A “colonização” de Portugal

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De costas voltadas para Castela, de onde não vinha nem bom vento nem bom casamento, era natural que os portugueses de antanho olhassem para o mar e vislumbrassem para lá do horizonte outras paragens que acrescentaram a este pequeno torrão à beira mar plantado.

A epopeia dos descobrimentos levou-nos aos 4 cantos do Mundo, descobrimos terras, levámos ensinamentos, desenvolvemos o comércio, actividades a que mais tarde se passou a chamar colonialismo. É natural que as descobertas tenham trazido grandeza e riqueza a Portugal, não poderia ser de outra maneira, quem investe é para ter retorno, sempre assim foi e assim será.

Podem os portugueses serem acusados de muitas coisas, mas o que dizer dos franceses, holandeses e ingleses desses tempos, que se dedicaram também a investir na pirataria, roubando aquilo que é dos outros, actividade que, ontem como hoje, é bem mais rentável do que o produto do trabalho.

Os portugueses desenvolveram grandes cidades como Goa, Macau, Rio de Janeiro, Luanda, Lourenço Marques, mas mesmo assim foram considerados talvez os maiores colonizadores, apesar de também terem feito grandes investimentos e deixarem nos locais onde estiveram grandes obras.

Nas décadas de 50 e 60 a pressão internacional foi de tal forma forte para entregarmos as chamadas colónias, que em 1961 se iniciou a guerra em África, que uns chamam do “Ultramar”, outros “Colonial”. Eu prefiro o termo “Ultramar”, porque hoje sabemos que a grande maioria da gente desses povos vive em pior situação e são por isso também colonizados na sua própria terra.

Há outros colonialismos, que apesar de não o parecerem não deixam de o ser. É o colonialismo dos tempos modernos em que não é necessário ocupar o território para ser dono das suas riquezas que está a afectar Portugal. Éramos um país predominantemente agrícola e hoje nem no sector alimentar somos auto-suficientes. Reduzimos fortemente a nossa agricultura a troco de uns subsídios e agora dependemos de outros. Apesar de pobres tínhamos algumas indústrias fortes de capital totalmente português (CUF, Lisnave, Siderurgia, etc.). Actualmente em quase todos os sectores de actividade a maioria do capital é estrangeiro.

Nós que aceitamos um terreno de 30 Km2 e fundamos Macau em contrapartida do serviço da expulsão de piratas daquele local e entregámos aquela imponente cidade à China em 1999, somos agora invadidos por chineses que tomam conta das principais avenidas das nossas cidades e vilas, ocupando os melhores espaços e levando à ruína o pequeno comércio, nós que em África deixámos grandes obras e desenvolvimento, que  contribuímos para tornar Angola da época colonial em grande potência africana, que tornámos Luanda na segunda cidade portuguesa  e de lá partimos com as mãos a abanar, assistimos agora à tomada de posições  de empresas estratégicas (banca, petróleos, comunicações) por capital angolano e por ironia do destino, muito desse capital está nas mãos de Isabel dos Santos, filha do presidente do país e do MPLA. Ainda recentemente assistimos também ao apetite brasileiro para tomar conta da nossa cimenteira.

Muitos dirão que não vêem mal nestas entradas de capital estrangeiro, é assim a globalização, mas é um facto que cada vez mais dependemos de outros e por isso somos um país mais vulnerável, passamos de colonizador a colonizado, e não se vislumbram melhores dias neste triste fado português.

Mário Mendes

3 thoughts on “A “colonização” de Portugal

  1. Não entendi ainda, do que vocês realmente querem falar, isso não me ajuda, está muito embarassado.. Quem escreveu isso? E por quê está em primeira pessoa?

  2. Escreva mais, isdo é tudo que tenho a manifestar.
    Literalmente, parece que você contou com uma inspiração para efectuar seu tema.
    Vocêcertamente sabe o qque você está falando, por que jogar
    salvo a sua lucidez em exclusivamente postar vídeos para o seu site quando você poderia estar nos dando
    um pouco esclarecedor para articular?

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