Passagem para o Congo

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Esta ponte internacional sobre o rio Luvo, província do Zaire, norte de Angola, fazia a fronteira com o Congo (ex-Congo Belga). O rio Luvo nasce em Angola, dirige-se para Noroeste e entra no Congo para desaguar no grande rio que é o Zaire, o segundo maior de África, depois do Nilo.

Na época seca, o Luvo podia perfeitamente ser atravessado a vau, mas na época das chuvas tinha um grande caudal e assim esta ponte internacional era imprescindível  para cruzar esta fronteira.

Na verdade, esta ponte era mais útil aos cidadãos do Congo e principalmente à FNLA que a utilizava para penetrar no território angolano. A nós de pouco nos servia, e talvez por isso nesta foto temos um “artista” com uma granada na mão, sabe-se lá com que intenções, mas talvez não fosse despropositado armadilhá-la e fazê-la ir pelo ar.

Se isso acontecesse e uma vez que a ponte, sendo internacional, construída a meias pelos governos de Portugal e da Bélgica, lá teríamos um conflito diplomático entre Portugal e o Congo de Mobutu, sendo que seria necessária uma “carrada” de makutas, a moeda congolesa, para pagar os estragos.

Mas não, o “artista” não tinha essa perversa intenção, não tinha “cacimbo” suficiente para tal, ele estava apenas a preparar os “aparelhos de pesca”, tal como já foi noticiado no post “Os Pescadores do Luvo”, publicado em 20/09/2009.

Mário Mendes

2 thoughts on “Passagem para o Congo

  1. Também eu, por diversas vezes estive junto desta emblemática ponte em ferro construída pelos colonizadores Belgas, numa altura em que a paz reinava por estas remotas paragens.
    No meu tempo e devido à crescente tensão com a FNLA, esta ponte não era utilizada nem mesmo pelos Zairenses que segundo se dizia, pouco tempo antes a cruzavam assiduamente para comprarem produtos às tropas Portuguesas.

  2. Tenho três fotografias, duas sobre a ponte do rio Luvo,
    e uma outra tirada precisamente aonde se ligava a água.
    Muitos colegas tinham medo de ir ligar o motor porque contavam que os turras andavam por ali perto,e que era bastante perigoso era uma zona bastante verdejante e muito exótica,o lugar era bastante íngreme e ficava junto à fronteira.
    Saudações militares.
    Um abraço para alguns dos que escrevem,porque tenho o e-mail deles,e falo com eles de vez em quando.
    Para verem estas fotografias do Luvo é consultar o Panoramio, e podem transporta-las para aqui.
    João Abreu ex militar

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