Sentinela Alerta

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Sentinela Alerta

postovigiaEstes postos de vigia tinham um papel fundamental na segurança dos aquartelamentos, e estavam colocados no perímetro dos mesmos, estando ocupados 24 horas por dia, e assim muitos militares passaram imenso tempo nesta pequena “assoalhada”.

Os turnos eram de 4 horas e os que mais custavam a fazer eram os que iam pela noite dentro, das 0 às 8 horas. Estes locais altaneiros e solitários foram certamente palco de muitos sonhos e projectos.

Recordo-me que um dia na minha qualidade de sargento de dia, ao fazer a ronda da noite, junto de um destes postos no Luvo, interpelei a sentinela com o grito “sentinela alerta” mas não recebi o correspondente “alerta está”. Apurei o ouvido e o que vinha lá de cima era o som característico de alguém que dorme como um “justo”.

Subi devagar as escadas e abanei a sentinela, mas só a um abano mais forte o homem se levanta estremunhado, pedindo desculpa pelo facto de se ter deixado dormir.

Lembrei-lhe que ali não era local para dormir, mas sim para estar vigilante e bem vigilante, porque como bem sabia há pouco tempo tinha havido um grande ataque e não se podia facilitar em termos de defesa.

Compreendeu muito bem o “responso”, pediu desculpas novamente, mas pela primeira vez apliquei muito a contragosto, um castigo de um reforço, porque o discurso não podia cair em “saco roto”.

Mário Mendes

One thought on “Sentinela Alerta

  1. Gostei de ler essa do sentinela que não estava alerta
    tambem eu conheci e muito bem a dificuldade em estar quatro horas sózinho como sentinela,pois, por volta das tres ou quatro horas, a dificuldade em estar alerta é muito mais complicada, e os olhos fecham-se por alguns momentos, seja ele ou não um grande valentão
    Gostaria de contar uma pequena história que se passou em Negage em novembro de 1961, estando eu como cabo de reforço á metralhadora após um dia de trabalho como operador de maquina de terraplanagem, e ás tres e meia embora o perigo seja muito elevado os olhos começaram a fechar-se, lembrei-me então de uma história que meu pai contava e que se tinha passado com ele e meu tio, o meu tio para não dormir fazia o que eu fiz, dois pauzinhos de fósforo de dois centimetros que impediam os olhos de se fecharem e o resultado era exelente, é claro que quando o capitão Miranda vinha a uma pequena janela onde dormia e perguntava se tudo estava bem,eu tirava os palitos, Um Natal feliz e um ano novo com muita saúde e paz, para si e todos os ex.combatentes
    Fernando Nunes Marques

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