A Mamarrosa, antes de nós

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A 9 de Abril de 1972, chegámos à Mamarrosa para render a C.Caç. 2676, tal como a nossa também formada no BII 17, Angra do Heroísmo.

Há dias um companheiro da C.Caç. 2676, Carlos Santos, fez aqui um comentário e já trocamos informações:

“Nos primeiros tempos, mais de metade da comissão não tivemos problemas, mas quando o responsável da fazenda foi substituído, sentiu-se a diferença. Passado pouco tempo rebentaram com um unimog e depois com uma berliet. Dizia-se que com o anterior sujeito havia alguma cumplicidade com o in. e isso era bom para nós. Aliás íamos à caça com ele, mas tínhamos que ir à civil e com carabinas que ele nos emprestava.”

Durante a nossa estadia, lembro-me que o responsável dos trabalhadores da fazenda de café era o Sr. Garcia e na serração mandava um senhor que agora não me recordo do nome, mas que julgo seria natural de Castanheira do Ribatejo.

Nós usufruímos de muitas benfeitorias que a nossa antecessora (C.Caç. 2676) realizou nas instalações do aquartelamento, como foi o caso das instalações dos sargentos que, no dizer de Carlos Santos eram de madeira, e foram reconstruídas com tijolo feito artesanalmente, um autêntico trabalho de formiguinha. Aqui fica uma foto da obra realizada.

messe_sargentos

Não sabemos como estarão esses edifícios, mas certamente darão jeito aos milhares de refugiados angolanos que estão a ser expulsos da RDCongo. Uma das principais fronteiras que está a ser utilizada é a do Luvo, onde as notícias referem já mais de 25 mil, que estão a ser encaminhados para o centro de acolhimento da Mamarrosa. A agência AngolaPress refere “Mama Rosa” e outras vezes “Mamã Rosa”. Sabemos que depois da independência muitos lugares mudaram de nome, não será o caso deste, é talvez uma questão de semântica, mas para nós era e será sempre “Mamarrosa”.

frota_mamarrosa

Aqui está uma foto da Mamarrosa da colecção de  Carlos Santos  e podem ver mais no seguinte link:

http://fotos.sapo.pt/marquessantos/playview/18

Mário Mendes

One thought on “A Mamarrosa, antes de nós

  1. Da CCaç.2676 apenas me lembro deles estarem decepcionados com o facto de já sermos “velhinhos” quando chegámos à Mamarrosa e ainda por cima do BII17.
    Não nos puderam assim fazer a recepção da praxe como era habitual para com os maçaricos.
    Alguns dos açorianos tinham familiares e conhecidos nesta companhia e festa passou-se mais entre eles.
    Quanto à grafia da nossa Mamarrosa, o escritor João de Melo nas referências que nos faz no seu célebre livro “Autópsia de um Mar de Ruínas” (Publicações D. Quixote, 6.ª edição, Lisboa, 1997, pp.23 e 274), chama-lhe “Mama Rosa”.

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