dar uma carecada quando se lembrava.

  11. Olá a todos.

    Estive no CISMI em Agosto de 1963. Foi o meu primeiro quartel, o meu primeiro contacto com a vida militar e as minhas primeiras lágrimas derramadas, enquanto homem, ao enfiar os atacadores nas botas (a posição de baixado permitia esconder-me dos colegas do lado). Tenho algumas boas recordações, outras menos boas, mas, confesso, acabo por ter saudades desse tempo. Tinha vinte anos. Fui endereçado à 4ª Companhia, 2º Pelotão. O Alferes Simões, furriel Sequeira e Baptista trataram da minha formação. Excelentes homens.
    Daqui envio um sincero abraço a todos os camaradas que passaram nessa escola de vida, sobretudo de vida, muito mais que militar.
    E, já agora, quando haverá um forte movimento para tentar reunir os “milicianos” desse quartel de Tavira? Contactem-me (mail: armandopsousa@hotmail.com).
    Um abraço a todos
    Armando Sousa

    • Caro Armando Sousa,

      Fomos contemporâneos no CISMI. Pertenci à 3ª Companhia, comandada pelo capitão Bernardo, 2º pelotão (depois, na especialidade, passou a 1º) comandado pelo alferes Jónatas, o monitor foi o furriel-miliciano Moreira, e do cabo não me lembro o nome porque só lhe chamávamos o “fato zuarte” (era um tique dele).

      No próximo dia 15, vai ter lugar um convívio aberto a todos os que passaram por esta unidade, com concentração às 11H-15M. O almoço será no refeitório, e espero que se coma melhor do que no nosso tempo (o sargento do rancho era o Pernas Anão. Lembram-se das queixadas de porco que apareciam na feijoada?

      Inscrições até 11 do corrente mês. Quem estiver interessado pode contactar para: Neto Gomes – 912205649; Coronel Borges da Costa 962967272 ; Coronel Falcão 962473124

      Um abraço.

      Carlos Fonseca

    • ADELINO MOURA

      Caro Armando Sousa
      Sou do Curso de Janeiro de 1964.
      Na verdade passamos por coisas boas e menos boas.
      Éra bom encontrar camaradas do meu curso, Pertenci á 4ª companhia – 6º. plotão. O tenente Branco e depois o Alferes Beato, furriel Mil. Moreira e o cabo milº. foram os meus instrutores.
      Gostaria de ter noticias desses camaradas.

      Um abraço para todos

      Adelino Moura

  12. 1 cabo Fernandes 2348 RI5 Caldas da Rainha Junho de 1971. Alguém desse tempo? abraços camaradas!
    Contacto de e-mail: sergio200406@hotmail.com

  13. Também estive no CISMI, de Abril a Junho de 69, 3ª. Companhia, Capitão Madeira, comandante do Pelotão Aspirante Alferes (bom homem).
    Fui atirador, depois RI3, RAL 1 e Norte de Angola.
    Passou mas, Tavira, sem dúvida, marcou-nos a todos……

  14. Caro José Manuel da Costa,

    O meu percurso foi inverso ao seu.

    Fui incorporado no CISMI, vindo do RI 5 (Caldas da Rainha) em 16 Abril de 1974, precisamente um mês depois do famoso golpe das Caldas, portanto a poucos dias da Revolução de Abril, embora o único acto “revolucionário” em que participei fosse ocupar (mandado) as instalações, em Tavira, da Legião Portuguesa.

    Pertenci à companhia comandada pelo Tenente Alves. O meu comandante de pelotão era o aspirante Cerdeira, de S. João da Madeira, “bon vivant…” que queria era passar o tempo comendo umas lagostas e bebendo umas cervejolas enquanto nos dava instrução, que inveja…. . Não me lembro do nome dos outros graduados nem sequer de colegas de curso, a não ser de um cabo-miliciano de nome Chantre, que era cabo-verdeano, um tipo muito educado, culto e respeitado, desde o soldado ao comandante do regimento, sempre pronto a desenrascar quem quer que fosse. O meu amigo deve-se lembrar.

    Findo o curso, com grande desgosto meu, pois sou do Porto, fui colocado no BC 10, em Chaves, onde encontrei uma bandalheira total (fruto da época). Um choque face a Tavira. Enquanto lá estive, foram comandantes do regimento o Coronel César Cardoso e depois, interinamente, o Major José Preto, que deve conhecer pois são flavienses, e depois o coronel Hugo Blasco Gonçalves, encomendado julgo de Lisboa.
    A minha vida militar terminou praticamente com a chegada deste homem, em Outubro de 1974, pois recusando-me a participar nas Campanhas de Dinamização Cultural (verdadeiras torturas de intoxicação política), com outros oficiais e sargentos, vindos expressamente de Lisboa para o efeito, fui convidado a pedir licença sem vencimento, à qual, alegre e aliviadamente, acedi, até que voltei a Chaves em Dezembro de 1975 para passar à disponibilidade.

    Seja como for, de facto, o meu melhor tempo de tropa foi o passado em Tavira. Tavira que nada tem com o actual Algarve massificado. Além disso, tive a sorte de não passar por nada semelhante ao relatado aqui por camaradas

    Peço a todos os que passaram pelo CISMI que nos façam chegar notícias.

    Abraço

    Rui Magalhães

    • Estive no CISMI entre Julho de 74 3 Dezembro de 74. fiz recruta e especialidade na 5ª e 2ª companhia respetivamente, o furriel que falas ( cabo verdiano) era o Helder? será?.

    • O Cabo Miliciano Cesar Chantre (foi ou é) Padre em Ferreiras, Paderne,Boliqueime, Director do Colégio do Alto,em Faro e recentemente foi nomeado para a Igreja de S. Pedro em Faro.
      José Bomba

      • Cesar Chantre, é actualmente paroco de S. Pedro em Faro e foi-lhe atribuido o titulo de Cónego

  15. Para Informação: o cabo-miliciano Chantre é agora Capitão Capelão da GNR, vive numa paróquia em boliqueime.

  16. Amigo Agostinho Correia,

    Adorava poder contactar o ex-cabo-miliciano Chantre, será que me poderá informar qual a unidade da GNR em ele presta serviço?

    Muito obrigado.

    Rui Magalhães

  17. Tanbém passei pelo CISMI, onde tirei o curso de Armas Pesadas de Infantaria. Devo desde já dizer que a única arma pesada que tive, foi uma G3 que me entregaram no Grafanil. Pois fui para Tavira no dia 20 de Agosto de 1966, depois de ter feito a recruta nas Caldas da Rainha. Era meu comandante de pelotão o Alf. Azevedo, que usava e abusava do creme Nívea, porque queria ser branco à força.
    Dos camaradas de armas do pelotão só me lembro do meu companheiro de quarto, o Lucilio Cabaça, que dormiamos na Rua Cândido dos Reis, 188, bem como do João Luis Barrinha, meu colega das Finanças. Em Outubro de 1966, já como Cabo Miliciano, vim para o RI-3, em Beja, sem que antes não tivesse rapado um frio monumental junto à costa, em Olhão, por ocasião dos fogos reais.

    • Até que enfim que encontro alguém do meu tempo!
      Pelos visto fomos no mesmo comboio das Caldas da Rainha para Tavira! Se bem me lembro, foram 12 horas de comboio!
      Fui tirar a especialidade de atirador de infantaria. Calhou-me o “temido” alferes Beato como comandante de pelotão, mas até acabámos por nos dar bem.
      Depois fui colocado no Campo de tiro da Serra da Carregueira onde estive até Dezembro de 1969: dei instrução a 10 Escolas de Recruta, duas delas como comandante de pelotão, já furriel.
      Tavira! A terra dos 3Ms: mulheres, merda e moscas; como a malta costumava dizer!
      Encontrei o Alferes Azevedo na Academia Militar, já capitão . Continuava preto!

  18. Olá Camaradas,
    Que me perdoem mas voçês são todos uns maçaricos…eu assentei praça em Tavira em Maio de 1965 e fui instruendo na recruta, do celeberrimo Alferes Cadete.Fiz tambem lá a especialidade com o tenente Esteves Pinto.Todos porem temos praticamente as mesmams histórias para contar…a comida má, as instalações más, a instrução dura mas no fim de contas todos ou quase todos sentimos saudades daqueles tempos e poucos foram os que não voltaram lá pelo menos uma vez para mostrar aos filhos.

    • Camarada Aldeão,
      Fiz a recruta em Tavira em Maio de 65, no pelotão do Alferes Cadete. Portanto fomos companheiros. Tempos que nunca esqueci, em especial por coisas menos boas. Na altura o Alferes alcunhou-me de “o desenhador”. Diz-te alguma coisa? Podes contactar-me para o meu mail “pimentalopes@netcabo.pt”. Sempre podíamos trocar impressões e reavivar memórias.

  19. Cheguei a Tavira em janeiro de 1973 vindo da EPC Santarém, depois de uma noite e quase um dia de comboio. A recepção foi a melhor. Salinas com eles. Recordo que durante a especialidade houve um acidente de automóvel ( um Mazda), em que faleceu um tenente miliciano, ex casapiano, que ninguém gramava. O tipo era sádico e tinha a mania que era o maior. Depois o aspirante, comandante do nosso pelotão levou-nos em romaria ao local do acidente que ficava na estrada em direcção a Lisboa.
    Saí em Março para o RI 11 em Setubal onde fiquei a dar instrução até Abril de 1975.
    Foram 8 recrutas.

    • Eu também estive no ICSMI em 1973 na especialidade de IOR . Lembras-te do tenente mil. “Caguei” ? Teria sido esse que faleceu no acidente de transito? Lembras-te do nome dele?

      • PS. Alguém se lembra do tenente miliciano Mesquita, que foi salvo erro comandante do terceiro pelotão IOR? Foi das personagens mais castiças que eu conheci. Tinha um feitio que tinha tanto de pandego como de caprichoso. Era um tipo muito criativo a dar “porradas” onde por vezes me parecia vislumbrar alguns resquicios de sadismo. No fundo não acho que fosse má pessoa. Temperamento nervoso, algo impulsivo, um bocado volúvel e por vezes imprevisivel. O que será feito dele? Alguém sabe?

  20. 1964- INCORPORAÇÃO DE SETº COMANDANTE DOI CISMI -HENRIQUE RIJO CARDEIRA DA DA SILVA – MAJOR DO CEM- 2ª COPMPANHIA – TEN. GAIOSO /ALFERES MENESES. OFICIAL DE TIRO – TEN. PITA ALVES-2º PELOTÃO -ALFERES COELHO – 1º CABO MILICIANO CELESTINO – CAMARADAS :FRAZÃO, POMBO, ETC. – MOTA

  21. Eu tb passei pelo CISMI de Janeiro de 1970 a Março . era da 4ª companhia . Não me lembro do nome do Comandante sei que na altura estava o capitão Robles a tirar uma especialidade de transmissões e que assistimos a vários episodios dele. Depois segui para Lisboa para o Curso de sargentos enfermeiros e fui mobilzado para Angola – Cabida aonde estive na floresta do Maiombe durante a comissão . Pertenci a C.CAV 3419 – companhia independente.

  22. Olá, camaradas.
    Tenho, aí mais para cima, um comentário meu. Não sou tão maçarico como se pensa pois andei pelo quartel da Atalaia no ano de 1963, de Agosto a Dezembro.
    Alguns camaradas da 4ª Companhia, 2º pelotão (alferes Simões), querem juntar-se. Há uma página nossa que pedimos a todos os ex-camaradas do CISMI (de qualquer ano de incorporação) para visitá-la e colocarem lá um “gosto”, para que a mesma não desapareça da internet.
    Aos interessados (4ª Companhia, 2º pelotão, 1963) em responder à chamada, agradeço o vosso contacto para armandopsousa@hotmail.com . Já somos uma “secção”, em vias de formar um “pelotão” e depois uma “Companhia”.
    Um forte abraço para todos os ex-camaradas do CISMI

  23. Fiz a recruta no primeiro turno de 1970 em RI 5- Caldas da Rainha, onde o comandante que não cheguei a conhecer chamava-se Mauricio Martins Lopes. Fui da Quarta companhia e o meu comandante de pelotão era um aspirante com espirito humano incomparável e que se chamava Pereira. O meu nome é Joaquim Ribeiro Pinheiro, mas naqueles tempos era conhecido pelo “Promessas” vá lá saber-se porque^! heheheh. Depois rumei a Tavira onde tirei a especialidade de atirador, e me promoveram a cabo miliciano, mandaram-me 15 dias para casa, e voltei de novo para Tavira a aguardar embarque para a Madeira. Nesta ultima estadia em Tavira fui obrigado a dar instrução aos militares que se encontravam no antigo quartel da Graça (penso que era este o nome) hoje uma belissima estalegem. Daqui destino BII 19 formar batalhão donde parti em Janeiro de 71 para Angola integrado no batalhão 3830 e na companhia 3322.

  24. Oriundo das Caldas da Raínha com o Capitão Varela, estive no CISMI a partir de 03 de Janeiro de 1974 até 15 de Abril de 1974. Não me lembro da companhia e ou de nomes de graduados. Lembro-me de um colega chamado Tavares. Alguém pode ajudar….. Depois fui colocado no RI 8 em Braga onde permaneci até 07 de Julho de 1974. Fui desterrado para o RI 2 em Abrantes em 8 de Julho de 1974. De Abrantes segui para Angola integrado numa companhia de caçadores e onde permanecemos em Luanda durante uns dias. Seguimos para Forte República (actual Massango), (perto das quedas do Duque de Bragança no Rio Lucala e hoje conhecidas como quedas de Kalandula) e depois para Malanje. DE seguida estivemos noutra localidade? (não me lembro do nome). Regressamos a Luanda onde permanecemos algum tempo. Regressamos a Portugal em Outubro ou Novembro. Se alguém puder ajudar a identificar a companhia que seguiu para Angola… Muito obrigado. (Furriel Miliciano) Joaquim Dias Costa. email: diascosta@sapo.pt

  25. Entrei na tropa no 3º turno de 1973 em Santarém e de Outubro a Dezembro andei por Tavira a comer os bifes de atum, a visitar as salinas, ir á carreira de tiro… beber copos com o furriel Viola, cabo mil Lança… depois fui para o BII19 Funchal dar instrução e preparar carne para canhão
    João silva joesse@sapo.pt

  26. Também passei por lá. Alguém deste turno. (Abril de 1970) Pertencia a 1 a companhia 1° pelotão. Havia o tenente Rodrigues aspirante Rodrigues e cabo miliciano Brito de cabo verde. Um abraço a todos

  27. 2º TURNO DE 1971

    Também passei pelo CISMI de Abril a Junho de 1971, vindo do RI 5 nas Caldas da Rainha onde fiz a recruta.
    Pertencia à 2ª Compª e ao Pelotão de Armas Pesadas cuja especialidade tirei. Como os demais camaradas recordo os tempos passados em Tavira e todas as vicissitudes vividas. O meu comandante de Pelotão era o Alferes Andrade (o amendoins) assim chamado por andar sempre a comer amendoins. O Cabo Milº era de Vila Real de Santo António (não lembro o nome). Muito gostaria de voltar a contactar os meus camaradas de Pelotão dos quais recordo: Neves (dos Carvalhos – V.N.Gaia); Beato; Mestre (de Beja); Prudêncio; Quintas (V.R.Stº António) e todos os que já não lembro o nome.
    Um grande abraço a todos os militares que estiveram no CISMI e em especial aos do meu Pelotão.

    António Cândido Alves Pereira
    Barcelos

    • Também passei pelo CISMI em Janeiro de 1970, vindo das Caldas da Rainha, e para tirar a especialidade de Armas Pesadas. O Nº. da Cª. já não sei, mas lembro-me bastante bem do banho que o célebre Robles nos obrigou a tomar no Gilão (mesmo por baixo da ponte da CP. Também me lembro do Aspirante Vidigal.

      Um abraço a todos

  28. Amigo Mário Mendes, fiz o percurso que o meu amigo fez sensivelmente. Porém, há uma pequena diferença. Quando acabei a especialidade voltei a Tavira, e dali em Agosto/ Setembro, fui para o BII 19, onde formei companhia (C. Caç. 3322) tendo partido já do novo quartel (Monte de S. Martinho) para Angola. Ora se foi da 3322, porque me não lembro de si? Eu fui o Fur. Mil. Joaquim Ribeiro Pinheiro.

  29. Estive em Tavira (julho a setembro de 1970) a tirar a especialidade de sapador de infantaria. Odiei o quartel, Tavira, o Algarve. Em 12 semanas de especialidade, fui um fim de semana a casa. Estive uma semana no hospital com uma intoxicação alimentar que atingiu dezenas de camaradas. O 1º sargento da companhia era um sujeito que odiava os milicianos e nos fazia a vida cara. Quando regressávamos do crosse, ao sábado, completamente encharcados de suor, não havia água para o duche – a «avaria» cessava assim que as camionetas com a malta que ia de fim de semana partiam. A população odiava os soldados. Os proprietários não nos davam um figo. Pedíamos água nas quintas, pediam-nos 15 tostões por um copo – não tens dinheiro, não bebes. Nunca tinha visto gente tão garganeira.
    No último dia, o ódio ao quartel era tanto, que espatifámos as camas e os colchões, e partimos os vidros das janelas da caserna, que, além dos sapadores, albergava a rapaziada das armas pesadas, das operações e informações, das transmissões. Ainda estou para saber como é que nos safámos de um castigo.
    Depois fui para O RI16 de Évora, e daí para a Guiné.

  30. Gostaria de contactar a malta do meu pelotão – sapadores de infantaria (julho a setembro de 1969).

  31. Não deixei o meu contacto: jjcdanado@gmail.com

  32. Jose Ferreira
    Também estive no CISMI no 2 Turno de 1970 a tirar a especialidade de atirador e confirmo o que se tem aqui escrito sobre a forma como se apuravam as classificações bem como as condições em que viviamos. Não me lembro de quem do nome dos nossos oficiais mas tenho memoria de que o oficial que nos dava instrução era das Operações Especiais e gostava de utilizar bala real nas nossas “incursões” nas serras de Tavira. Gostava de saber o mês em que se deu o levantamento de rancho!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s