O embalsamado

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O embalsamado

Durante a guerra colonial, havia também muito tempo livre que precisava ser ocupado, porque o ócio propiciava “cacimbo”.

Assim, alguns entretêm-se a jogar às cartas, a tocar guitarra, a fazer bricolage, etc., e havia também quem se dedicasse à arte de embalsamador de troféus de caça, como cabeças de animais ou pássaros exóticos.

Um dos produtos utilizados na arte do embalsamamento é o formol, um líquido tóxico e corrosivo.

Numa das casernas da C.Caç. 3413, na Mamarrosa, sei que um “artista” teve o descuido de colocar um garrafão de formol junto a outro com água, sem qualquer indicação.

Um belo dia, o companheiro Geraldo (Tomás Alberto da Silva Geraldo) na ânsia de matar a sede, meteu à boca o garrafão errado, e engoliu um bom golo do produto.

Foi de imediato evacuado para Luanda, onde lhe fizeram uma lavagem ao estômago. Regressou algum tempo depois, sem qualquer aparente sequela.

Livrou-se de uma boa, do que não se livrou foi do cognome que teve que carregar durante o resto da comissão: “Geraldo, o embalsamado

Mário Mendes

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