Quimaria

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Quimaria, comuna pertencente ao município de Bembe, província do Uíge, Angola, faz parte da história da nossa companhia, porque dois grupos de combate, o 3º e o 4º estiveram lá durante algum tempo.

Eu nunca estive naquele local e por isso socorro-me de relatos que vejo na net. Antes de eclodir a guerra em 1961, seria uma localidade com muita gente, prova disso é que ali existia já um cemitério. Durante a guerra, a população teria debandado para outras paragens e durante o conflito armado apenas os militares foram “donos” daquele território. No final da guerra, a população civil voltou em grande número tendo inclusivamente na actualidade dezenas de crianças.

As infra-estruturas básicas é que parecem ser ainda muito deficientes, as estradas então são uma miséria, pois uma viagem para o Toto (cerca de 48 km), dura quase um dia, mesmo em viaturas TT.

No post aqui publicado em 26 de Novembro de 2009, intitulado “Província do Zaire na actualidade”, fiquei deveras impressionado com o relato de uma viagem de Luanda para Mbanza Congo que demora mais de 12 horas a percorrer cerca de 500 Km. Esta situação é pior do que a que deixamos depois do fim da guerra e já lá vão 35 anos. Em 1972 quando percorríamos o mesmo percurso, demorávamos mais tempo, é verdade, mas não era pelo estado da estrada, mas sim pelo facto dos Unimog atingirem uma velocidade máxima de 53 Km/hora. O argumento da guerra civil também já não colhe para justificar a falta de investimento, porque essa já terminou há mais de 7 anos.

S.Salvador do Congo, pela sua história, (capital do antigo reino do Congo) deveria merecer outra atenção por parte do poder em Luanda, ainda para mais, sabendo que alguma parte do crude angolano é extraído no Zaire (Soyo). Se ao menos uma parte da destilação do crude que também serve para a produção do alcatrão fosse ali aplicada, certamente a estrada para Luanda seria mais condigna.

Na realidade parece que toda a riqueza de Angola flui para Luanda, onde vivem 4 milhões de pessoas, ¼ da população total do país. Se os angolanos querem um desenvolvimento sustentado e equilibrado na totalidade do território, terão de fazer uma regionalização a sério, caso contrário, ouvirão por muitos e muitos anos, o slogan: “Angola é Luanda, o resto é paisagem.”

Mas voltemos a Quimaria, para ver o relato que faz no seu blogue,  Alexandre Correia, sobre a sua aventura naquele local. O seguinte link leva-nos lá.

http://asviagensdealex.blogspot.com/2009/07/um-amanhecer-imprevisto-no-mato-acordar.html

Mário Mendes

55 thoughts on “Quimaria

  1. Caro Mário,

    Agradeço a referência ao meu blog onde, para além do relato de uma viagem atribulada que passou por Quimaria, em que tive de passar a noite dentro da pick-up, numa clareira que, na manhã seguinte, descobri ser o cemitério de Quimaria, pode também encontrar mais algumas histórias actuais vividas em Angola. Como, por exemplo, uma viagem de Luanda ao Soyo, ou daqui até M’Banza Congo.
    Pelo que entendi, o Mário andou por essas terras há meio século, numa fase terrível, em que a Guerra Colonial estava a despontar. Hoje, acredite que é a paz que impera por ali. E de resto, todos esses sítios continuam lindos. Talvez ainda mais do que no seu tempo, pois o silêncio no mato já não é rasgado pelo eco dos tiros!…

    Abraço,

    Alexandre Correia

  2. Lembranças de Quimaria, com uma homenagem à CCaç.106

    Olá companheiro Mário Mendes
    Depois de ver a postagem sobre Quimaria, lembrei-me de elaborar um pequeno texto sobre as minhas impressões deste lugar isolado, onde estive nos finais de 1971 durante um mês e meio com o 3.º Grupo de Combate, em reforço da recém-chegada C.Caç.3436, que substituiu a CCaç.2695/BCaç.2910.

    Quimaria era um perfeito isolamento e nem sanzala tinha. Quem não se escapasse nas saídas operacionais ou nas colunas ao Toto, dava em doido.

    Na parada do aquartelamento existia um memorial à CCaç.106, do RI 20 de Luanda, onde constava os nomes dos cinco mortos que esta unidade tinha sofrido enquanto aqui esteve. Tenho mesmo três fotografias tiradas junto ao monumento.
    Os mortos foram:
    Jorge Alberto Borges Cabral, soldado atirador natural de Chaves, falecido em combate a 22.04.67; e os soldados Salvador Esteves, António Manuel Mendonça, António Manuel Quicazo, e Armando Cassule, naturais de Angola, estes mortos em combate, a 24.04.67.

    No ano anterior, a 9 e 10 de Julho de 1966, esta unidade já tinha sofrido três mortos em combate, e a 2 de Outubro de 1968 teve mais dois mortos num acidente de viação.

    Presumo que tenha sido ainda esta CÇaç.106, e não a seguinte, que foi vitima do sangrento ataque montado pelo MPLA, de 17 de Janeiro de 1969, quando um seu grupo de combate foi quase dizimado numa emboscada entre Quibala e o Toto, tendo sofrido 17 mortos, 8 feridos graves e dois desaparecidos.

    Posteriormente houve a CCaç.106 de 1969-70 (que tem blogue), e deve ter havido outras antes e depois, uma vez que esta companhia angolana era de rendição individual e tinham sempre o mesmo número.

    Esta unidade confunde-se por vezes com a CArt.106, que também cumpriu comissão em Angola, em 1961-63.

    • Amigo Sampaio: 1 mês e meio em Quimaria foram umas férias, calculo eu. As minhas foram muito melhores (dezoito meses) e a história do dilagrama não foi bem assim. Queira rectificar no respectivo “blog”.
      Um abraço
      M.R.

      • Caro José Sampaio,li muito emocionado o artigo sobre a companhia 106/67. Estive nesse dia 22 de Abril de 67. O Cabral antes de entrar na berliet teve uma discução comigo porque eu já tinha o equipamento an grc 9 dentro do carro e ele queria esse lugar porque era o carro que iria na frente da coluna, e por causa de não apanhar pó, entramos numa pequena discução e como ele era casado aceitei passar para o último carro.
        foi a minha salvação e a morte dele.

    • A CCaç 106/RI20 que sofreu a emboscada em 1966.01.17 com 17 mortos – paz às suas almas – 8 feridos e 2 desaparecidos, teve também 2 mortos por acidente com engenho explosivo.
      Esteve em Quimaria desde meados de 1968.
      Foi posteriormente – meados de 1969 – colocada no Lucunga.
      Foi comandada pelo Capitão Arruda de Andrade.
      Foi substituida por outra unidade comandada pelo capitão Cardoso.
      Um abraço

  3. Amigo Sampaio: 1 mês e meio em Quimaria, foram umas férias, calculo eu. As minhas foram melhores (18 meses)!
    A história do dilagrama, não foi bem assim. Queira rectificá-la no respectivo “blog”.
    Um abraço.
    M.R.

  4. Ola!
    Good Morning!
    Bom Dia!
    Kolele!
    Mono Nsolongo
    Eu Sou Mussolongo
    Mono Muchi Soyo
    Eu Sou do Soyo
    Mbanza Congo é a Capital da República do Zaire. Soyo é Produtor de Petroleo Bruto e Derivados e de muitas riquezas.

    Meu nome completo é: Gil João Vemba Victor

    Good by!
    Good love!
    Good look!
    Good World

  5. Foi com surpresa que descobri notícias sobre Quimaria. Passei por lá em serviço militar, companhia de caçadores cento e cinco ano de 1967a 68. Desempenhava a especialidade de radiotelegrfista no tempo em que o comandante de companhia era o capitão Adregas e seis meses depois foi subestituido pelo capitão parente. Nesse tempo não havia população civil. Deslocava-me com muita frequencia ao toto, val do loge sumba sazaire (S.ANTONIO DO ZAIRE). Gostaria de um dia haver um almoço de confratenisação dos vintages que por lá passaram, saudações para todos os que na poeira do tempo ainda estão cá para recordar. um abraço

  6. A todos que estiveram em Quimaria, em especial a C.caç 2694 – final de abril de 1970 a junho de 1971 – um bom e FELIZ NATAL.

  7. Olá Camaradas de Quimaria. Esse aquartelamento nasceu em 1966. Passei por essa zona dezenas de vezes durante os 15 meses que estive em Quibala de Dez. de 65 a Fev. de 1967. Tivemos o baptismo de fogo logo ao 6º dia de mato. Foi a 13 de Dezembro de 1965, a cerca de 40 km a sul de Quibala. Uma hora e tal debaixo de fogo. Um morto e sete ou oito feridos que tiveram de ser evacuados para Luanda. Uma importante lição, bem aproveitada, pois nos arregalou os olhos para o resto da comissão. E na meia dúzia de recontros que haveríamos de ter, mais ninguém perdeu a vida.
    Quem diz que Quimaria «era um perfeito isolamento» que diria se estivesse em Quibala? Muito mais longe de tudo: Do Tôto, de São Pedro, de Bessa Monteiro, de Ambriz.
    Toda essa zona hoje está repovoada. Um amigo nativo de Angola, cujos pais, negros, já velhinhos, voltaram a Quimaria, a sua terra de origem, disse-me que cerca de 7.500 almas estão novamente a dar vida àquela Zona.
    Quanto ao que diz José Sampaio sobre o ataque de 17 de Janeiro de 1969, esse ataque não deve ter sido perpetrado pelo MPLA, mas sim pela UPA/FNLA que tinha na zona um chefe guerrilheiro de se lhe tirar o chapéu: PEDRO AFAMADO, que por lá fez muito estrago. Só depois da independência Pedro Afamado passaria para as fileiras do exército do MPLA. Já faleceu há uns anitos, quase anonimamente.
    Aos Camaradas que pelas matas e picadas dessa região que, como eu, comeram do pão que o diabo amassou, cordiais saudações. Para as Gentes angolanas que voltaram a fazer de Quimaria, de Quibala Norte e de Mabaia locais povoados, o meu sincero e afectuoso abraço.
    Sérgio O. Sá

  8. Tambem eu passei pelo quartel, pois contribui para a sua fundação, incorporado na cart 776, decorria o ano de 1966. ainda nesse ano seguimos para Camabatela,vindo a fazer parte do destacamento aquartelado na Fazenda do Bindo, onde terminei a minha comissão em Angola.

    • Olá Camarada Silvestre.
      Pelo que se entende da sua mensagem, o Silvestre chegou àquela zona depois de mim. A minha companhia era a de Quibala. Passei muitas vezes por Quimaria e lá parei algumas. Até tenho fotos tiradas naquele aquartelamento. A fundação do quartel de Quimaria fez-nos um jeitaço, pois nas viagens de Quibala ao Tôto e volta sabíamos que encontraríamos pelo meio algum apoio, se acaso precisássemos, visto que a zona era bem mais perigosa do que o que parecia. Quem sabe se nos chegámos a cruzar no vosso aquartelamento e até trocámos alguns dedos de conversa, o que acontecia quase sempre.
      O tempo passou. Estamos velhotes. E apesar de por lá ter passado um mau bocado, não sei por quê, mas sinto uma estranha saudade por aquela terra, aqueles sítios onde aprendemos um pouco a valorizar a vida.
      Um cordial abraço nestas lembranças de guerra em tempo de paz.
      Sérgio O. Sá

      • Caro amigo Sá eu fiz parte da companhia de artilha ria 776, quem em princípio ficou sediada na Fazenda de S. Pedro, a 8 Km de Bessa Monteiro, posteriormente fomos transferidos para a Fazenda do Quimaria isto em 1966, onde executamos a contrução daquele quartel militar. Contudo, antes irmos para o Quimaria o meu plotão esteve uns quize dias a reforçar uma companhia em Qibala norte ou seja na quibala a que o Sá se refer. talvès tenha sido ai que trocamos alguns de dos de conversa com dizes.
        Claro estamos menos novos, eu pelo menos ja tenho 37 anos. Também uma estranha Saudade por aquelas parajens angolanas.
        Também te envio um cordial abraço extensivo a tantos outros combatentes que de uma maneira outra estiveram na Guerra do entâo Utramar POrtuguês.

    • Amigo silvestre se a tua conpanhia era do capitão duque foi a minha que vos foi render a cart 1564

      • Amigo Salgado, o comandante da minha companhia, foi o capitão Duque e eu fui mais conhecido pelo nome de Igreja e não e não por Silvestre o que para mim é a mesma coisa. da minha companhia fizeram parte, o Terreiro, o Mamede, o Sarmento, o Cartacho, o Sarmento e Castro, o Quaresma o Fortuna da Silva, o Pereira, Pinto Nunes, o Saraiva, Grilo e tantos outros, quer oficiais sargentos e praças, os quais eu recordo com eterna saudade. dois deles morreram; o Cartacho que era natural do cartacho, morreu em combate no chamado bico de pato, na picada entre Bessa Monteiro e Baka; agora o Saraiva ainda chegou a trabalhar em uma fábrica em Aveiro, Local onde eu resido.

  9. Quimaria
    Companheiros, encontramo-nos do outro lado da vida!
    1969-01-17 uma data que inesquecível no seu silêncio.
    Costa

  10. Olá jovens companheiros militares que passaram por quimaria, Hoje recordo 22 de abril de 1967 tenho na memória uma embuscada que sofremos nesse dia cerca das 13 horas, regressava-mos da base avançada de reconhecimento nas proximidades do rio M”bridege, no regresso fomos surpreeendidos com uma rajada de metrelhadora seguido de mais de uma hora de fogo renhido foi orrível muitos dos meus companheiros vinham com as armas debaicho do banco alguns saltaram sem as mesmas foram simplesmente fusilados e cortejados ainda vivos, passados 46 anos por vezes e de noite ainda ouço os gritos deles. Nesta pequena e simples mensagem quero prestar honra aos que perderam a vida nesse dia o Cabral,Esteves,Mendonça, Quicazo e Cassule, não deixemos apagar no tempo o que faz parte da nossa história . Um radiotelegrafista que por lá passou Um abraço para quem ler este comentário

    • Caro João Lima
      21-01-2014 fiz parte da c. cac. 106 do RI20 entre inicio de 67 e junho do mesmo ano de onde seguimos para o Benza gostaria de entrar em contcto contigo fazia parte do 2º grupo do Alferes Gomes sou Nuno Marques e à epoca era 1º cabo especial Comando

      • Olá boas Nuno Marques
        O meu contacto é ;: joao.d.lima@clix.pt
        Vivo na zona de Viana do Castelo.
        Gostava de encontrar companheiros do tempo em que era-mos jovens e principalmente os que viveram a mesma historia da guerra.
        Um bom ano
        João Lima

  11. Olá Companheiros.
    Quimaria era uma das frentes de trabalho da Cª de Engª 3478,que esteve em Angola de 71 a 73,para além do Toto,Zala,Cecília,Quipedro,etc.
    Como furriel miliciano do serviço de material,e integrado na Engª,tive oportunidade de lá estar,em algumas visitas.Lembro-me de todos esses locais.
    Aos que lá pereceram,o meu profundo pesar,e aos seus familiares,os meus votos de solidariedade,por alguém que lutou por uma causa,e que merece ser engrandecido.”aos bravos do ultramar”
    A todos um abraço.
    Artur Rodrigues

  12. Olá companheiro João Lima
    Um ano depois de ter passado por esta página cá estou, de novo. Chamou-me a tenção o facto de sermos contemporâneas naquela zona. O joão em Quimaria e eu em Quibala, trinta e poucos km a sul.Passei a Quimaria muitas vezes e lá parei algumas. Quem sabe se nos cruzamos e até se trocamos alguns dedos de conversa, pois por vezes isso acontecia, colhendo opiniões sobre a acção da guerrilha ou procurando conterrâneos, que era o que todos nós fazíamos sempre que passávamos por outros aquartelamentos. A última vez que passei em Quimaria foi a 12 de Fevereiro de 1967, era domingo e tinhamos deixado Quibala, a caminho da fronteira a norte de Maquela do Zombo. Algum tempo depois soubemos que a malta de Quimaria tivera azar, mas nunca cheguei a saber ao certo o que se tinha passado. Soube mais tarde que também as tropas de Quimaria, talvez da companhia que vos rendeu (que era constituída maioritariamente por naturais de Angola), numa coluna que regressava de Tôto, fora tragicamente massacrada, com mais de uma dezena de mortos.Se souber dizer algo sobre mais este triste episódio agradeço. Poderá fazê-lo para o e-mail «sergio.o.sa@sapo.pt»
    Um cordial abraço.
    Sérgio O. Sá

    • Olá João Lima

      Estive em Quimaria de Janeiro de 68 a Julho de 68 e não tivemos qualquer baixa. A companhia que rendemos e que efectivamente pertencia ao RI 20 (tal como nós), também não tinha tido qualquer baixa, portanto nada posso ajudar sobre o assunto.

      Um abraço
      Amílcar Afonso

      • Olá Amilcar Afonso
        Tiveram sorte em QUIMARIA. Em 31 de Maio de 1968, ainda viocês lá estavam, a malta de QUIBALA sofreu uma terrível emboscada entre QUIBALA e QUIMARIA . Foram sete os camaradas que ai perderam a vida e mais 12 ficaram praticamente inativos,pelo que só nove ou dez puderam segurar a contenda e evitar que a tragédia fosse maior. A companhia de QUIBALA pertencia ao Bat. Caç 1931, sedeado em Bessa Monteiro. No trajecto QUIBALA – TÔTO, que faziamos muitas vezes, não tivemos azar enquanto por aí andámos, entre Dezembro de 1965 a Fevereiro de 1967, apesar do maciço do LUAIA, a Este de QUIBALA e de QUIMARIA, ser um alfobre de guerrilheiros. Mas quem foi para lá depois de nós teve. Os nossos azares foram todos de QUIBALA para Sul, para Este e para Oeste, Meia dúzia de recontros onde um camarada perdera a vida e mais sete ou oito foram feridos, alguns evacuados para Luanda.
        Tempo que passou. Tempo perdido, há quem assim considere. Mas penso que não terá sido. Todos nós aprendemos um pouco a valorizar a vida, a compreender o bicho-homem e a ter de contar semptre com poderes que nos transcendem…
        Um abraço
        Sérgio O. Sá

  13. Olá Sérgio O. Sá,

    Efectivamente foi a Companhia sediada na Quibala Norte que foi atacada no 1º. semestre de 1968, tendo cerca de 7 (não posso precisar) baixas. A companhia de Quimaria de que fiz parte, esteve envolvida no apoio solicitado, fazendo deslocar um pelotão de imediato para o local. A viatura atacada (Berliet) foi posteriormente rebocada para o nosso aquartelamento, da qual tenho fotos. Sobre este assunto há algo mais que passados estes anos todos não vale a pena descrever, para não ferir suscetibilidades.

    Um abraço
    Amílcar AFONSO

    • OLA Amílcar AFONSO também estava em Quimaria nessa altura que se deu essa emboscada perto da Quibala.Fazia parte do pessoal de enfermagem.eu João carvalho ,o furriel Poças e o Diamantino que era angolano,Lembro -me bem da viatura toda furada. Um abraço João Carvalho

      • Olá João Carvalho

        Sinceramente pelo nome não me lembro de ti, mas é sempre com muita emoção que estabeleço contacto com qualquer dos meus antigos camaradas da “guerra”. Alguns dos que estiveram em Quimaria e Benza, já nos encontramos por 2 vezes em grupo. posso lembrar-te alguns nomes que também te vais recordar: Filipe, Trindade, Acácio, Cristelo ( entretanto já falecido em 2015), Carvalho; Pagará, Rocha, Cruz ( cripto), Cruz (mecânico auto), Nogueira Mendes e Valdemar Diniz Clemente. Também tive vários contactos com o Godinho mas este nunca foi aos encontros. Dá-me um contacto teu (telefone e mail) para te enviar fotos que tenho desses encontros.
        Não sei se o Poças ainda faz parte dos vivos, mas se por acaso tens noticias dele, gostaria de o contactar, porquanto fomos muito próximos, desde Cabo Ledo.

        Um grande abraço e muita saúde.

        Amílcar Afonso

  14. Prezado Amilcar Afonso
    Foram mesmo sete baixas, seis no local e o sétimo faleceu já em Quibala. A história daquela tragédia foi-me contada por um companheiro que, como Vocês, partiu de Bessa em socorro dos colegas de Quibala. Mas há sempre coisas que escapam. Já se passaram muitos anos e a memória nem tudo conserva. Quanto ao “algo mais que não vale a pena descrever”, como diz o Amílcar, não me parece que tenha de ser sempre assim. Assiste-nos sempre o direito de conhecermos alguns meandros, para que não nos sujeitemos a formar juízos incompletos ou errados. Daí que, se entender que pode avançar com “algo mais”, pode fazê-lo directamente para . Já agora, pedia-lhe uma reprodução da foto da “Berliet”, porquanto, provavelmente, essa viatura era a do meu tempo, e nela andei várias vezes.

    Um abraço
    Sérgio O. Sá

  15. Amilcar Afonso
    Acabei de enviar o comentário acima, mas o meu endereço electronico não seguiu. Aqui vai de novo. «sergio.o.sa@sapo.pt»

    S. O. S.

  16. Quimaria (Mabaia) é uma comuna, “vata diame” (minha terra) é assim que começo a falar da aquela que já foi uma grande povoação na região ou mesmo no município do Bembe. Conta com as seguintes povoações ou aldeias:
    Quimaria ou kinimi,
    Mabaia
    Ndumbi
    NSumba
    kindianti,
    Kimpungui,
    Nsabalu
    Nsanda
    Sengue
    Tomboco
    NKixi
    e com os seus respectivos MAZUMBU
    Agricultura é a principal actividade; produz mandioca, feijão, batata-doce, ginguba, gergelim, laranja, bombara, etc…

    • Caríssima Muana Vata

      Entre em contacto comigo para falarmos da sua Terra.
      Será um prazer recorder os sítios por onde andei na minha juventude, ainda que não tenha sido por vontade própria.
      O meu e-mail é «sergio.o.sa@sapo.pt»

      Obrigado
      Sergio O. Sá

    • Muana Vata
      Que bom recordar nomes de povoações que no meu tempo 1967 estavam abandonadas. Para reabastecer-mos a água para cozinhar só a desoito kilometros de quimaria ou então num pequeno pantano o conseguíamos fazer. Conto um pequeno episódio que se passou comigo, fui radiotelegrafista e construí umas pequenas caleiras no telhado do posto de radio para apanhar a agua da chuva, foi uma alegria encher tres bidons de 200 litros arranjamos uma equipa para o banho que era assim, uma lata de 20 litros com vários furos por baixo, pendurada numa mangueira da sombra e no chão umas tábuas para não sujar os pes, depois um soldado enchia uma lata passava a outro que sentado nas galhas da mangueira despejava a agua, e no chão passeavam dois ou mais homens em pelota com sabão na mão e a agua a cair, que maravilha, mas foi por pouco tempo.O capitão da companhia um dia chegou ao posto de radio e ( Ó TRANSMISSOES A VOSSA ÁGUA É REQUESITADA PARA USO DA UNIDADE) mais ninguém gasta dessa água. Ficamos tristes voltamos ao tempo antigo de tomar banho de 15 ou 30 dias ou quando chuvia ou saíamos em reconhecimento para as bases avançada. Como angola era uma terra de feitiço as pessoas que por lá passaram não esquecem mais.
      joao lima

      • Meu caro João Lima,
        Eu também fui de transmissões e entramos em Quimaria nos primeiros dias de Janeiro do ano 1968, tendo lá permanecido nos 6 meses seguintes. A sua companhia deve ter estado em Quimaria no primeiro semestre do ano de 1967, porquanto a companhia que rendemos já pertencia ao Regimento de Infantaria nº. 20 – Luanda e reportava ao batalhão sediado em Bessa Monteiro. No que se refere á captação de água, nós descíamos pela “pista” de aviação até cerca de 4 kM onde havia um curso de água e ai fazíamos o enchimento através de motobomba para um atrelado que talvez levasse 3.000 litros. Esse atrelado começava por abastecer a cozinha, as messes de sarg. e oficiais e pelotões. Nessa altura já havia conjuntos de ” Bidons” interligados, que permitiam que as pessoas de um modo geral tomassem banho todos os dias quando no quartel, salvo se por falta de viaturas (mínimo 2) ou avaria da bomba, não se podia ir recolher água. Também me recordo de pelo menos durante cerca de 3 meses, todos os dia chovia e permitia que alguns de nós também aproveitassem para nos beirais das chapas de zinco que cobriam as camaratas, tomar o seu banho.

        Saudações
        Amílcar Afonso

      • Olá Amilcar Afonso
        É bom recordar alguns episódios que passamos em terras de africa quando ainda éramos jovens. Fui para quimaria a meio do mes de fevereiro integrado numa companhia de regimento de infantaria 2o de luanda, era na sua maioria militares negros cerca de noventa e cinco, brancos cerca de vinte e poucos militares que já viviam em angola e assentaram lá praça. O comandante era o capitão Castro Adregas o mesmo que tinha comandado a companhia que fui render. O primeiro batismo de fogo foi no dia 22 de abril de 67 com um resultado desastroso. Quando estava em quimaria aparecia muito por lá de passagem o tenente batista um negro com um grupo especial de combate que foi do contra e passou para o nosso lado o nosso exercito promoveu-o, nesse tempo conheci o alferes Oliveira Duarte que tinha sido jogador do vitoria de setubal estava destacado em quibala e foi jogar contra quimaria futbol club. Quando chegamos a quimaria fomos recebidos por uma recepção de encantar, muitas negras a dançar de mini saia todas contentes e nós exclamamos (é pá não é tão mao assim), quando deixamos as viaturas do MVL foi uma tristeza pois vereficamos que as pretinhas deixaram as mini e ficaram em calções e eram militares feiozos. Hoje já vou jantar melhor pois em pensamento recordei tempos que já vivi e consgui ficar para contar aos meus netos retalhos da minha vida
        um abraço

  17. Olá João Lima
    Embora a falar daqueles tempos difíceis que por lá passámos, não deixa de ser gostoso recordá-los. A falta de água era, por vezes, autêntico azar. Guardo algumas “estorietas” ligadas à falta do precioso líquido e às mortes que, por falta dele, estiveram para acontecer. A situação que relata, do aproveitamento das chuvas, não deixa de ser curiosa, embora frequente. Em QUIBALA, água era a única coisa que não faltava. Ao menos isso e solidão tínhamos com fartura.
    Fala do tal tenente “ad hoc” que tinha virado para o nosso lado. Recordo-me dele, pois chegou a ir a QUIBALA.
    E o OLIVEIRA DUARTE, esse homenzarrão contra quem cheguei a jogar futebol e a fintá-lo com uma “pinta” dos diabos. Ele não estava destacado em QUIBALA, mas pertencia mesmo à C.Caç. 1641 do B.Caç. 1902. Foi a C.Caç. 1641 que nos foi render a QUIBALA, lá chegando no dia 6 de Fevereiro de 1967. E no breve período de “sobreposição” houve umas brincadeiras futebolísticas em que a malta de ambas as Companhias mostrou a suas habilidades. Eu só me safei porque o Oliveira Duarte, estava muito pesado e sem a agilidade própria de um jogador de futebol. Mas também não podemos esquecer a diferença de estados de espírito de cada um dos lados. Nós a deixarmos aquele ermo, distante de tudo. Eles a chegarem lá e a tomarem conhecimento do grau de perigosidade da zona. Perante a realidade, as motivações eram, obviamente, diferentes, a penderem favoravelmente para o nosso lado.
    Enfim, tocava a todos. Felizmente para eles, que, ali, haveriam de ter mais sorte do que nós.
    Guardo uma foto do momento da chegada dessa companhia para nos render. Posso enviá-la, se estiver interessado. Diga para onde.
    Um abraço.
    s. o. s.

    • Caro Sérgio O. Sá,

      Cá estou eu novamente a juntar mais lembranças de Quimaria.

      O Tem. Batista (o tal que serviu no Exercito Português) esteve destacado na nossa Companhia cerca de 4 meses e penso que terá ficado com a Companhia que nos rendeu até ao final do ano de 1968. Como operacional foi do melhor que tivemos, sendo referido ( no melhor sentido) muitas das vezes pelos graduados dos pelotões com quem saia. Dizia-se que tinha tirado cursos de guerrilha na União Soviética e Argélia. A conversação em Português era deficiente, porque tinha vivido muitos anos no Congo (ex-Belga), mas dava para se perceber. Nunca mais o vi nem voltei a ter qualquer noticia dele. Só espero que independentemente da opção que tomou, esteja bem. porquanto nada tenho de negativo em relação a ele.

      Um abraço
      Amílcar Afonso

      • Amilcar Afonso,estou eu mais uma ves,e sempre na espectativa de saber novas a respeito daqueles tempos que passamos juntos em Cabo Lêdo Quimaria e Benza.Em Quimaria foi onde se passaram algumas proezas,pois logo no primeiro dia que chegamos fomos reabastecer de água,pista de aviação abaixo e chegados ao riacho toca a montar guarda ,moto bomba a funcionar e vamos a encher,dá em chover!..numa subida que havia perto do ribeiro a J M C que trazia a água teve de ser rebocada com o guincho do hunimog, preso a uma arvore,e assim tivemos o primeiro baptismo em Quimaria.Outras aventuras que tivemos na picada entre o tôto e quimaria que passámos a noite toda com os carros atrelados uns aos outros,pois tiveram de ir dois dos nossos colegas ao acampamento pedir ajuda que só chegou de manhã.Fizemos também caça ao homem na mata do Loaia.Pois os nomes dos colegas que me falou, passados estes anos todos não os consigo ligar á pessoa.Lembro o nosso capitão que andava sempre a bater com uma chibata na perna ,e o qual eu tinha de fazer o curativo todos os dias a um quistermoide que tinha no rabo,lembro também ele estar sempre a chamar pelo (cripto) de cada vês que chegava uma mensagem,de um dos nossos colegas de transmissões que estavam ali ao lado da enfermaria que foi para Luanda de férias e foi morto numa esplanada enquanto bebia uma cerveja.Pois caro Amigo,não é que com estas peripécias todas ,tenho saudades daquelas terras ,e gostava de lá voltar..Falando do furriel Poças,no regresso vinha um pouco desanimado devido a uma infecção venéria e também numca tive noticias dele. O meu mail…joaocarvalho47@sapo.pt tl 916450165.. Cidade de Mangualde

    • O meu Pai pertenceu ao B.Caç 1902, era conhecido como o “Cantinas”, o nome dele é Coelho.

      • Olá José Coelho
        Navegar pela NET às vezes revela-nos momentos curiosos e interessantes. Então o seu pai pertenceu ao Bat. Caç 1902. De que companhia fez parte? É que foi esse batalhão que rendeu o meu na região de Bessa Monteiro. A Com. Caç. 1641 foi a que rendeu a minha em QUIBALA.
        Dê-lhe um abraço meu.
        Sérgio O. Sá

  18. Prezado Amílcar Afonso
    Devo ter, no meio dos meus papeis de recordações, fotografias do TENENTE BATISTA. Logo que encontre alguma enviá-la-ei.
    O Amílcar, na sua comunicação a João Lima, refere que a companhia que foi render, pertencente ao R.I 20 – Luanda, estaria ligada ao batalhão sediado em Bessa Monteiro. Ora nessa mesma altura, o batalhão com sede em Bessa, comandado pelo Tem. Coronal Correia Dinis, era o B.Caç. 1902, o mesmo que rendeu o meu. Era constituído pelas CCaç. 1641, que rendeu a minha em Quibala, pela 1642, que estacionou em Baca e pela 1640 mais a CCS que ocupavam Bessa Monteiro.
    Penso, mas não tenho a certeza, que a companhia do R.I.20 rendida pela vossa, ou era independente, ou estava ligada às tropas mais a norte e a leste: TÔTO, BEMBE ou VALE DO LOGE. A Bessa não estaria, pois só bastante mais tarde terá havido mudanças acentuadas que alteraram todo o dispositivo naquela zona.
    Bem, mas isso já lá vai, e agora não passa de pretexto para mais dois dedos de conversa.
    Quanto à linha de água onde se abasteciam , depois de percorrerem 4 km. lembra-se se ela ficava para o lado de Bessa Monteiro ou para norte de Quimaria?
    Se ainda se lembrar agradeço informação.
    Cordiais saudações.
    S. O. S.

    • Caro Sérgio,

      Sobre se a Companhia que nós rendemos estava ou não agregada ao Batalhão de Bessa Monteiro, não sei, mas a que integrei estava, no que se refere ao desempenho operacional. No meu tempo o Regimento de Infantaria de Luanda, tinha:
      -Uma companhia no Bembe, CC 105;
      -Uma em quimaria, CC 106;
      -Uma no Benza (zona de Stº. Santo António do Zaire, para onde nos deslocamos no 2º. semestre de 1968 e que manteve a mesma designação (CC 106);
      -E ainda tinha uma companhia que penso ser a CC 103 em Cabo Ledo, que fica a sul de Luanda / reserva de caça da Quissama e produção de petróleo á época. Esta Companhia também servia de instrução operacional antes de se seguir para Quimaria e Bembe.

      No que se refere ao local onde se capava água, a saída era paralela á estrada principal ( e única), onde se fez a pista de aterragem para aeronaves ligeiras e situava-se no sentido de BM, se é que assim se pode dizer.

      Sobre o Tem. Batista se tiver alguma foto, agradeço o envio. Por acaso não sabe o nome completo dele?

      Um abraço

      Amílcar Afonso

      • Olá Sergio
        A linha de água que no meu tempo , primeiro semestre de 1967 servia de alternativa ao abastecimento que normalmente era abastecido no rio a cerca de 18 km, quando se avariava o atrelado, utilizava-mos a colheita do precioso liquido num terreno juncoso ao fundo da pista terrea, andava-mos cerca de tres a quatro km na direcção de quimaria quibala mas no sentido nascente junto a um trilho que desbravamos na direcção da mata do capitão duque uma mata com muito má historia (uma serra alta comprida e no alto muito arvorizada). No tempo que passei por quimaria não sei se se lembram havia na entrada de quimaria um palmar quando de serviço ao posto de radio verificava que passavam muito cedo alguns militares negros e quando regressavam vinham todos muito contentes cantavam e davam uma de merengue á moda deles. depois de uma pesquisa verificamos que tinham umas palmeiras com um furo e uma bica com uma lata do leite dolca a receber o líquido que eles apelidavam de MALAVO . foi lá um grupo das transmissões antes deles despejaram o malavo e encheram com xixi fresquinho.Quando chegam os fregueses habitauais ficaram desapontados com o sabor e regerssaram
        chateados passamos a palavra ao comandante sem dar nomes e ele deu ordem de abater as palmeiras que podiam fornecer tão precioso líquido.
        E ESTA HEIUM
        um abraço aos que por lá passaram
        joão lima

      • Prezado Amílcar Afonso
        Lamento não poder ajudá-lo. Depois de remexer tudo o que para cá tenho relacionado com os tempos de Angola, não consegui encontrar nenhuma foto do Ten. Batista nem outra documentação dessa altura (poemas) que talvez pudesse vir a aproveitar. Do que tenho, uma parte corresponde ao que seleccionei em 1969 e trouxe comigo quando deixei a casa de meus pais; a outra parte é o que se salvou do ataque do caruncho e da humidade que invadiram o conteúdo guardado numa mala de cartão que lá deixei, arrumada no sótão. Só em 2004, aquando da remodelação da casa, entretanto adquirida por um dos meus irmãos, é que a mala, de que já nem me lembrava, apareceu. Mas muita coisa estava destruída. Talvez as fotos do Ten. Batista tenham aí desaparecido, como outras e outros papéis.
        Já não me lembro da cara dele, mas que esteve em Quibala sim, e por ser quem era despertava alguma curiosidade, de modo que até para a fotografia se aproveitava a oportunidade. Por lá fez voos de reconhecimento com a nossa malta e denotava uma perspicácia visual de milhafre.
        O nome dele também não sei, nem me lembro se cheguei a saber qual era.
        Também dele gostava agora de saber algo. Espero que ainda ande por cá.
        Votos de bom fim-de-semana.
        Um cordial abraço.
        Sérgio O. Sá

  19. Olá João Lima
    Essas palmeiras na zona de Quimaria terão feito parte de fazendas que havia na zona, antes de 1961.
    Esses militares negros que apanhavam o MALAVO das palmeiras, a que quartel pertenciam?
    Sabe que o aquartelamento de Quimaria foi feito no meu tempo. A pista para os Cessnas “deslizarem” correspondeu a uma segunda fase de que não me recordo, talvez seja do tempo em que estive hospitalizado, em Luanda..
    Como também já não me lembro ao certo das coordenada da mata do “capitão duque”. Penso que essa mata ficava à direita de quem seguia de Quibala para Tôto, mas antes de Quimaria. Se estiver errado agradeço que me corrija.
    Já agora, a propósito de “matas”, recorda-se de uma zona adiante de Quimaria, a caminho do Tôto, conhecida por “mata dos oitenta”? E lembra-se daquele afloramento rochoso, à esquerda, alguns quilómetros antes do Tôto.? Como era conhecido esse curioso penedo?
    Tudo isto são exercícios que amparam a memória, para que ela não se desvaneça de vez.
    Cordiais saudações.
    Sérgio O. Sá

    • Olá Sergio Sá
      Mais uma vez a remecher no baú das recordações do nosso passado rico em episódios.
      Quem recolhia o malavo eram os militares da base de quimaria, pois essas palmeiras ficavam em frente á entrada do quartel separada pela picada, havia ali um grande palmar. A mata dos oitena recordo vagamente esse nome, quanto aos penedos já não me lembro, aliás fizemos uma embuscada na picada quimaria direçao bessa monteiro bem sucedida carregamos uma berliet com fardamentos calçado munições e algumas pistolas. A mata capitão duque ficava na direção de quimara quibala lado direito uns bons kilometros mais no interior. A pista foi alargada no meu tempo e ligava ao campo de futbol para ser utilizada quando necessário por aviões como foi o caso de um barriga de ginguba (nord atlas) para uma evaquação muito urgente ainda me lembro de aparecer por lá pessoal de quibala e de confratenizar no posto de radio com os radiotelegrafista de quibala e também com pessoal de nova caipemba No meu tempo ano de sessenta e sete primeiro semestre ficamos sem ser abastecidos cerca de um mes pelo MVL por causa das chuvas que destruiram as pontes de madeira e ficamos sem gasoil para o gerador e sem luz de noite e sem poder carregar as baterias para as transmissões, trabalhava-mos so com gerador manual. A iluminação era o célebre petromax. Meus amigos por hoje já chega de nostalgia para todos Sergio Amilcar, Ricardo e tantos outros desejo um bom natal e alegrem-se que ainda estamos cá

  20. Recorda-me do Sá de trnsmissões da Quibala norte,e falo assim porque trabalhei na algodoeira em Quibala sul, dirijo-me ao Serjio estive em Quimaria de Julho 1967 a Janeiro 1968, depois fomos para o Benza,perto da pedra do Feitiço,a minha companhia era 106 do R.I 20 Luanda, aminha companhia foi depois para Cavo Ledo, eu fiquei em Luanda no ASMA..Um camarada que era condutor o Viriato este na vossa companhia era da minha terra Alfandega da Fé,um abraço Fernando Ricardo

    • Olá Fernando António Ricardo,
      Também tive um percurso idêntico, pois também pertenci á Companhia nº. 106 do RI nº.20, mas á que vos rendeu em Janeiro de 1968. Também fui para o Benza e depois regressei ao Regimento. Também estive em Cabo Ledo mas em finais (3 meses)1967 e antes de ter ido para Quimaria. Não nos conhecemos mas pelo menos cruzamo-nos na rendição de Quimaria.
      Forte abraço do Amílcar Afonso

    • Olá Fernando Ricardo. Há um equívoco relativamente ao “Sá” da Quibala norte. Eu não era de transmissões. Era o enfermeiro de Quibala, no período de 7 de Dezembro de 1965 a 12 de Fevereiro de 1967, dia este em que a minha companhia partiu para a zona de fronteira, a norte de Maquela do Zombo. Portanto nem sequer fomos contemporâneos na zona Quibala-Quimaria. Talvez se recorde de um outro Sá, de transmissões, que, a ter existido, pertencia à C.C. 1641, do Bat. C. 1902, que, em 6 de Fevereiro de 1967, rendeu a minha. De qualquer modo trata-se de mais um pretexto para dois dedos de conversa. Afinal, ambos estivemos, quase ao mesmo tempo, nos mesmos sítios, percorrendo as mesmas picadas, os mesmos trilhos e sujeitando-nos aos mesmos perigos. Foi o que nos coube naquele tempo.
      Cordiais saudações.
      Sérgio O. Sá

      • Para mantermos a correspondencia em dia e atualizada, ´cá estamos presentes a falar de QUIMARIA, pelo que vou lendo a minha companhia teve muita sorte, saimos de lá direitinhos!…….Deio para conhecer ,tenho uma foto aerea deQuimaria.Na terra onde vivo reside cá o Veriato que era condutor da companhia que rendeio o Sergio.Quimaria era deserto e afinal tinha tantas povoações, Um abraço para todos não esquecendo o Lima Fernando Ricardo

  21. Olá Fernando Ricardo
    Sim QUIMARIA era um “deserto”, mas não só Quimaria. Toda aquela região entre TÔTO, BESSA MONTEIRO E AMBRIZ, pela picada de QUIBALA era um “deserto”. Gente era só militar. Em QUIBALA, onde aquartelei 14 meses, ainda havia uma fazenda activa que era trabalhada por homens e mulheres bailundos — gente que deixara Quibala em Novembro de 1966. Não me lembro se foi rendida por outros nativos.
    Mas toda aquela região havia tido uma razoável densidade populacional antes de 1961. Nesse ano de 1961, foi muito atingida pelas investidas da UPA. Muita gente morreu. O resto fugiu de lá. Hoje já são muitos milhares de angolanos a repovoarem aquela zona e só em QUIMARIA há muita gente. De QUIBALA para baixo há pequenos aglomerados populacionais, mas tanto quanto me parece, em QUIBALA propriamente dita há pouca gente. Vai aos poucos, mas a terra é boa para certas culturas. Daqui a uns anitos estará densamente povoada.
    Tempos que já lá vão. Foi um mau bocado, mas aprendemos um pouco com toda aquela confusão.
    Já agora volto a lembrar que não sou o Sá de transmissões. Eu era o enfermeiro da cc. 1463.
    Cordiais saudações.
    Sérgio O. Sá

  22. SILVESTRE IGREJA
    Recordo-me vagamente de em Quibala ter estado gente de Artilharia. Lembro-me de permanecer cerca de uma semana, na BASE DOS ELEFANTES, próximo de CHIA, com meia dúzia de obuses apontados para a mata SANGA. mas tenho a impressão de que se tratava do pelotão de morteiros sedeado em Bessa. Poderá, sim a vossa malta ter estado em Quibala numa altura em que o meu grupo de combate estava na zona de CHIA a prestar segurança a uma companhia de Engenharia que lá tentava”restaurar” a picada. Ou então quando estive em Luanda, no Hospital Militar.
    De qualquer modo, ambos sabemos como era aquilo naquela zona. Não era nada agradável, por todas as razões! Foi o que nos calhou em sortes.
    Um abraço, extensivo a todos quantos passaram por lá.
    Sérgio O. Sá

  23. Amigo Sérgio Sá, sim penso a nossa estadia em Quibala não foi superior a uma semana; mas isto aconteceu antes de termos saido de vês para a fazenta de Quimaria, a fim de construirmos ai um novo quartel, onde começamos por montal tendas de campanha, para nos servirem de alojamento, enquanto não ficassem concluidas as instalações definitivas. porem as tendas de campanda de campanda foram só para o material mais sensível, para dormirmos fizemos do capim a nossa cama. Tivemos que recorrer a nossa imaginação. Olha com uma catana cortei umas estacas, mais uns varapaus e fiiz um estrado com capinm coloqueio um pouco um pouco elevado e assim foi a minha cama durante 40 dias. nós nunca chegamos a servir-nos das novas instalações, porque imediatamente fomos transferidos para Camabatela. dois plotões da companhia foram destacados para duas fazendas distintas, localizadas entre Camabatela e o Quitexe, uma a da Granja e a outra a do Bindo. Foi nesta últma que eu fiquei até ao fim da gamos a S.comissão.
    Voltando um pouco atrás, informo que a minha companhia, foi a CART776, comandada pelo então capitão Jorge Fernando Jorge Duque, chegamos a fazenda de S. Pedro em 28 de Maio de 1965, onde permanecemos até meandros de 1966, seguindo para a fazenda do Quimaria, construimos aí um quartel nesse local e seguimos então para Camabatela.
    Voltando a Quibala, um dos comandantes de pelotão foi o alferes Moscose e pertencia ao Batalhãode caçadores 511; já agora posso dizer que o tão falado tenente ADOC de nome Batista fêz algumas operações com a minha companhia, algumas foram de o aéreo.
    Claro que também eu conheço aquelas paragens, algumas bastante deslumbrantres, das quais guardo na minha memória, muitas recordações que me marcaram para todo sempe; A todos os que por lá passaram, aquele abração.
    o meu email é: sllvestre.igreja@gmail.com.

  24. Ola Ricardo
    Passei agora a pesquisar aqui pelo bau das recordacoes e com uma bela surpresa encontro-te, Ricardo desejo-te um bom ano para ti e toda a familia. Qualquer dia passo ai por alfandega para te cumprimentar e se passares por viana aparece, pois sera sempre um pazer lembrar historias do nosso passado ao servico da patria, passamos por quimaria benza sumba e suba lembras-te. um abraco
    lima radiotelegrafista.
    joao.d.lima@clix.pt

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