Assistência religiosa

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A prestação do serviço de assistência religiosa às forças armadas era feita por capelães militares, sacerdotes que frequentavam na academia militar um curso destinado a ministrar-lhes os necessários conhecimentos de natureza militar e pastoral.

Tinham o posto de alferes no momento da incorporação se tivessem menos de 35 anos de idade, eram promovidos a tenente ao fim de perfazerem dois anos como alferes ou a idade de 35 anos e passavam a capitão quando perfizessem 3 anos como tenente ou atingissem os 40 anos.

Na actualidade as vocações têm sido cada vez menores e a falta de sacerdotes já se fazia sentir também nos tempos da guerra do Ultramar e por isso o capelão militar tinha a seu cargo diversas companhias ou batalhões.

Na Mamarrosa, onde havia uma pequena capela que se mostra nesta foto, dedicada a Nª Senhora da Graça, a presença do capelão acontecia de quando em vez, mas tenho a noção de que era bastante escassa.

No aglomerado populacional dos trabalhadores da fazenda do café, existia também uma capela bem mais modesta que a nossa, mas certamente que as preces que ali eram feitas tinham o mesmo valor e significado. Eis uma foto desta capela.

Mário Mendes

4 thoughts on “Assistência religiosa

  1. A propósito dos capelães que encontrámos lembro-me do que ia à Mamarrosa e ao Luvo, pois no Vale do Loge, Cecília e Quimaria não me recordo de ter visto algum.
    Do que de vez em quando aparecia nos nossos últimos aquartelamentos, sei que era capitão e bastante castiço, pois foi ele que nos ensinou a manusear o canhão sem recuo que nos foi enviado para o Luvo: «Vocês são uns nabos e não percebem nada de guerra: isto abre-se aqui, carrega-se com esta coisa, aponta-se e prime-se aqui para enviar a encomenda».
    Uma ocasião falei com o ex-coronel capela-mor das FA, o meu conterrâneo padre Joaquim Cupertino, que foi capitão-capelão em Carmona, mas ele não me soube dizer o seu nome.
    Recordo-me também que uma vez o Melo Antunes, que era major de operações em S. Salvador, apareceu na Mamarrosa com um alferes capelão maçarico, que parecia ter acabado de sair do Seminário.
    J Sampaio

  2. Fás parte do meu álbum de fotos, uma fotografia tirada junto da ponte sobre o rio Luvo e portanto contígua á fronteira. Nesta foto todos nós nos encontramos armados da inseparável G3, incluindo o capelão, que sediado talvez em São Salvador nos decidiu visitar. É caso para dizer que “ Quem tem c. tem medo”.

  3. Vim a este blog tentar descobrir exactamente o nome deste padre capelão militar (por ver a referência do ex-alferes Castilho ao capelão Vilela – mas parece-me que este não seria alentejano). Que alguém se tente lembrar, que para isso deixo aqui algumas dicas: Tinhaa-o conhecido em Vendas Novas como capelão da EPA (Escª Prátª Artilharia). Era mesmo alentejano e logo no 1º encontro nos fartámos de rir com ele. Disse-nos que o comandante lhe mandara fazer-nos uma palestra sobre a semana santa, mas 5 minutos depois já ele se ‘desarmava’ dizendo-nos que aquilo dos jejuns era uma anedota, que a mãezinha dele muito sofria por ver que ele, sacerdote, continuava sempre a comer carne na quaresma, etc. “E agora quem é que sabe anedotas das peludas? Temos de matar o tempo e – se vos perguntarem depois, vós dizeis que sim, que eu estive sempre a falar da quaresma, das confissões e essa história toda”. Na altura era tenente – mas disse-nos logo que não queria que lhe fizéssemos a continência, contando-nos que uns dias antes se cruzara com um maçarico e que ele, atrapalhado, até lhe fizera a continência com o braço esquerdo – que era o lado por onde ele vinha. Quase dois anos mais tarde, no intervalo do cinema em S. Salvador (eu estava na cidade no destacamento da CArt 3449, da Calambata; BArt 3859, de Cuimba) qual não foi o meu espanto ao vê-lo. Abordando-o eu, contou-nos aos presentes (algum nem o conheci, por não serem de artilharia) que estava no Batalhão de Nóqui (acho agora que poderia ser o BCaç 3849) e disse-nos que éramos uns felizardos por poder estar tantas vezes na cidade, onde havia tanta mulher: “Ainda outro dia fui ao Luvo e deu-me pena ver os soldados a espreitar do lado de cá as pretitas congolesas meias descascadas a lavarem no rio, do lado de lá. É que, coitados, só se safam a tocar ao bicho!”. Depois ainda falou dum graduado loirinho – como se o conhecêssemos, que andava marado a pensar no regresso para fazer minete a uma branca – e que tinha uma língua enorme que lhe chegava ao nariz! Decididamente ao seu lado o pessial sempre estava à gargalhada! É ver se alguém se lembra desta padre tão saído da casca!

  4. É corrigir o meu nome, que saiu mal…. E mais duas gralhas: ‘Tinha-a, na 3ª linha e ‘pessoal’ na penültima. Obrigado. [ J. Tomaz Soares, ex-furriel CArt 3449, Calambata (c/ZA da Magina), Madimba e S. Salvador, Norte de Angola, Dez1971-Fev1974 ]

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