M´Banza Congo

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Era à capital da província do Zaire em Angola, São Salvador do Congo (agora designada M´Banza Congo) que a C.Caç. 3413 se deslocava para os reabastecimentos em 1972/1973, percorrendo cerca de 60 Km.

A cidade fica situada num planalto e tinha a particularidade de ter uma pista de aviação em terra batida que a dividia ao meio. De um lado, a chamada “cidade branca” onde estavam os serviços públicos e o comércio, do outro a “cidade negra”, a sanzala. A pista era até atravessada por um caminho onde passavam pessoas e viaturas de um lado para o outro. Os aviões que ali operavam eram o Nord Atlas militar e a carreira civil era feita pelo Dakota.

Todos os militares gostavam de ir a São Salvador do Congo, e ali chegados, enquanto se carregavam os mantimentos, uns dirigiam-se ao comércio local para adquirir algumas utilidades, outros petiscavam e matavam a sede nos bares e outros ainda tinham sede de outra coisa e dirigiam-se à sanzala, porque “um homem não é de pau”.

Uma das lojas frequentadas era a Casa Verde, que ficava mesmo ao lado da pista de aviação sendo ali que se compravam algumas prendas para as mães e namoradas. Esta casa servia também de aerogare, porque os bilhetes de avião eram lá vendidos.

casaverde

Os bares e restaurantes mais frequentados eram o Salvador Beltrão e o Estrela do Congo.

A foto que se segue, era o edifício onde funcionava a Câmara Municipal e o Governo Provincial, e esta chapa foi batida em Outubro de 1972.

ss_gov

Nota: Por algumas vezes as colunas da Mamarrosa para São Salvador eram integradas pela camioneta civil da fazenda, conduzida pelo encarregado Sr. Garcia, que ora transportava café, madeira cortada na serração ou lenha miúda para alimentar os fornos das padarias que o patrão tinha em São Salvador. Um dia em que choveu muito de tarde, ao regressarmos à Mamarrosa no final desse dia, a meio do caminho, numa subida muito íngreme, a camioneta do Sr. Garcia não conseguiu subir e ficou atascada na lama. Nenhum Unimog a conseguiu retirar, caindo a noite entretanto. Alguns mais prevenidos tinham levado o ponche, mas outros, como foi o meu caso, ficaram molhados até aos ossos. Toda a noite que parecia não ter fim,  foi ali passada na picada, e só no outro dia de madrugada veio uma coluna em socorro com um tractor que conseguiu rebocar  a camioneta.

Mário Mendes

74 thoughts on “M´Banza Congo

  1. Passo muito do meu tempo de aposentado a pesquisar na Net, na tentativa de encontrar antigos colegas que cumpriram serviço militar em Angola. Estive em S. Salvador do Congo, hoje Mbanza Congo, quase todo o ano de 1962, na 4ª Companhia do BC 3 de Carmona, ali colocada, numa parte do hospital, na zona mais alta da ‘cidade’, onde começava a pista de aviação, de terra batida. Sou da classe de 61, pertencia ao contingente da incorporação local, com a especialidade de transmissões, mas ‘alinhei’ um pouco em tudo. Quando cheguei a S. Salvador, num Nord Atlas, as casas quase não se viam no meio do capim. Aos poucos, fogram chegando umas brigadas das Obras Públicas e as coisas foram melhorando alguma coisa. A ‘cidade’ estava cercada de arame e havia mais de uma dezena de postos de defesa, até que foi decidido abrir trincheiras do lado de fora do arame, em menor número, mas oferecendo mais garantias para enfrentar – segundo rumores que nunca se confirmaram! – uns milhares de elementos da FNLA, que ali pretendia instalar o seu quartel-general. Fazíamos, inicialmente, deslocações a Nóqui, para reabastecimento, depois a Ambrizete. Estou a falar de uma vasta zona considerada, na altura, não recuperada. Em S. Salvador, conheci o então ten. cor. António Spínola, comandante do BCV345, grande combatente, que realizou, entre muitas outras sob o seu comendo directo, uma operação de enorme envergadura na zona da Mamarrosa, com apoio da força aérea (os Fiats da época). Conheci, também, ali, o então major João Craveiro Lopes, 2º comandante ou oficial de operações no Comando de Sector F. A memória guarda recordações, boas e más, que ficam para sempre. Quando encontro alguém na Net a dar conta da sua passagem por zonas onde também estive, é como voltar àqueles locais, que nos marcaram para sempre. Recordar os rios M’pozo ou M’Bridge, os destacamentos do Luvo, Luvaca, ou Cuimba (ali esteve em 62 o alferes Ramin, que foi guarda-redes da Académica!), Quiende e Tombobo, enfim, é como voltar a uma juventude que não temia dificuldades e tudo enfrentava com a maior determinação. Em S. Salvador, tínhamos, para esquecer de algum modo os maus bocados, os bares Estrela e Azul. Na loja de Salvador Beltrão, comprava os rolos para as fotografias que deviam ser de recordação, mas acabaram por ficar em Angola, ao fim de quase 21 anos de trabalho. Para ali fui fazer 15 anos de idade e regressei já com 36! Mas em S. Salvador, apesar do isolamento e de todas as dificuldades, recordo, ainda, a residência da Rainha do Congo, frente às ruinas de um templo ali em frente. Visitei a Senhora algumas vezes acompanhado por um colega mestiço amigo de familiares seus em Luanda. Recordo o ‘colégio’ das Madres quase abandonado. A residência do Governador do Distrito era no início da rua que subia para o hospital e o ‘meu’ quartel. S. Salvador tinha, na altura, quatro saídas, todas guardas com arame farpado: para Nóqui, Ambrizete, Cuimba e Madimba. Estive, também, dois meses na Fazenda Primavera, um pouco a seguir a Madimba, onde tínhamos um destacamento da Companhia. Era um local completamente isolado. A única coisa ‘viva’ que escutávamos ou víamos era a aviação que por ali passava, vozes desconhecidas ao longe durante as noites ou a proximidade, por vezes, de um ou outro animal, que até dava jeito… A emoção que sentimos ao falar destas terras dava para estar horas e horas a escrever, mas há limites. Termino com cordiais saudações para todos os ex-colegas que estiveram envolvidos numa guerra que pensávamos ser justa… Parabéns ao coordenador do Site, por manter viva esta relação extraordinária!

    • meu amigo gonçalves eu estive em m´pala claro não era perto de são salvador do congo mas a gente ia todo mês lá sabe para que para comprarmos filme para fotos chinelos de dedo e ruins pré caramba mas o que se via pelo caminho era casas queimadas fazendas tudo abandonado,agora não sei se foi a nossa tropa ou o in.era tudo sem ninguém,nós passávamos por m´pozo canga e outro não lembro o nome e de m´pala a são salvador não era muito perto mas íamos e vínhamos no mesmo dia,para nóqui era mais perto para ambrizete ou ambriz ou tomboco era longe também mas lufico ficava perto, mas eu estive lá em 1965 até o final de 1966 mas como tinha casas cheias de tiros queimadas tudo destruído mas tinha muito animal do mato era pacaças era tudo de bicho que nem o nome nós sabíamos e indo para nóqui a picada não era boa mas chegávamos rápido passávamos pelo cabeço do top campo da aviação claro uma pista de terra batida que também era conhecido como cabeço da velha e cabeço da velha tinha tudo haver porque eu era condutor e quando começávamos a descida gmcs sem freio jipõeis idem se a segunda marcha saltasse fora num buraco se o condutor não fosse rápido a segunda não entrava mais ai tínhamos que enfiar os carros no morro senão só iam parar no rio zaire eu quando isso acontecia na primeira curva já enfiava a gmc no barranco ai ela parava foi difícil mas era bom porque éramos novos e saúde guilherme

      • Caro amigo José Guiulherme, a internet tem esta possibilidade fantástica de podermos contactar, mesmo não nos conhecendo pessoalmente. Ler e reler os comentários aqui colocados é, como disse anteriormente, voltar a pisar locais que ficaram gravados para sempre nas nossas memórias. As ‘casas’ queimadas a que se refere foram iniciativa das chefias militares. Assisti a isso (cheguei a S. Salvador, hoje M’Banza Congo, em Janeiro de 1962). Houve uma campanha que tinha por objectivo fazer regressar (recuperar) as populações às suas aldeias, que consistiu na distribuição de panfletos com apelos e explicações para o ‘erro’ que tinham sido atiradas. Como essa campanha não resultou, a ordem foi para queimar tudo, numa zona muito vasta. Onde havia uma aldeia, passou a existir, mais tarde, amontoados de ruinas e capim, que o ‘adversário’ aproveitava, por vezes, como esconderijo para ataques. Muitas outras histórias poderia contar, mas fico por esta explicação para a situação do abandono a que se refere. Cordiais saudações!
        M. Gonçalves

    • TAMBEM ESTIVE EM NÓQUI, AMBRIZETE, CABINDA , SÃO SALVADOR, FAZENDA MARGARIDO, SANTA EULÁLIA, QUIBQXI, E POR AÍ FORA. POIS FUI O TÉCNICA DE FRIO QUE MONTOU TODOS OS SISTEMAS DE FRIO EM MUITOS DESTACAMENTOS DA INTENDÊNCIA. UM ABRAÇO.

      • Pateira também trabalhamos juntos no frio na Prestecol e eu na Friauto. Na vida militar o Violas condutor auto rodas BTR514 S.Salvado 70/72 onde estive a cumprir algum tempo militar até passar á peluda em 72 tenho grandes saudades dos camaradas que partilhei bons momentos e os maus . um Abraço .

    • Caro ex-camarada Gonçalves
      Todos os lugares que refere são-me muito familiares, pois andei por aquelas bandas de Agosto de 1965 a Setembro de 1967, como furriel da companhia de caçadores 1435, primeiramente no Quiende e depois em São Salvador, creio que no mesmo aquartalamento onde esteve a sua companhia do BC3 de Carmona, pois ficava perto do hospital e junto à pista de aviação de terra batida. Quando nos mudámos do Quiende (estivemos lá 20 meses) e fomos para São Slavador deixámos de ser uma companhia “operacional”. Fazíamos patrulhamentos nocturnos aos postos de defesa que rodeava a cidade cercada por arame farpado, para nos certificarmos de que os sentinelas estavam despertos. Recordo um episósdio em que foi encontrado um sentinela “menos vigilante” (a dormir) o que mencionei no relatório da ronda. O comandante da companhia obrigou-me a fazer uma participação formal, o que fiz. Depois, vim a saber que o sentinela “menos vigilante” era o condutor pessoal do (então) capitão Ernesto Melo Antunes (que eu conhecia dos Açores) que era o comandante de uma companhia de “nativos” aquartelada à entrada de São Salvador. Melo Antunes tentou demover-me para retirar a participação, o que não fiz, por já ter sido entregue no comando do sector (F).
      Andei por quase todos os locais que o camarada Gonçalves refere, desde o Tomboco à fazenda Primavera, Mamarrosa, Cuimba, M’pozo, M’Bridge (cujo rio atravssei – pela ponte da estrada que liga(va) Quiende a São Salvador dezenas e dezenas de vezes. Para não falar da loja do Salvador Beltrão e do restaurante Kimpala, onde se comia um saboroso churrasco, e muitos outros… rainha do Congo, etc.
      A fazenda Primavera ficou indelevelmente marcada nas minhas recordações. Quando estávamos em São Salvador, pelotão da minha companhia deslocava-se semanalmente à fazenda Primavera para levar o correio e mantimentos a um pelotão (de outra companhia) ali destacado para fazer segurança à fazenda. Foi numa destas deslocações que caímos numa bem montada emboscada, de que resultou a morte de dois dos nossos soldados e ferimentos em cerca de uma dezena, as únicas baixas que sofremos, quando faltava pouo mais de um mês para terminar a comissão e regressar a casa.
      Episódios que recordamos com saudade dos tempos há meio século passados.

      Adelino Ferreira

  2. Caro amigo

    Ainda bém que li o texto que antecede,porque vi o nome do Garcia
    e recordei-me logo dessa figura de barba e meio careca,e capatáz
    da fazenda de café ou mata da Mamarrosa,pertencente ao Salvador
    Beltrão,não sei se sabem ele também era “bufo” da pide depois dgs
    e por fim da pim.-
    Eu dava-me bem com ele cheguei a jogar as cartas com ele,o Garcia
    era um pedaço ruim para os pretos,porque eles tinham direito à ca-
    ça que caçavam,mas o Garcia vendia tudo porque ele tinha uma es-
    pécie de mercearia aonde vendia tudo aos pretos muito embora
    eles tivessem direito a algumas coisas conforme o contrato de tra-
    balho que faziam.-
    Se a memória não me foge eles ganhavam 20 escudos de Angola,
    e como isso não dava para nada,ficavam sempre a dever dinheiro
    ao Garcia,e como não tinham com que pagar,ficavam ali escravos
    da terra e muitos deles morriam e outros ficavam ali para sempre
    e nunca mais voltavam ao sul a sua terra.-
    Em 1974,ele veio a Metrópole,e parece-me que nunca mais voltou
    ele era dos lados do Ribatejo,Praia do Alentejo,e se for vivo já
    têm para mais de 80 anos.-
    Ainda cheguei a assistir a umas batucadas na sanzala,e bebi uma
    espécie de aguardente que eles faziam e que se chamava Kachi-
    pemba.-
    Belos tempos,era sinal que tinhamos 20 anos e não sessenta.-
    O tempo não volta para trás mas recordar é viver.-

    Um abraço amigo a todos os companheiros desta zona,do ex.
    militar João Abreu

    • Caro amigo, o Garcia podia valer pouco mas a mulher branca que tinha, que nem era grande brasa, fazia entesar o pessoal. Os soldados que estavam de sentinela no posto mais próximo da casa dele diziam que quando ela estava a lavar a roupa no tanque que tinha no quintal tirava as cuecas para as lavar, só para provocar o pessoal!

  3. Como antigo residente de São Salvador lembrei-me de navegar na Net com intenção de encontrar algo que me fizesse recordar essa bela Terra.
    A maioria dos graduados da vossa Companhia (CC.3413) conhecem-me porque privei com eles no Luvo e Mamarrosa quando fui o responsável pelo Posto Administrativo. Habitualmente e não tendo sido Militar da vossa Companhia sou convidado para os vossos almoços de convívio, o último em que estive presente foi da responsabilidade do Quim Varela e realizou-se em Montemor-o-Novo.
    Sinto saudades desses tempos e recordo o vosso Capitão, que na altura, tratava todos por Camaradas. Também recordo um ataque que foi feito ao Luvo e que ninguém esperava, nesse tempo além de um vosso Pelotão, havia vários civis da Polícia Fiscal, DGS, Alfândega e eu como Administrador.
    Recordo igualmente as caçadas e os petiscos que eram feitos com a caça que abatíamos e das cervejas que vinham do Zaire.
    Passados tantos anos, estes episódios fazem renascer a saudade e cria em nós uma vontade, cada vez maior, de voltar a encontrar velhos amigos.
    A saudade é uma palavra bem portuguesa e só nós é que lhe damos o verdadeiro valor.
    Campo Maior, 5 de Agosto de 2010
    Tiago Veríssimo

  4. Fui militar também nesta cidade, PAD 3070 desde dezembro de 1971 a março de 1974.
    Para alem do Estrela do Congo ainda hoje a funcionar havia o também famoso,C.R.E.S.S.A. restaurante,cinema e campo de jogos onde realizavamos os famosos torneios de futebol de salão.
    O Salvador Beltrão tinha também uma grande loja…….e as fazendas.
    Um abraço a todos

    • Olá a todos,também eu estive em S. Salvador no PAD 3070 de 1971 a 1974 e gostaria de ter o contacto do Joaquim Grilo que foi meu camarada no dito pelotão, eu chamo-me Casimiro do Nascimento e era cozinheiro da messe de oficiais.
      Um abraço

    • Olá Casimiro, então como é amigo, tudo em ordem ???

      Recordando a magia de Africa ?

      Todos esses nomes de localidades e quartéis, como sabes, iam abastecer ai nosso P .A. D.-Daí que eu os conheça todos, pelo menos de nome, já que as colunas não iam a S. Salvador, sem passarem por nós, a levantar o material auto.

      Não posso ver estes sites muitas vezes, pois ” mexe “comigo.

      deixei de

      Abraço,

      Dá notícias.

    • Olá grilo, sou o Guerra. Já nos encontrmos uma vez ou duas em Sangalhos, mas depois desapareceste do mapa!

      dá notícias. O Casimiro do Nascimanto( cozinheiro da messe ), anda á tua procura ; vê se arranjas uns minutos para responderes, s, f, favor.

      Abraço.

  5. Estimado Amigo Veríssimo

    Só para lhe dizer que fui uma vez a uma caçada consigo e o Dr. Pratas Vital e mais malta
    Quando for a Portugal gostaria de ter mais contactos com a malta que esteve nessa altura em S.Salvador.
    Eu era furriel miliciano enfermeiro e trabalhava também para a Junta Autónoma de Estradas.
    Vivo presentemente na Suíça
    Não sei se fazem almoços de convívio com a malta do Comando de Sector “ZAI”.
    Um abraço

  6. Dos muitos comentários lidos foi o do colega M. Gonçalves de 6/12/2009 que me avivou a memória do tempo passado em S. Salvador pelo facto de ter coincidido com a minha estadia. Cheguei lá em meados de 1962, já com um ano de Angola, beneficiando de um período bastante calmo. Não me recordo da sua Companhia até por não conhecer os muitos colegas que por lá encontrei pela sua agregação à Unidade Militar a que pertenciam.
    Estive acantonado em S. Salvador até conseguirmos instalações na Calambata, tendo-me deslocado a Cuimba -Luvo – M´Pozo – Lucossa – Madimba (Fazenda Primavera, onde tinhamos um Pelotão) – Lucossa- Noqui. Locais que o colega Gonçalves se recorda. Em Maio de 1963 regressei à Metrópole. Retribuo saudações
    Um abraço

    • meu caro lemos será que ainda não tinha m´pala que era muito perto de m´pozo ficava na bifurcação de quem vinha de são salvador do Congo se dobrasse à direita ia para nóqui e se seguisse em frente ia para tomboco e muitos outros lugares eu por lá estive e fui muitas vezes a são salvador do congo, nóqui, lufico, tomboco, ambriz ambrizete e por esses lugares todos de 65 até final de 66. Depois viemos para luanda mas para fazermos operações nos lugares piores que tinha como fazenda maria fernanda. fazenda do margarido e muito mais ali não passou cristo ó lugar ruim em tudo picadas ruins cheias de lama ou poeira árvores no meio da picada minas emboscadas mas os turras nessa época eram muito ruins e nós colocávamos eles para nascer depois do outro morro bala não matava turra e abraços a todos.

    • Caro Cremon Lemos, permita que o trate assim. De visita, hoje, ao site, encontro motivos para me sentir como se estivesse, de novo, na mesma zona. Em meados de 1962 ainda me encontrava em S. Salvador, de onde sai apenas em Dezembro. Estive um ano quase por inteiro por lá, integrado na 4ª Companhia, que pertencia ao BC3, com sede em Carmona (Uije), da incorporação de Angola. Estávamos instalados frente ao antigo hospital, na parte mais alta da ‘cidade’. Também tivemos durante alguns meses um destacamento colocado na Fazenda Primavera. Eu próprio estive lá por duas vezes. A primeira, em Fevereiro de 1962. Fomos por um mês, mas estivemos muito mais tempo, porque não havia condições para substituição. Durante a permanência ali, fazíamos reconhecimentos na área e ‘visitas’ a Madimba, além de deslocações à sede da companhia, para reabastecimento. Aquela povoação faz parte da hitória da guerra devido ao massacre de que foi vítima parte da sua população no início da onda trágica que varreu o Norte de Angola. Após a sua reocupação por uma das Companhia idas da Metrópole, ali foi mantido um destacamanento, depois colocado na Fazenda Primavera, por oferecer melhores condições. Havia boas mangas na Madimba! Numa operação na zona, em que não participei pessoalmente, um grupo nosso recuperou uma ex-aluna do Colégio das Madres, em S. Salvador, que tratámos com todos os cuidados até se tornar possível a evacuação para S. Salvador. Disseram os médicos que foi milagre salvá-la. O enfermeiro (maqueiro) que tínhamos no destacamento, pertencente ao contingente da Metrópole, como se dizia na altura, fez esse milagre. Só visto! Como o meu Amigo diz que também tiveram um pelotão na Fazenda Primavera, penso que terá sido já em 1963, depois da minha saída de S. Salvador. Foi também já depois da minha ida para o Lobito que tive conhecimento da morte do encarregado da Fazenda Primavera, cujo nome não me recordo, vítima do rebentamento de uma mina no itinerário para S. Salvador. Lembro-me, ainda, isso sim, do sr. Graça, que também fazia parte do pessoal civil que lá estava.
      Fico satisfeito pelo facto de o meu comentário anterior o ter ajudado a ‘reviver’ uma época que recordamos para sempre!
      Os melhores cumprimentos.
      M. Gonçalves

  7. Olá a todos. Eu também estive em São Salvador desde os 3 anos até aos 6,em 1970. O meu pai também esteve na calambata na tropa, a partir do ano 1963. Não me lembro qual foi o nº de batalhão de caçadores. Ainda me lembro de São Salvador. Andei na escola nas freiras, morava perto do palácio do governador e da casa dele. Não me lembro bem do que vou escrever, mas os meus pais dizem que os tropas iam lá a casa buscar mamões e iam levavam muitos que os meus pais lhes davam. Cada mamoeiro dava muitos mamões. Que maravilha. Que pena termos perdido estas coisas boas. O sr Garcia (não conheci acho eu) é que era má pessoa.

  8. Para Lurdes

    As datas que indica levantam-me algumas dúvidas sobre uma possivel coiincidência dado que deixei a Calambata em Abril de 1963, havendo alguns militares (por menos um) que optou refazer a sua vida em S.Salvador. Como nem 1970 permanecia no colégio das madres, e em 1963 seu Pai eteve na Calambata , haverá alguma coincidência?
    Melhores cumprimentos
    CREMON

  9. Não. Peço desculpa, mais tarde tirei dúvidas com a família. O meu pai não fez a tropa em calambata, dávamos mamões para os tropas que lá estavam. E eu fiz confusão. Mas nessa altura. Em 1963 é que o meu pai foi para a tropa, cumprindo-a em Cabinda.

    • Para Lurdes
      Os meus agradecimentos por se ter dignado responder ás dúvidas por mim
      levantadas. Estive um dia no colégio das Madres para comprar um leitão
      para, na minha Companhia, proporcionar a matança do mesmo dado que 90% dos militares eram oriundos do Norte, mais precisamente dos arredores do Porto.
      Melhores cumprimentos
      CREMON

  10. Olá rapaziada ,

    Sou o guerra, que estava na secção de abastecimentos de peças ( sobressalentes ), no PAD 3 070 .

    Jogava a guarda-redes nos torneios de futebol de salão… não éramos os melhores porque tínhamos lá a equipa da JAEA , que, mesmo jogando descalços, alguns, ganhavam-nos amiúde.

    Claro que há muito que contar, muitas histórias ( verdadeiras ), para explorar…

    Já aqui vi comentários do Nascimento, que já me contactou, e daí para a frente estamos em contacto, até pelo menos Maio,o mês em que o espero encontrar ao fim de 37 anos , actualmente ele está na Suíça .

    Também reparei no contacto do Joaquim Grilo , não podia deixar de reparar ; foram dois anos e meio juntos… ele chegou a aparecer nalguns almoços em Sangalhos, mas depois deixou de aparecer .

    Grilo, se leres esta mensagem, é favor contactares .

    Abraço para toda a malta que esteve ou passou por S. Savador do Congo, “exijo ” contactos, mesmo daquele pessoal das companhias do sector que iam á minha secção,levantar o material auto..

    • Olá Guerra:
      Vou apenas recordar os golitos que te marquei. Estive no Comado de Agrupamento do Sector Zaire desde 1971 a 1973 e jogava futebol de Salão pelo Cressa, digo, marquei-te golitos pela certa pois quase sempre fazia o gosto ao pé, sou o “pina” fui escriturário e fazia as listagens e chamadas para embarque do Nord-Atlas às terças e sabados.Um abraço, Feliz Natal. Boas saídas e melhores entradas do Ano Novo.

  11. Sou novamente o Guerra, do P A D, 3 070, de S. Salvador do Congo. 71/74

    deixei o comentário anterior, mas ninguém passou cartão… ninguém reagiu ás provocações ….

    Copncretizou-se a visita do Casimiro do Nascimento a Lisboa, onde um pequeno grupo de camaradas almoçou e confraternizou.É sempre gratificante receber e ver um companheiro que não se mostrava desde a peluda. O Casimiro veio de propósito da Suiça para estar presente neste almoço. Merece dizer-lhe que com amigos e camaradas destes, o mundo e a vivencia das pessoas era incomensurávelmente malhor. Este camarada merece toda a consideração e respeito pela sua atitude .

    Um abraço para todos, e vejam lá se arranjam uns minutos para comunicar, até porque a maioria estará reformada….

    João Guerra

  12. Para Manuel Gonçalves
    Li os seus comentários de 8 de Abril e regozigei por finalmente trocar impressões sobre lugares que palmilhámos na mesma altura e em igual missão.
    Pela data a que se refere da sua saída da fazenda Primavera, estou certo
    que não vou errar se afirmar que teria sido um pelotão da minha Companhia que o rendeu. Procurarei ser mais preciso. Pertenci à Comp. Artilharia 86 que foi para Angola no Niassa em Abril de l961. Já em Luanda fui para o Sul onde permaneci um ano. Em Abril/Maio de l962 fui para S. Salvador, sendo destacado para a Calambata. Depois de permanecer
    na Lucossa alguns meses a dar protecção às Obras Públicas (reparação da estrada para NOQUI), regressei àquela localidade. Entretanto um pelotão comandado pelo Alferes Cecilio

  13. cont. 20 Julho 10:56
    Só hoje deparei ou por problema do sistema, ou quiçá, por “nabiça” a minha tentativa de pormenorizar a minha presença em S. Salvador, ficou
    gorada. As minhas desculpas.
    Dizia que o pelotão comandado pelo Alfares Cecílio tinha sido destacado para Madimba, tendo no entanto sofrido um rebentamento de uma mina cuja viatura (uma GMC) ficou inoperacional. Decorridos meses ainda se encontrava no mesmo local face às dificuldades de ser rebocada para S. Salvador.
    Estive naquele fazenda de passagem para uma operação de grande envergadura, comandada pelo então Coronel António Spínola em que intervieram várias Companhias. Aliás, sob o comando deste militar que admirei pela sua valentia e ousadia, participei em diversas operações. Não me vou alongar e um até breve.

  14. Fala em m’Pala, nome que já li em vários comentários, não conseguindo localizar pese ter andado por ali durante um ano sempre em grande mobilidade. Por outro lado poucos se referem a LUCOSSA, ponto obrigatório de passagem entre S.Salvador/M’Pozo/Noqui ou, se virassem para a direita, para Luvo e Mamarosa. Será que Lucossa virou M’Pala?
    Abraços

    • Caro Cremon de Lemos:
      Só hoje voltei a esta página e dei conta do seu comentário acerca da passagem pela Fazenda Primaverca (cerca de 50 kms de S. Salvador/M’ Banza Kongo). Como referi anteriormente, cumpri quase todo o ano de 1962 na 4ª Companhia, da incorporação local, que pertencia ao BC3, com sede em Carmona (Uije) e tinha outras companhias destacadas nos distritos do Uije e Zaire. Durante esse tempo estive destacado, por duas vezes, na Fazenda Primavera, onde outro pessoal da minha companhia foi substituido por colegas idos de Nova Lisboa (Huambo), também da incorporação local. O gerente da Fazenda Primavera, foi vítima do rebentamento de uma mina já depois de eu ter saído de S. Salvador, para o Lobito. Tenho uma foto onde ele também está a segurar uma cobra enorme que matámos numa das deslocações a S. Salvador, para reabastecimento. Poderei enviar-lha, para verificar se conheceu alguns dos civis que nos acompanhavam. As histórias que guardo da região são tantas, mas o meu Amigo também viveu situações idênticas. Só quem andou por lá sabe por aquilo que passou. Ah! O então ten. cor. Spínola, comandante do BCav 345 chegou a S. Salvador em fins de Maio, princípios de Junho de 1962. E a primeira grande operação que se realizou sob o su comando, com grande sucesso, foi na zona da Mamarrosa. Era, realmente, um militar e comandante extraordinário! Um grande Abraço!
      M. Gonçalves

  15. Falei das várias operações sob o comando do Ten. Cor. Spínola. E porquê
    se não pertencia a Cavalaria? Era de Artilharia Antiaérea quando saí. Chegado a Angola passei a Companhia de Artilharia, deixando o nome de Bateria. O nosso comando era por isso um militar com a patente de Capitão. Depois de um ano de Benguela fomos então para S. Salvador do Congo onde encontrámos já o Esquadrão do Ten. Coronel Spínola, sediado naquela cidade e com Companhias operacionais dispersadas (uma na Calambata, outra no M,Pozo e uma creio que em S. Salvador). Quando ia para o mato, como um grande senhor que era e que não sabia estar quieto,
    requisitava-nos um pelotão, por vezes dois, para nos juntarmos aos seus, perfazendo o número de militares suficientes para as operações que planeava, sempre objectivadas e com resultados previstos conseguidos. Foi no regresso de uma dessas operações que passei por Madimba mas ansioso por chegar a Calambata para tomar um banho e desenjuar de 15 dias de raçoes de reserva.

    Abraços e até breve

  16. Ola camaradas, eu tambem estive na Calambata em 1965/1967.Era o 1.cabo 1994/64 da companhia CART 775 e do 3. pelotao.Gostaria de contatar com alguem que tambem la esteve nessa data se possivel. Um abraco deste camarada que ja esta na Alemanha desde maio de 1971.

    • Caro amigo Risso, Estive na Buela de 1965 a 1967, passei varias vezes pela Calambata onde fiz alguns amigos pelo menos na classe de sargentos pois eu era Furriel Mil. mecânico amigos esses que um dia foram a Buela. Já lá vão 0 anos. Um abraço..

  17. Olá camaradas/companheiros de armas do Sector de S.Salvaddor do Congo/M’Banza Congo.om muito agrado,reler/lembrar a pista de terra batida de S.Salvador,ver o Nord Atlas a chegar ao fim da Pista e não levantar vôo,ter de
    sair do Avião para de novo tentar levantar no próximo dia,ir nesse Avião de boleia para Luanda para não gastar dinheiro na linha Comercial. Quão agradável é ouvir falar do Luvo,Mamarrosa,onde esperava os Camaradas da Canga,eu que vinha da Magina,depois do Luvo,ir ao Salvador Beltrão fazer compras, e à Sanzala.
    É-me muito agradavel tudo isto,relatar factos do Norte onde dei 2 anos da minha juventude.Ir no Nord Atlas e ele se incendiar num dos motores,o avião ir a Planar
    e que neste Avião era um baruloho ensurdecedor dos motores,e quando param os motores,era um silencio sepulcral,e todos esperando que o avião caísse,felizmen-
    te não caiu e aterramos só com 2 motores.Lembro com saudade que quando chegava a S.Salvador dava parte da minha ração de combate aos muidos nativos.-
    Tenho saudades de tudo e de todos.Muita nostalgia desses tempos,eu que acreditava que Angola teria de ter, um destino diferente.Estive na Magina
    e no Luvo de 01/1967 a 12/1969.Dei pela minha Pátria e por Angola,uma boa parte da minha juventude. Deseja para Angola o progreso maior do mundo.Julio Ferreira
    Valadares-Gaia.portoferreir@gmail.com

    • Caro Veterano Júlio Ferreira,
      Sempre que leio este seu comentário, e já o fiz por diversas vezes, faço algum esforço mental para ver se me recordo de si (pelo nome) e não consigo que se faça alguma luz. Face a essa minha dificuldade, agradeço o seu contributo, não só para o enriquecimento dos meus conhecimentos pessoais, mas também para a melhoria dos meus registos relativos à cronologia das unidades militares que estiveram nos aquartelamentos da Canga, Luvo, Mamarrosa e Magina Integrei a CArt.1405 (BArt. 1852), que esteve na Magina, talvez se recorde de mim; era condutor de um unimog e andava sempre com uma máquina fotográfica a registar alguns momentos, camaradas e paisagens, a Cart. 1404 esteve na Canga, a 1406 esteve no Luvo e a CCS ficou sediada na Mamarrosa. A presença destas unidades nesses locais decorreu de 02-09-1965 a 15-
      02-1967 e, além destas unidades, nesse período de tempo, que eu tenha conhecimento, também estavam algumas secçõe de pelotões de morteiros, cujos números desconheço e a CEng.1448 que lá ficou quando as nossas unidades foram rendidas. Será que o Ferreira pertencia a essa companhia, qual era o seu posto?
      Aquele abraço
      Horácio Marcelino

  18. Em l964já me encontrava na “Metrópole”, tendo regressado da Calambata em 1963. Não foi, por isso a sua Companhia que nos rendeu embora pense que usufruiu do forno e da cozinha, entre outras benfeitorias por nós efectuadas.Sendo oriunto da Arma de Artilharia, a que ramo pertencia e a que Quartel? Era da CART 86, fiz recruta em Cascais (Artilharia Antiaérea) e após ter dado instrução em Queluz fui mobilizado por Espinho em 1961.
    Um abraço e continuação de uma boa estadia na Alemanha

  19. Para Isidro Risso
    Embora omisso o destinatário, o comentário por mim efectuado em 17 de Janeiro, era-lhe dirigido face ao que escreveu em 4 do mesmo mês. Cumprimentos
    Cremon de Lemos

  20. Ola, Cremon Lemos Claro, que nao fui rendido por si, porque eu cheguei a Calambata em maio de 1965 estive la cerca de 22 meses, donde saimos arrasados, pois estivemos sempre de intervencao ao Setor e passamos quase todo o tempo em muitas operacoes. Eu pertencia ao BART778 e a CART775, fomos mobilizados pelo RAL 1, de Lisboa-Encarnacao. Muita saude para todos os ex-combatentes e um abraco de Isidro A.Risso

  21. Será que o autor deste blogue me pode contactar?Tenho imagens inéditas de uma festa em S.Salvador,em 1965,onde o meu grupo “The Kacymbados”tocou.Quem organizou essa festa foi o M.N.F.(Movimento Nacional Feminino).Não querem aproveitar?Estou com 70 anos.Qualquer dia morro e a mulher manda tudo pró lixo. Frias Gonçalves

  22. Aos Meus amigos do PAD 3070 em especial ao Guerra peço desculpa por nunca ter entrado em contacto com ele, é que não mais entrei neste Blog,e como tal não li a tua msg, neste momento estou em Angola, no Huambo antiga cidade de Nova lisboa, espero em breve estar por aí e deixo aqui o meu contacto para todos. portuga50@gmail.com, ou telefone fixo em Santarem. 243 769 345. A todos deixo um abraço e quem sabe se no Px. ano não farei o almoço da malta do PAD 3070.

  23. Olá camaradas

    Só hoje, por mero acaso, tomei conhecimento deste site onde encontrei inúmeras mensagens que me fizeram recordar os tempos da nossa juventude, bons, apesar de tudo.

    Esta mensagem é dirigida a todos vós que, como eu, passaram por S. Salvador do Congo, mas em especial para M. Gonçalves, que fala em lugares por eu também andei.

    Estive em Angola de agosto de 1965 a setembro de 1967, como fuririel miliciano da companhia de caçadores 1435, que passou quase toda a comissão no aquartelamento do Quiende, a cerca de 30 quilómetros a leste de S. Salvador. Ia com regular frequência a S. Salvador, praticamente todas as semanas, ora para reabastecimento de víveres para a companhia, ora para ir, muitas vezes ao cinema, e aos domingos ir ao comando do setor F buscar o capitão-capelão para celebrar missa numa pequena capela existente no quartel. O capelão mostrava-se muito mais interessado em saborear algum petisco que por acaso tivéssemos cozinhado na messe dos sargentos, do que em “salvar almas”. Aliás mostrava-se muito desapontado com a fraca assistência as suas missas – cerca de 10 por cento da população do Quiende. Comparava com a companhia que estava na Calambata, constituída maioritariamente por açorianos, muito mais crentes do que os alentejanos que eram a maioria da minha companhia, onde a missa era celebrada na parada e assistida por quase todos os militares.
    O Quiende era uma zona considerada “pacificada” e de passagem de nativos de e para o Congo. Ainda assim, enfrentamos pequenas escaramuças para os lados do M’Bridge. Uma das operações mais “chatas” que fazíamos era ir a Tomboco fazer escolta a viaturas civis a caminho de S. Salvador. Devido ao lamaçal em que se transformava a estrada na época das chuvas, alguns camiôes encontravam dificuldades para transitar nas subidas, acabando por derrapar e sair fora do piso, o que nos obrigava às mais incríveis manobras para desenrascar a situação. Quando íamos ao Tomboco íamos sempre munidos de rações de combate, pois o trajeto (cerca de 200 quilómetros) que em condições normais se fazia num dia, poderia demorar dois ou três. Deixámos de fazer essas escoltas quando em meados de 1966 foi colocada uma companhia no ZauEva, onde antes havia apenas um pequeno destacamento de uma companhia do Tomboco, que foi completamente dizimado num dos mais mortíferos ataques contra as nossas tropas.
    Nas nossas idas a S. Salvador, para além de nos reabastecermos de objetos de uso pessoa na loja do Salvador Beltrão, íamos com frequência ao restaurante Kimpala para saborear um deliciosa frango no churrasco, como até hoje nunna encontrei igual em parte alguma.
    Passamos cerca de 20 meses no quartel do Quiende, sem nada de muito especial ter acontecido, e fizemos algumas operaçoes em conjunto com outros agrupamentos, uma das quais nos levou à Serra da Canda (Cuimba) e os últimos 4 meses da comissão foram passados em São Salvador, num quartel muito razoável próximo do hospital, da administração local e do PAD. Deixámos de ser uma companhia operacional e apenas fazíamos patrulhamentos locais e serviço de ronda aos postos de vigia e segurança em redor da cidade que estava toda cercada de arame farpado, embora não fosse muito notório.
    Uma das nossas missões era levar mantimentos e correio a um pelotão da companhia 1520, aquartelada na Calambata, que estava destacado na Fazenda Primavera. Numa destas deslocações à Fazenda Primavera, o pelotão foi alvo de uma emboscada, tendo morrido dois saldos e sete ficaram feridos, dois com bastante gravidade. Foram as únicas baixas da companhia 1435, ironicamente registadas quando já não era uma companhia operacional e estava em São Salvador a “descansar” aguradando pelo regresso a Portugal. A data do regresso foi-nos comunicada no mesmo dia em que sofremos os dois mortos!

    • Tempoportugues

      Caro Adelino Ferreira, ao ler o seu comentário fui transportado para
      as memórias de Angola nos anos de 1965 a 1967. Passei três vezes pelo
      Quiende; a primeira quando integrado na culuna de viaturas cicis, com
      escolta militar, que transportava o BArt.1852, para os aquartelamentos
      da Mamarrosa, Magina (onde eu permaneci cerca de dezassete meses), a
      segunda quando numa operação militar de uma semana, com um poletão de
      cada companhia, percorremos o percurso da Canga ao Quiende, onde
      fomos recolhidos pelas viaturas, para regresso aos respetivos
      aquartelamentos e a terceira, quando o BArt. mudou para a zona do
      Lobito, Benguela, etc., uma das imagens, da minha autoria, é dessa
      altura (fev.1967).
      Também fui à Fazenda Primavera, meses antes da ocorrência que refere,
      quando transportei camaradas de então para uma operação de grande
      dimensão, opoiada pela aviação e que terminou cerca de uma semana
      depois próximo de São Salvador. Recordo-me desse triste acontecimento
      em que perderam a vida dois militares, um dos feridos foi o 1º cabo
      foto-cine (o Mendes) que projetava os filmes por quase todos os
      aquartelamentos da ZIN de S. Salvador, de quem fiquei amigo após a
      serviço militar. Creio que ainda mora na Venda Nova – Amadora. Esse
      acontecimento na zona do Tamboco, foi quase silenciado pelos
      aquartelamentos da zona, como outro ocorrido entre o M´Pozo e Nóqui,
      chegou a constar que, nos dois casos, perderam a vida mais de vinte
      militares. As outras duas imagens são de S. Salvador, nos anos de
      1965/1966 em que são notórias as áreas destinadas aos continentais e
      aos africanos, pode-se dizer que afronteira era pista de aviação.

      Aquele abraço,

      H.T.Marcelino

      Fotos:
      Quiende
      S.Salvador do Congo_1
      S.Salvador do Congo_2

    • ola camarada, gostei imenso de ter lido este seu comentario , lembrei-me de muitas situaçoes quase todas🙂 pertenci à mesma companhia 1435 1 cabo n 1039/64 do primeiro plutao SR Meira de Viana dos Castelo, obrigado pelo seu comentario!!!

      • Caro Camarada Joaquim Meira

        Recordo-me bem do si, do pelotão do alferes Macedo e, salvo erro, da secção do sargento Rosa, ou do furriel Pereira Júnior. Foi um prazer ter estabelecido este contacto. Tenho ido por várias vezes aos convívios dos ex-camaradas da 1435 que se têm realizado um pouco por todo o país, Évora, Tomar, Fátima, Gaia. O próximo deverá ter lugar em Maio, talvez numa localidade mais no centro do país, a fim de poder reunir o maior número possível de ex-combatentes da 1435. Saudações Adelino Ferreira

      • S.Salvador …..Minha terra como era Linda 🙂 a ti…. a todos os q la estiveram e aos q la ficaram….. a minha imensa gratidão por seres tão lembrada bem Haja

    • A 22 de Julho de 1967, fui eu , comandando o meu pelotão, para a Fazenda Primavera. Foram 15,5 meses quase contínuos, até princípio de Agosto de 1969 !!!
      martinsfons@gmail.com

  24. tempoportugues é um nome de um site meu que julgava desativado.
    Meu nome é Adelino Ferreira, natural dos Açores e residente há mais de 40 anos nos Estados Unidos

    • Adelino, lembro-me muito bem de ti, como o tempo passou tão depressa. Dei com este “site” hoje por mero acaso, comecei a ler os comentários, e acabei por te descobrir. Não te fazia nos USA, pensava que tinhas ficado pelos Açores. Não sei se te recordas de mim, fui durante 8 meses o furriel enfermeiro da companhia 1435. Depois por não ter feito continência a um capitão, parece de nome Santos Costa, fui castigado, com a transferência para uma companhia em Zala. Aliás eu e o furriel vago-mestre. Guardo as melhores recordações do Capitão, um homem justo, preocupado com o bem estar do pessoal, licenciado em filosofia, simples e amigo de todos. Só vos voltei a ver no regresso a Lisboa, passados 16 meses. As minhas maiores recordações, vão para a companhia de cavalaria, que por acaso não me lembro do número, onde passei a maior parte do tempo. Um grande abraço para ti, e talvez nos possamos encontrar um dia, quem sabe. Vivo no Estoril, já sou avô, e vivo um dia de cada vez, porque nesta idade, nada melhor que aproveitar o presente.

  25. Caro “camarada” H. T. Marcelino
    Apreciei imenso o seu comentário e ainda mais as fotos que disponibilizou, especialmente aquela em que se vê o aquartelamento do Quiende, que não era mau de todo quando comparado com outras instalações. Recordo bem a passagem do BArt 1852 pelo Quiende a caminho da Mamarrrosa. E se, não estou em erro, foi o meu pelotão que participou naquela operação que refere na Serra da Canda/Cuimba conjuntamente com outros pelotões. Recordo ter participado nessa operação ou noutra semelhante. Lembro-me de termos ficado atolados num pântano, do qual saímos após uma travessia de várias horas, com água acima da cintura, o que deu origem a que alguns soldados entrassem em pânico, com receio de afogamento. Enfim, são recordações de quase meio século que perduram para sempre.
    Vou com frequência a Portugal onde me tenho encontrado com alguns camaradas da C.Caç 1435, que residem em Lisboa, Santa Cruz, Torres Vedras, Bombarral, Évora e Borba. Quem sabe se um dia destes nos podemos encontrar se o meu amigo residir na área de Lisboa.

    Abraço
    Adelino Ferreira

    • Caro Adelino Ferreira,
      Folgo que tenha apreciado as imagens que enviei, também cedidas por mim já foram publicadas mais imagens relacionadas com S. Salvador, Magina, rio e mata do Luvo, etc. que possivelmente já foram visionadas pela sua pessoa. Aproveito para manifestar o meu apreço por este Blog estar aberto à participação de elementos exteriores à 3413 facto que me permitiu, após mais de quarenta e cinco, partilhar parte do meu arquivo de imagens e de memórias para além dos meus quotidianos relacionamentos. A propósito de se recordar da nossa passagem pelo Quiende, penso que isso talvez tenha a ver com o facto de no BArt. 1852 haver um número significativo de conterrâneos seus, só na Cart. 1405, à qual eu pertencia, que foi para a Magina, eram mais de vinte, o comandante, Cap. Afonso Moniz, que depois fez mais duas comissões em Angola, era de Ponta Delgada, para onde regressou tendo vindo, aí, a ser comandante da Polícia e, depois, da Proteção Civil, a ele se deve a constituição da filial da Associação dos Comandos, quando ainda a sede não tinha sido constituída. Caso seja oportuno, terei muito gosto em nos encontrármos, quando da sua vinda a Portugal. Eu e alguns camaradas (cerca de uma dúzia) que estiveram na Mamarrosa e na Magina, com os quais existem algumas afinidades do ponto de vista da amizade e geográficas, encontramo-nos com alguma regularidade, fora dos encontros anuais do Batalhão que este ano ninguém assumiu a reponsabilidade de organizar. Eu resido na margem Sul de Lisboa, no concelho do Seixal e o meu contato é horacio.marcelino@gmail.com e fico ao seu dispôr para o efeito.
      Aquele abraço,
      H.T. Marcelino

      • Caro Horácio Marcelino

        Muito obrigado pelo seu e-mail, que fez reavivar memórias de um tempo bastante distante, com muitas saudades apesar de tudo, agora que já sou septuagenário. Conheci muito bem o capitão Afonso Moniz, antes e depois da comissão em Angola, mas não foi por haver açorianos na 1852 que recordo a sua passagem pelo Quiende. Eu era o único natural dos Açores da C.Caç 1435, mobilizada pelo RI16, de Évora, com mais duas outras companhias independentes (1434 e 1436). Fizemos o IAO no Algarve (Serra de S. Miguel, em Moncarapacho) antes de seguirmos para Angola, em Agosto de 1965. Mais tarde vieram juntar-se à 1435 seis soldados oriundos dos Açores, todos para o meu pelotão que partira do «puto» desfalcado de pessoal. Não tenho a certeza, mas julgo que do quadro de oficiais da 1852 fazia parte o alferes Joaquim Gaio. Foi jornalista do extinato Século e reside aqui na minha zona já há anos. Chegou a trabalhar no jornal Portuguese Times, de que eu fui diretor por muitos anos, até me aposentar em Abril deste ano. O Joaquim Gaio agora é psicólogo clínico. Como lhe disse em anterior mensagem, vou com certa frquência a Portugal, muitas vezes apenas com a finalidade de participar em convívios de antigos camaradas, que se têm realizado em diversos pontos do país (Évora, Santarém, Lisboa, Fátima, Vila Nova de Gaia, Porto…) Somos cada vez menos e no convìvio deste ano, em Évora, participaram menos de 5 dezenas de ex-camaradas. Mentenho contactos muito próximos com três deles, furriéis como eu, o mais íntimo dos quais reside em Lisboa, mas tem casas em Borba e no sul de Lisboa, na Praia da Comporta. e que já me acolheu na sua residência. Um outro de quem sou também muito amigo reside no Bombarral, que ja me acolheu também em sua casa. Um outro amigo, bancário do BES, reside presentemente em Sana Crua, Torres Vedras, depois de ter feio toda a sua carreira em Lisboa. Se um dia me deslocar a Lisboa (normalmente fico no Hotel Mundial, no Martim Moniz) terei muito prazer em contactá-lo.

        Abraço Adelino Ferreira n

      • Ainda a tempo – “Googlei” o Quiende e deparei com algumas imagens onde se vêem intactas as instalaçóes que lá deixámos. Com a diferença de terem sido adicionadas algumas casas/barracões para alojamento de populações nativas que fugiram da guerra (ou foram por nós afugentados) refugiando-se no Congo ou simplesmente nas matas, como foi o caso de um agregado que descobrimos para os lados de MBridge, numa das mais difíceis operações que fizemos, já que tivemos de caminhar pé, na época das chuvas e trovoadas, mais de dois dias para cada lado, desbravando capim virgem de dois metros de altura..

        Aquele abraço Adelino Ferreira

  26. Olá, Grilo, estás desculpado… estes ” blogs ” não são fáceis de localizar, e o tempo vai passando, não é, ?

    Um dia paramos para pensar, e já estamos mais que SEXagenários e depois vai sendo tarde para nos irmos encontrando para recordar… que é viver como todos sabemos, e se dúvidas houvesse ficaria comprovado com a alegria manfestada sempre que nos encontramos.

    Esta parte da nossa vida marcou-nos a todos, pese embora o facto de muitos camaradas terem sofrido muito.

    Vai dando notícias, e não te esqueças que dia 6 de Abril, estaremos, alguns, em Lisboa, para uma almoçarada.

    Abraço.

    J Guerra

  27. Caros amigos combatentes.Como e bom recordar S.Salvador do Congo.Falando de mim: Depois da entrada para a recruta no C.I.C.A. 4 em Coimbra no dia 26 de Janeiro de 1970 especialidade no R.I.6 no Porto ,embarquei no Princepe Perfeito dia 15 de Julho,Chegada a Luanda (Grafanil) dia 25 do mesmo mes.Ate ao dia 15 de Agosto,foram dias bem passados.A partir dai comecou a camada guerra.Eu, mais o Rocha,o Pacheco e o Andrade fomos render uma seccao de transportes a S.Salvador do Congo.Saimos de Luanda as 5 horas da manha do dia 15 de Agosto de 1970.numa coluna chamada M.V.L. Nesse mesmo dia a tardinha vi o primeiro morto na picada. Foi uma viagem muito dura. A meio do dia seguinte chegamos a S.Salvador fim da viagem. Ficamos entao a pertencer ao Comando Setor Zaire.Nunca me esqueco da vizita que logo fizemos a capela mortuaria onde se encontravam dois caixoes com os corpos de dois militares prontos a serem enviados para a metropole para serem entregues as familias.A seguir foi a rendicao,pois so eramos 4 condutores a render outros tantos.Nunca me esqueco do camarada que fui render.Chama-se Jose Pedro Salvador natural de Peniche. Foi-nos entregue a cada um de nos uma arma(mauser)e um camiao(uma diamond).Quando recebi aquele monstro todo ele de ferro pensei logo que era o principio do fim, pois eu mal sabia andar de bicicleta .Muitos como eu chegamos a Angola praticamente sem formacao.Mas gacas a deus tudo comecou a correr bem.pois o sargento da seccao nos fez treinar bastante numa picada a volta do acampamento.A seguir chega a nossa batalha que era fazer transportes abastecendo companhias e pelotoes destacados pela zona.Fiz muitas viagens a fazenda Primavera e numa delas a Diamond eu mais seis camaradas e a carga nao estivemos muito longe do fundo do rio ao passar uma ponte antes da chegada a fazenda. Fiz uma dura viagem au Mavoio-Maquela do Zombo a onde fomos buscar uma companhia de T.es.A ida correu mais ou menos bem embora o grande respeito pela serra da canda.No regresso foi um grande problema com a viatura,pois os nossos camaradas de Maquela do Zombo que me fizeram o abastecimento,tinham a gazolina misturada com agua. (isto e apenas um exemplo como um camarada lixava o outro) .Estaria aqui toda a noite para contar tudo o que se passou.Passei pela maior parte do setor Zaire.Tambem nao me esqueco duma noite que fui fazer o transpote de bidoes de gazolina para os helicopetrs .Para onde? nao sei, talvez ao lufico.Foi tudo feito de noite Fui escoltado por uma companhia do B.T.R.que estava estacionado a saida de S.Salvador.Lembro-me que um camarada dessa companhia pediu-me se podia ir comigo. Eu ate agradeci para nao fazer a viagem sozinho,so que quando o capitao passa a revista antes da partida fez descer ocamrada dizendo que nesta viatura so ocondutor.Porque? nao sei.Sitios por onde passei?Lembro-me da Madimba Buela Zau-Eva Canga Luvaca Madimba Quiende e muito mais.Alguem que se lembre das Diamonds de S.Salvador de Agosto de 1970 a pricipios de 1972 so podia ser eu mais tres camaradas.Lembro-me muito bem do P.A.D.seria o 3070? Fui la varias vezes em servico com a Diamond levando sobretudo areia que ia busca-la a um rio perto do Quiende. Um dia dei um toque numa placa com o nome da rua que dava ao P.A.D..partiu-se e po isso tive que pagar 825 escudos senao um auto seria levantado .Nunca me esqucerei da missao catolica onde conheci a cara mais bonita que vi ate hoje .Alem dos condutores tive grandes amigos no pelotao de morteiiros Lembro-me do magalhaes e o Ramiro e o impedido do comandante o brigadeiro mais conhecido pelo nome de CAVALO BRANCO .Houve momentos bons mas tambem muitos maus pois infelizmente muitos caradas tombaram.Nao os aborreco mais. Muita saude e muitos anos de vida para os antigos combatentes.

  28. Caríssimo Araújo, claro que nãp me lembro de ti ( posso tratar pot tu, ? ),pelos motivos óbvios,,, não lidamos diretamente, e mesmo quan do assim foi, o tempo vai-se encarregando de diluir as nossas memórias, mas não fácilmente : muitas ficarão até á hora da grande viagem.

    em princípios de 72 já estavamos instalados no P A D 3070, em S. Salvador, +poprtanto se lá foste nesta altura, já eramos nós os ” donos ” daquelas instalçãoes. Já reparei que estiveste lá pouco tempo, nessa fase, inícios de 72, , Seremos então contemporâneos, e só por isso te envio um abraço,

    Se fores contendo algumas peripécias, cá estarei par te ajudar a recordar, até por que, ao fim e ao cabo, és mais 2 velhinho “…

    Abraço.

    J Guerra ( fiel ).

  29. Pergunto se alguém terá registos fotográficos, textos, ou outros sobre o Distrito do Zaire, entre 1965 e 1971, altura em que o Coronel Carlos Rodrigues dos Santos foi Governador.

    Obrigado.
    Carlos Santos

  30. Gostei imenso de ler alguns comentários relacionados com S. Salvador do Congo. Estive nesta localidade entre fev / 69 a abril / 71, exercendo as funções de comandante do Pelotão de Intendência 2103. Perdi o contato com todo o grupo, mas gostava imenso de me reencontrar com toda a rapaziada do meu tempo. fui informado por um brigadeiro angolano que o edificio da câmara foi destruído pelo MPLA, aquando da guerra civil, entre MPLA e UNITA.
    Um abraço
    José Claudino

    • Olá camaradas de vida militar e civis de S.Salvador do congo.
      Gostava de teclar com todos amigos e amigas que deixei nesta linda cidade onde fui militar entre 1971 e 1973. Estava no comando de Agrupamento, joguei futebol de salão pelo Cressa, éra conhecido pelo ” Pina ” éra eu que elaborava as listas de militares e civis para embarque no avião militar barriga de ginguba, muitas vezes joguei bilhar com o juiz do tribunal,onde ambos èramos razoàveis.vou deixar aqui o meu contacto – josecrrodrigues@hotmail.com
      Adorava ir a S.Salvador do Congo com mais amigos.

      • Pelo datas que aponta o José Carlos Rodrigues era do COM AGR nº 3955, que foi rendido pelo COM AGR nº 6008, que assumiu a responsallidade na ZA do Sector em 10OUT1973.
        Vem isto a propósito, pelo facto de eu ter sido contemporâneo de ambos, enquanto militar (alf. mil.) da C.ART. 3447 (Luvaca) do B.ART.3859 (Cuimba), no Sub-Sector CUI de 07DEZ1971 a 15FEV1974.
        Nas escoltas ao M.V.L./ M.V.C. em FEV1973 e JAN1974, São Salvador esteve por muitas vezes na minha rota, por força das circunstâncias.
        Depois de regressado, houve um tempo em que procurei conhecer todas as “histórias das unidades” que estiveram no “Sub-Sector CUI”, bem como dos Comandos de Agrupamento que coincidiram com a minha presença por aquelas paragens, das quais muitas tenho cópia.
        Fiquei pois curioso de saber se terá conhecimento ou detém a “História da Unidade do Com. Agr. nº 3955”, já que a do 6008 tenho cópia quase integral.
        humb_fern@netcabo.pt
        Irei contacta-lo.
        Para o que tenham por conveniente (dirigindo-me agora genericamente aos que visitam o site) é só falarmos.

  31. Caro amigo: Este nome ” PINA ” e jogador de futebol de salao, diz-me qualquer coisa. Eras um rapaz nao muito alto e um pouco gordito? Eras radio-telegrafista?Eu tambem estive no comando de agrupamento junto a pista. Era condutor auto da seccao de transportes ” AS DIAMONDES ” Um pouco mais velho,pois estive la desde agosto de 1970 ate finais de 1971. Um abraco.

    • Caro araujo:
      Eu èra escriturário, o tal gordito e tambem escriturario seria o Afonso, este estava na secretaria. O importante è que estivemos lá na linda cidade e nos deixa saudades, tambem tentei saber do Sr. Ferreira, dono do Hotel Estrela e até à data nada soube, enfim são só saudades, amigo eu sou de Lisboa, se for preciso alguma informação estou ao dispôr. Um abraço

  32. Caro Rodrigues: Obrigado pela sua disposiçao. Ja agora aproveito. Havia um furriel muito meu amigo natural de Tras os Montes que se nao estou errado tambem estava na secretaria. Se realmente lidou consigo lembra-se do nome? Como eu sou de Mirandela e conheço a terra dele gostaria de procura-lo.Ele gostava muito de caçar e como a minha arma era uma Mauser eu emprestava-lha.O nome dele é que desapareceu da minha memoria. Um abraço e muito obrigado.

    • Amigo Araujo
      Poucos nomes me recordo, mas na secretaria estava um 1º. sargento (alentejano) um alferes que tinha estado no seminario, e três cabos escriturarios, horacio (alentejano), Ales (Monção), Brito de Mangualde e Afonso que è de Rio Tinto, eu fui para o Comando de Agrp. a 4 de Julho de 1971 e regressei a Luanda a 26 de Out de 1973. Na secção de Operações estava um T.Cornel de nome Forte Faria que foi rendido pelo capitão Melo Antunes, passado pouco tempo foi a Major, com ele estava um escriturario de Covelhinhas ou Covelinhas sei que è a seguir `Regua, Tambem estava um alferes de nome Guerreiro que è de V.R.S.Antonio, havia furriel mas não me recordo o nome que èra um fanatico pela caça, ele pertencia aos transportes.
      Amigo Araujo, sinceramente não me recordo de algum furriel ser transmontano, no entanto vou entrar em contacto com alguns companheiros e breve darei noticias.
      Um abraço Araujo

  33. Amigo Rodrigues: Tenho muito a agradecer-lhe a sua rapida resposta. E natural que na data da sua chegada, o tal furriel ja tivesse regressado a metropole,pois na data que eu cheguei “16 de agosto de 1970” ja la estava. De toda a maneira muito obrigado e votos de um feliz NATAL e um prospero ANO NOVO Um abraço..

    • Amigo Araujo:
      Estou sempre desponível para trocar ideias e recordações dos veteranos de S.Salvador do Congo. Lembrei-me dum furriel que esteve lá na data o nome é Torrão, diz alguma coisa?.
      Feliz NATAL com boas saídas do Ano e um prospero ANO NOVO.

  34. Para os antigos combatentes, de todas as datas, e dos tres ramos das forças armadas, desejo um bom final de 2013, e que o 2014 seja repleto de muita paz e muita saude. Para todos um grande abraço.

  35. Caro José Carlos Rodrigues, ( Pina )
    Realmente não me consigo lembrar do teu ” fácies “, mas é verdade que embarquei nesse avião ( barriga de ginguba ), algumas vezes, até Luanda.

    E recordo um tal Pina…. mas um que até dedilhava uns acordes numa guitarra, se a memória me não falha.

    Quanto aos golos, não me deves ter marcado muitos, pois eu não deixava…. vê lá a carreira que nos passou ao lado.!!

    Vai comunicando.

    Abraço.

    João Guerra

    Um Grande abraço, e um bom ano também para ti

    • Amigo Guerra:
      Voltando a uns bons anos atrás vou tentar recordar os belos momentos de S.Salvador. Claro que fazia barulho com uma viola que tinha comprado na loja verde, mas devo dizer com toda a honestidade que era um desastre a tocar e a cantar.
      Voltando ao futebol-salão, tambem não èra craque, ia marcando uns golitos. Em relação ao barriga de ginguba e as ditas viagens a Luanda, é certo que éra eu que elaborava as listas e fazia a referida chamada para a entrada no avião. Amigo Guerra espero que tenhas tido boas festas e um ano novo com tudo de bom. Só um pergunta, de onde ès e vives, eu sou de Lisboa e vivo nesta cidade, salvo quando vou de quinze em quinze dias para o Algarve. Podes dar noticias para o meu mail, ( josecrrodrigues@hotmail.com).
      Um abração
      Rodrigues (Pina)

      • Amigo Guerra
        Houve algum problema? não disseste mais nada.
        Tenho tentado contatar com antigos militares, mas o pessoal parece desmotivado em trocar mensagens.
        Um abração
        Rodrigues ( Pina )

  36. Após ter lido vários relatos sobre M’BANZA CONGO, gostaria de ser contactada por pessoas que tenham fotografias e relatos de vida na Província do Zaire, em Angola, no tempo colonial ou posterior.
    Os meus agradecimentos
    Maria Morais
    mcmorais18@gmail.com

  37. Bom dia a todos os combatentes do ultramar. Alguemme pode dar informaçoes sobre o paradeiro dos cabos mecanicos de nome CRUZ de Santo Tirso e VIEGAS de Lisboa? Mais o Magalhaes e o Ramiro do pelotao de morteiros? Todos eles estavam comigo no comando de setor Zaire em S.Salvador do Congo nos anos de 1970/71. Recordo tambem os amigos cozinheiros cujo dormitorio era pegado com o nosso “os condutores da secçao de transportes OS DIAMONDES¨. O meu muito obrigado. Jose Araujo o MIRANDELA.

  38. Estive em S.Salvador entre agosto/69 e Agosto/71, sou o cabo ventura da 1ª ASecção, gostava de saber novas vossas,O Magalhães há jáj uns dias que nada sei dele, falo frequentemente com o Moleiro e com o Damião, com o Sequeira e com o Matos.

  39. li com muita atencao a maior parte dos comentarios dos antigos combatentes que acompanham este blogue e que passaram, em anos diferentes pelo norte de Angola, mais propriamente na zona considerada Sector Zaire. onde tambem eu fiz parte do Comando de Agrupamento 3955 entre 1971 e 1973 como escriturario.
    Sou o Sergio Ventura. O nosso Cmd de Agrup nunca teve a tradicao de organizar convivios e alguns contactos, se os havia,o tempo e as vidas de cada um se encarregaram de os desmemorizar. Com efeito, tambem eu tenho lembrancas daqueles tempos passados por ser naquela altura um jovem com 21 anos , mas estamos a falar de uma guerra escusada e que em muitos camaradas nossos e suas familias lhes causaram muitos danos .
    Eu fui escriturario no tempo do Brigadeiro Alberty Correia ja falecido e que tinha uma letra muito dificil . A nossa Unidade militar sofreu uma baixa de peso nao em consequencia de qualquer ataque mas sim num atropelamento em Lisboa do Major Lobo da Costa, quando veio passar o Natal com a sua familia passados seis meses de estarmos em S Salkvador. E ra ele o Oficial de Operacoes e Informacoes A partir daquela altura e com muito pesar de todo o efectivo veio de uma Companhia da Zona Leste o capitao Ernesto Melo Antunes para assumir o cargo de Major de OPeracoes deixado pelo Major Lobo da Costa. Volvido uns meses assumiu aquele cargo o Major Ramalhinho Duarte de quem eu tenho muita saudade pois era a antitese do outro alegre, humano , amigo. Atencao que o Major Melo Antunes Em boa verdade e ees era um homem espectacular mas muito reservado, que o digam os oficiais que vinham a S Salvador para reunir com ele e na minha opiniao ja se desenhava ali o 25 de Abril isto durante 1973.
    Agora, respondo ao Jose Carlos Rosa Rodrigues, que ja nao se lembra de mim e se alvora de grande jogador de futebol de salao.Nunca dei por isso mas se calhar estou enganado!!!!!
    Estou a brincar. Covelinhas era a terra de minha mae. Esdtiveste la ainda o meu filho tinha apenas um ano hohe ja tem 40 anos da aulas em Cascais.Gostaria um dia de nos encontrarmos todos os escriturarios a saber Tu, o Afonso, o Horacio o Ales,o Lima,o Arlindo e o BRITO.
    E verdade que ja se passaram 45 anos e so espero que estejam todos vivos.SAUDACOES A TODOS

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