Berliet Tramagal

21 comentários

Este camião era um dos veículos utilizados pelo exército português nos anos 60 e 70 principalmente na guerra do Ultramar.

Nos anos 50/60 os camiões militares utilizados eram os GMC fabricados pela americana General Motor Corporation, mas a francesa Berliet  Gazelle desenvolveu um camião que daria melhor resposta de operacionalidade e fiabilidade em terrenos e climas mais extremos, porque alguns países europeus estavam envolvidos em conflitos nas suas colónias africanas, além de Portugal, a Bélgica no Congo e a própria França, na Argélia.

Em 1964, Portugal que já era o único país a suportar a guerra em África, conseguiu autorização da Berliet para a montagem da viatura na Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF), no Tramagal, tendo produzido cerca de 3.300 unidades sob o nome Berliet Tramagal, como esta da C.Caç. 3413 que ficou entalada após partir uma travessa  nesta ponte de madeira sob o rio Lucossa.

Esta viatura pesava 8 toneladas e podia transportar 5 toneladas. O motor de 5 cilindros e 7.900 cc, de 125 cv.  proporcionava uma velocidade máxima de 80 Km/hora. O consumo, como é óbvio, não era nada comedido, pois o tanque de 95 litros dava para uma autonomia máxima de cerca de 560 km. É caso para dizer, que com os preços actuais dos combustíveis, valia mais “governar um burro a pão de ló”.

Tinha guincho mecânico com saída para a frente e para trás, o que lhe permitia resolver as situações mais complicadas e outra característica muito importante era que devido à estanquecidade do motor e do depósito de combustível permitia-lhe a submersão podendo atravessar facilmente um curso de água com cerca de 1,5 metros de altura.

Mário Mendes

21 thoughts on “Berliet Tramagal

  1. Gostaria que me informassem se esta ponte se situava na estrada S.Salvador/Noqui na bifurcação com a estrada para a Mamarosa, onde se encontrava um pequeno edifício que em tempo tinha servido de posto hospitalar. Obrigado pela resposta possível.
    Cremon

  2. Estive na Lucossa dando protecção a uma brigada das Obras Públicas que reparavam a estrada S. Salvador/Noqui, não me recordando da ponte. No entanto os meus agradecimentos pela resposta.
    Abraços

  3. meu ex-camarada a berliet era um camião ruim de tudo nao andava ficava atolado em qualquer lugar era pesado um motor ruim de 5 cilindros estou falando porque fui soldado condutor em angola. agora se o governo português compra-se gmcs novas davam um banho nas barliet e os burros do mato ou seja unimogs eram bons mas se o governo português compra-se jipõeis novo seriam melhores,para o nosso serviço porque os atiradores saltavam mais rápido porque o unimog era alto a onde os atiradores iam e por vezes se machucavam ao saltar. agora a gente chegou em 65 não tinha uma gmc que tivesse freio e jipão também não paravam mesmo a gente tinha que bombear o pedal do freio umas 100 vezes para ele parar isso era verdade verdadeira a por isso que tinha acidentes um grande abraço a todos e as nossas armas ainda eram fn e velhas mais uma vez um abraço a todos era tudo lindo porque tínhamos 20 anos guilherme

    • Caro José Guilherme. O que ataz diz em relação ás Berliet. Estou um pouco em desacordo consigo. A que aparece na fotografia atraz. Eu fui o seu condutor de Maio de 67 a Abril de 68. Pertenci á Companhia 1676 Batalhão 1909. E nessa altura estava em Mucondo. Confesso que inicialmente, tambem tive dificulades em trabalhar com ele. Mas passados cerca de 1 a 2 mesês, e de me ter adaptado, nunca mais fiquei atascado. Sempre o tirei pelos seus propios meios. Em Abril de 68 fui para Luanda e fui levantar directamente ao Asma, a MX-18-47 completamente nova. Andei com ela até 19 de Junho de 69. E embarquei para Lisboa a 21 do mesmo mês. Com este voltei de novo ao mato (Fazenda Margarido) e nunca ficava atascado. A ponto de outros condutores me perguntarem como é que eu fazia, para a tirar pelos seus proprios meios. Se conhecer algum elemento do 1909, fale-lhe no Condutor Rosa da 1676 e certamente ele lhe confirmara o que atraz acabei de dizer.

      • Foi verdade Rosas: Eu era primeiro cabo radiotelegrafista.

      • Amigo José Rosa sou da mesma opinião em relação as Berliet fui condutor das mesmas cerca de vinte e três meses em terras de Angola percorri quase Angola de norte a sul de este a oeste tanto em alcatrão como em lama terra batida e areias soltas no sul nunca fiquei enterrado a ponto de me terem de tirar: Quanto a força nunca se negavam a nada recebi um carro novo em Luanda com a matricula MX-43-02 e fiz quase todo o distrito do Quando Cubango(Terras do fim do mundo) como ainda hoje são conhecidas; Da Vila do Diríco até à Coutado do Mucusso cheguei a levar um burro do mato a reboque e outro à minha frente a ser empurrado de vez em quando para não ficar enterrado na areia e ainda a carga de deslocação de Luanda para o sul de Angola. Talvez a experiência de tractorista até ir para o serviço militar me ajuda-se muito.
        Nessa viagem foram-nos entregues pela África do Sul oito bedefordes a gasolina sete griparam apenas uma chegou ao destino e de imediato foram substituídas por Berliet Tramagal só elas aguentavam tamanho calor e tanta areia(penso que era a única companhia que tinha ao serviço 10 Berliet.Já esquecia eu pertencia ao batalhão 2872 cc2506 que rendeu de serviço a rede fomos nós que recebemos as viaturas do 1909 Um abraço
        Mário Boavista

  4. Eu fui um dos condutores deste carro. O ME-18-44. Desde Maio de 1967 a Abril de 1968. Em Mucondo, pertenci á C.C. 1676. Bat. 1909 Com este carro passei muitas horas nas picadas, dia e noite. Se assim o entenderem, posso enviar fotografias, deste carro, quando estive em Mucondo. Estive em Angola de Abril de 1967 a Junho de 1969. José Rosa

  5. Como atrás digo. Eu fui o condutor deste carro de Maio de 1967 a Abril de 1968. E digo que sempre que ficava atolado, o tirei sempre pelos seus própios meios. Neste tempo já este carro tinha uns bons Kms. Vi-o em Luanda, se não estou em erro em meados de 1968, no Asma a ser reparado, para depois ser entregue a outra companhia. Mas nessa altura já não pertencia á minha companhia. Nessa altura andava com o MX-18-47.

  6. Olá companheiros e amigos do Bat. Caç.1909. (Angola; Zemba, Mucondo Cambamba).
    Eu sou Nelson Henriques e pertenci ao Bat. Caç. 2833, que vos foi render em 1968 ao
    Zemba, a Mucondo e a Cambamba. Fui Cabo Rádiomomtadr na CCS, e também estive
    alguns meses a prestar serviço no comando do Sector, em Santa Eulália, regressando
    ao meu Batalhão um pouco antes da rendição no Zemba, o que ocorreu em Junho de
    1969. Connosco no Zemba estava o Poletão de Morteiros 1237, que lá esteve convosco
    uns quantos meses. No Blogue do meu Batalhão, (batalhao2833.blogspot.com), poderão ver logo no inicio uma foto com o vosso Comandante de Batalhão mais uns quantos
    Oficiais e Sargentos, e que o ex-Alferes desse Poletão disse serem do Batalhão 1909.

    Para todos vocês um grande abraço, com muita e boa saúde.
    NELSON HENRIQUES
    BAT. CAÇ. CCS / 2833

  7. Olá a todos os elementos que pertenceram ao Batalhão 2833, em especial aos elementos da Companhia 2310. Que foi a que rendeu a 1676 em Mucondo. Eu era um dos condutores das Berliets e em Mucondo andava com ME-18-44. Era o Rosa.
    Para todos os Ex Camaradas de armas envio um abraço. Rosa

  8. Amigo Rosa, também pertenci a comp. 2310, era do 3º pelotão do alferes Rocha, Os anos vão passando e a memória faltando, todos aqueles que têm participado nos convívios eu recordo bem, quem não participa, é mais dificil recordar, vamos ter muito em breve o próximo encontro na Régua,
    Não falte, Um abraço,, Afonso

  9. Jose Rosa o almoço do batalhão 2833 e já dia 28 de Abril de 2012 em Cambres muito perto da Régua. Apareça e desse a conhecer para beber um copo connosco. Um abraço

    Catalo

  10. Amigos e companheiros de armas. Quando vi este convite, já tinha passado a data. E em muito. Foi só hoje dia 30/07/2012. Pode ser que vá ao proximo. O 1909, tambem faz o convivio anual. É sempre no ultimo Sabado de Junho. Este ano foi nas Caldas da Rainha. Rosa

  11. Bom dia amigos, eu também fui condutor da CCS do Batalhão de Cavalaria 8322, e estive em Zemba, a1ª Companhia em Cambamba, a 2ª em Mucondo e a 3ª também em Zemba, e sei como eram as picadas, pois andava com um “burro do mato” unimog que estava preparado para fazer trabalhos de engenharia, era mais curto e um pouco mais largo, com os rodados mais saídos para fora, mas quanto ás berliets, eram umas máquinas, e que eu saiba nunca nenhuma das nossas ficou atascada, tinham 6 meses quando chegamos a Zemba, tinhamos 4 de 4×4 e uma 6×6, que era a que andava à lenha, cheguei a Zemba a 18 de maio de 1973 e saí a 15 de Agosto de 1974, fomos o batalhão que mais tempo esteva lá. um abraço amigos.

    • Companheiro. Se chegou ao Zemba em 1973 foi render o meu Batalhão o 3880. Fui Furriel da C. Caç 3535 2.º grupo de combate.
      Um abraço para todos.
      Ex-Furriel Macedo

      • Companheiro, eu estive em Zemba, Batalhão Caçadores 2833 em 1968 e 1969.Tivemos companhias no Mucondo e em Cambamba.

        Temos o blogue “Norte de Angola 68-70” onde poderá ver muita coisa e alguma já de 2013 e 2015.

        Cumprimentos

        Jose Catalo

  12. Caros amigos: Tambem fui condutor auto na secçao de transportes no comando de sector zaire em S. Salvador desde 16 de agosto de 1970 ate finais de 1971. Nunca tive a sorte de ter uma Berliet distribuida a qual eu considerei ser a melhor viatura militar. Tirei a especialidade com essa viatura no R.I.6 no porto no primeiro semestre de 1970. Em S. Salvador conduzi uma Diamond e nos ultimos meses no B.I.A. Grafanil uma Mercedes 322. Um grande abraço para todos os antigos combatentes.

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