A hora do rancho

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cozinha_mamarrosa

Esta era a cozinha da Mamarrosa, vendo-se ao fundo o refeitório das praças. Quem é o cozinheiro? Penso que seja o Fontoura, mas não tenho a certeza. Pessoal da C.Caç. 3413, dêem o vosso palpite, aceitam-se apostas.

Quanto à comida, tenho a noção que aos domingos era muito aguardado o frango assado, e uma vez por semana também o bife com batata frita e ovo a “cavalo”. Nos outros dias, ou era feijão ou arroz caldeados com piscas (bocadinhos) de carne, salsichas, atum, etc… quem souber mais que isto, que fale, eu nessa altura era um “pisco” para comer! De peixe, que devia ser raro, nem me lembro.

Por vezes o rancho era melhorado, à conta de uma pacaça, uma gazela ou até um burro do mato, que algum caçador com jeito para a arte venatória (o furriel Maia era um deles) lograva “cobrar”. Olhem para este exemplar de pacaça!

pacaca

A vida do vago-mestre não deveria ser fácil, o exercício de alimentar tantas bocas, sem ouvir “bocas” era complicado. Durante um mês no Luvo, também eu exerci essa função, nas férias do furriel Silva. Quando ele chegou, ouvi das boas, o stock de ovos tinha esgotado porque o pessoal gostava muito de ovos estrelados ao pequeno almoço … (ó Silva, desculpa lá o mau jeito, eu atirador me confesso, não tinha qualquer jeito para tomar conta da messe!).

(Mário Mendes)

2 thoughts on “A hora do rancho

  1. Sinceramente da cozinha não me recordo muito. Lembro-me, sim, dos petiscos que fazíamos no “Motel TRMS”, com o Ferreira como cozinheiro, sempre que se conseguia sacar alguns nacos de pacassa, gazela, burro do mato, javali, etc., ou comprar na sanzala algum frango ou cabrito.
    Isto, na Mamarrosa, onde as instalações das TRMS eram boas e onde tínhamos mesmo uma esplanada fresca, envolta em trepadeiras.
    Recordo-me que alguns finórios esquisitos da nossa secção praticamente só se alimentavam de ovos com salsichas. Para estes a guerra foi mais difícil.
    Nos barbicus que fazíamos compareciam também alguns camaradas especialistas, como os enfermeiros, e alguns furriéis e alferes, como o Alves, Correia, Pinto, Igrejas e Fernandes.
    Lembro-me das caçadas que fazíamos, onde por vezes matávamos várias peças, mas a carne raramente aparecia em mais do que uma refeição. Alguns afirmavam que se evaporava sob o calor tropical.
    O Ferreira tornou-se mais tarde industrial de restauração em Lisboa, e foi num dos seus restaurantes que se realizou o nosso primeiro encontro.
    Saudações do JS

  2. Sinceramente não me parece nada o Fontoura, até porque ele normalmente estava no Luvo . Parece-me um cozinheiro açoreano, ma o nome já não vou lá.Agora a imagem ao fundo é de certeza a “messe” dos sargentos com a cozinha, onde imperava o Fernando, e ao mais ao lado a casa de banho e depois onde dormíamos. Chamo a atenção para os “maples e sofás” que vemos por ao fundo por cima do panelão…

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