Ataque ao Luvo

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zaire_luvo

O aquartelamento do Luvo fica situado na fronteira norte de Angola, a escassos 300 metros da fronteira da República Democrática do Congo (ex-Congo belga). Sobre o rio Luvo que lhe dá o nome, a travessia para o outro lado era feita por um velha ponte metálica com tabuleiro em madeira.ponte

A povoação de Mamarrosa, onde existia uma roça de café e serração de madeiras, pertencente ao empresário Salvador Beltrão, sede da nossa Companhia, foi em tempos defendida por um Batalhão, que assegurava a defesa do Posto do Luvo com uma Companhia. Em 1969 ainda estava instalado neste local um batalhão que guarnecia os aquartelamentos de Luvo, Canga e M´Pozo com uma companhia em cada. Era zona da FNLA, e durante muito tempo vivemos uma paz tranquila e tácita, pois com 50 homens pouco mais podíamos fazer do que guardar o aquartelamento e ao inimigo também não interessava a estratégia do “bate e foge” característica da luta de guerrilha nas fronteiras, porque precisava de se infiltrar no interior do território, e foi talvez por isso que as chefias militares entenderam reduzir o pessoal nesta zona (uma companhia para a Mamarrosa, e 2 grupos de combate para o Luvo). Este local, apesar de não ter população civil, possuía um governador territorial, guarda-fiscal e DGS (eufemismo da ex-PIDE), símbolos importantes da administração, pelo que não se entende a razão de tão fraca guarnição militar. A foto aérea do local prova o evidente.

luvo_aereo

A FNLA, de Holden Roberto, não conseguia grandes proezas no interior do território, e cada vez mais pressionada pelos seus apoiantes internacionais para “apresentar serviço” decide então mudar de táctica, aquela que nós temíamos, e começa a atacar as zonas de fronteira, refugiando-se de seguida no Congo. Ora o Luvo estava mesmo ali à mão. A noite estava estrelada naquele 22 de Outubro de 1972. Um grupo de camaradas jogava as cartas na cantina, e por volta da meia-noite dirigem-se às casernas para dormir. Os cães ladram insistentemente, facto que foi comentado, mas sem lhe dar mais importância cada um lá foi para o “vale de lençóis”.

Naquela manhã estava combinado que um grupo comandado pelo furriel Maia iria à caça (grande caçador este Maia, um dia matou uma perdiz em voo com uma espingarda mauser), para uma lagoa onde bebiam pacassas, gazelas, burros do mato e outros animais que nos serviam para o “rancho melhorado” de alguns dias, e por volta das 5 horas já estão preparados para partir. Eis que ouvem um silvo enorme acompanhado de tiros vindos de um morro ali próximo. Num ápice aquele grupo vai para um abrigo e juntamente com as sentinelas responde imediatamente com fogo de G3 e metralhadora Madsen. O som estridente das kalashnikov do inimigo juntamente com o som grosso de armas pesadas (canhão e morteiro) abafam por completo o som do fogo de meia dúzia dos nossos, mas esta resposta tão rápida certamente que os deixa confusos, pensando que estávamos à sua espera… (os cães bem nos tinham avisado!)

À medida que os nossos se vão incorporando nas trincheiras, o som das nossas armas já se equipara ao do in., e depois da entrada em acção do nosso morteiro 81 mm, que estrategicamente sempre estava apontado para aquele morro, e também com a clarear da madrugada começa a retirada com tiros esporádicos, diluídos no forte troar das nossas morteiradas, que se vão ajustando à medida que se retiram.

No rescaldo da operação que durou cerca de uma hora, verificamos que uma granada de canhão furou uma caserna junto ao tecto, com paredes de madeira, sem no entanto rebentar, o que foi uma grande sorte para nós, pois caso contrário a nossa pequena guarnição teria sofrido algumas baixas, o que provocaria grande pânico entre as nossas tropas. Também algumas granadas de morteiro caíram na parada mas a única coisa que provocaram foi a caída de muitas mangas da árvore … como se verifica na foto, e alguns vidros partidos. Também lançaram algumas granadas que não rebentaram. No morro de onde nos atacaram deixaram uma arma, alguns carregadores, muitos invólucros e muito sangue. Da nossa parte, felizmente não sofremos qualquer baixa, apenas um ferido ligeiro, que partiu um pé ao saltar de um posto de sentinela.

luvo_estragos

Segundo informações da DGS, o in. era composto por cerca de 150 homens armados, sendo a nossa guarnição de 51.Sofreu muitas baixas entre mortos e feridos, tendo o hospital mais próximo no Congo (Songololo) ficado repleto de feridos.

Soubemos também que o próprio Holden Roberto presenciou através de binóculo infravermelho a operação, tal o empenho posto na mesma pela FNLA, que pretendia ocupar o Luvo e fazer prisioneiros, de modo a justificar perante a comunidade internacional que ainda estava “viva”.

Felizmente, naquele dia a sorte esteve connosco, e também fazendo jus ao nosso lema “valor e garra” vencemos!

(Mário Mendes)

25 thoughts on “Ataque ao Luvo

  1. Ataque ao Luvo

    É precisamente, sobre este ataque que gostava de saber porventura quais eram
    os dois pelotões que estavam lá.-
    Também queria saber se refere ao ataque sofrido pela companhia de “Açorianos”
    ou da c.cav.8453,porque as datas parece-me que não coincidem,com as minhas
    e como não quero falhar,queria ter uma melhor certeza para depois explanar os
    os meus pontos,quanto a este ataque.-
    No meu tempo, no principio da minha comissão, todos esses postos que você
    fala como seja a guarda-fiscal etc.estavam preenchidos,e quanto ao governador.
    não era esse nome que se dava,mas sim, chefe de posto.-
    Isso sim, símbolos da antiga Administração Colonial.-

    • Caro amigo, a C.Caç. 3413 sofreu dois ataques ao Luvo, um em 22/10/1972 e outro em 26/03/1973. Este post refere-se ao primeiro, estando presentes os pelotões 2º e 4º. Eu fazia parte do 2º. No segundo ataque estavam no Luvo os pelotões 1º e 3º. A C.Cav. 8453 que nos rendeu também sofreu um ataque, como já aqui relatou o Manuel Aldeias (maldeias@gmail.com).

  2. Caro amigo

    A resposta está bem.quanto ao primeiro caso,quanto ao segundo caso,
    este só aconteceu à 29/7/74,relatado pelo Manuel Aldeias, tendo feito parte
    os dois pelotões da ccav 8453, e um pelotão da minha ccav 8450/72,pelotão
    este comandado.pelo fur. Macedo, e coadjuvado pelo fur.Graça.-
    Quanto ao 26/03/73, deve haver aqui um engano, porque nesta altura a ccav
    8453,ainda não estava em Angola, isto se não me falha a memória.-
    Porque nós embarcamos para Angola, a 6/04/73, e eles são posteriores a nós.-
    Quanto à data que se refere 26/03/73, ou 74? parece-me que a Mamarrosa,
    sofreu uma flagelação, mas não foi simultâneo.-

    Saudações militares

    Um abraço amigo do ex, militar Abreu

    • O ataque ao Luvo em 26/3/1973 foi na vigência da C.Caç. 3413. Eu não estive presente, mas o nosso companheiro José Rosa Sampaio, das transmissões, esteve lá e sofreu na pele as consequências, pois ficou ferido.
      Cumprimentos
      Mário Mendes

  3. Caro amigo Mário Mendes

    Agora,estamos de acordo,mas não foi essa explicação que voçé
    deu,voçé referia-se que no 2º ataque 26/03/73, tinha estado 2
    pelotões da ccav 8453, e, afinal não.-
    Só veio dar razão ao meu questionar, assim, ficamos mais esclare-
    cidos, porque eu acho que devemos narrar os factos, pautando
    o mais possível pela verdade.-
    Também não sabia que o companheiro Sampaio tinha estado pre-
    sente e muito menos que tivesse sido ferido.-

    Cumprimentos

    Um abraço do amigo Abreu

    • Do segundo ataque ao Luvo recordo-me que tinha acabado de anoitecer e que estava sentado numa das meses do refeitório, a ver o padeiro tirar o pão do forno, juntamente com o alferes Igrejas (o comandante), o enfermeiro que era o Pedro Pereira ou o Toni Araújo, e mais alguém, quando ouvimos um tiro vindo de perto do arame farpado, a que se seguiu intenso tiroteio e rebentamentos vindos dos morros de cá e de lá da fronteira.
      Corri para o posto de transmissões e ao atravessar a parada fui projectado por um rebentamento, o que me deixou desfalecido e a sangrar, apesar de não saber onde estava ferido.
      Levantei-me e consegui chegar ao meu posto (era o único operador) e entrei em contacto com o alferes Igrejas que estava na cova do morteiro 81 e tinha o “banana” (o AVP-1 para os aviões) e também com a Mamarrosa e o subsector de Cuimba que não paravam de perguntar o que se passava.

      Das peripécias por que passei lembro-me do alferes me ter pedido para ir à procura do enfermeiro atrás do posto de rádio e da enfermaria, para socorrer alguém ferido e de alguém me ter tomado por um turra e ter disparado sobre mim, o que me fez pensar que era mais útil vivo do que morto e pirei-me.

      Da Mamarrosa tive que travar os obuses, pois os companheiros da artilharia tinham-se baralhado nas coordenadas e os projécteis estavam a cair quase em cima de nós.

      Depois do ataque reparei que inconscientemente tinha posto o rádio debaixo da mesa de tampo grosso e me tinha colocado debaixo dela, além do facto de ter enfiado os carregadores da G3 dentro das calças, talvez para estarem mais à mão.

      Pelo meu lado, os ferimentos saldaram-se em profundas esfoladelas nas pernas, um ferimento dorsal de estilhaço ou bala de raspão e ainda um ferimento superficial nas costas. Portanto, os ferimentos não foram de grande importância, apesar de me terem ligado as pernas como a uma múmia.
      Com o nascer do dia e a chegada das colunas de socorro fui tomado por um herói e quiseram-me evacuar para Luanda.

      Um abraço para todos
      José Sampaio

  4. Pingback: Tentativa da conquista do Luvo «

  5. Estive em Noqui como alferes miliciano comandando o pelotão de canhões sm recuo 3021. Penso que por volta de Abril de 73 fui incumbido de ir ao Luvo dar instrução de canhão sem recuo, pois este destacamento tinha sido dotado de uma peça destas talvez na sequência destes ataques que aqui se relatam. Lembro-me que ao fazermos fogo caiu o tecto de uma das casas da DGS e parece que estou a ver o chefe de posto, uma avantajada figura com quem bebi umas cervejas depois de cumprida a minha missão. Do Luvo segui para a Buela com a mesma finalidade. Um abraço
    Maia Henriques

  6. Nunca me poderei esquecer desse ataque, eu estava em minha casa jogando às cartas com O Alf. Igrejas e 2 Furriéis (um era o Quim Varela e outro já não me lembra) e o meu cão chamado Banza lavrava imenso e eu mandava-o calar e não me obedecia e houve um dos presente que disse: “olhe que ele deve estar a pressentir alguma coisa” na verdade era isso, o inimigo(entre aspas) já lá estava instalado.
    O ataque sucedeu, a descrição aqui feita é correctissima. Eu durante o meu serviço militar nunca ouvi um tiro e foi preciso na vida civil, como Administrador de Posto do Luvo, ter que pegar na Mauser e refugiar-me na vala.
    Depois do ataque, como se deve lembrar, vocês colocaram minas junto do arame e o meu cão “Banxa” um dia quando jogavamos futebol naquele pequeno campo junto da Administração, tropeçou no arame e despoletou uma mina morrendo de imediato.
    Recordar é viver.
    Saudades Camarada, como dizia o vosso Capitão, ele tratava todos por Camarada.
    Tiago Veríssimo (pioverissimo@gmail.com)

    • Caro Veríssimo
      Só agora tomei contacto com este seu comentário sobre o ataque ao destacamento do Luvo em 26/3/1973, onde estive presente com as funções de alferes miliciano, responsável pela guarnição militar ali colocada.
      Folgo muito em estabelecer este contacto com a sua pessoa, de quem guardo boas recordações, não obstante ser já longo o tempo decorrido desde então.
      No seu comentário sobre o ataque ao Luvo em que ambos fomos intervenientes, há um pequeno pormenor que gostaria de esclarecer e corrigir. Nessa noite não estávamos a jogar as cartas em sua casa, como tantas vezes fizemos, mas sim estava junto do refeitório com alguns camaradas aguardando a saída do pão do forno para o saborear quentinho com café. Era também uma das minhas rotinas diárias. O comentário que antecede, da autoria do José Rosa Sampaio, também dá registo deste pormenor ao qual aproveito também para acrescentar que o ataque foi desencadeado com o lançamento pelo IN de um “very-light” de cor avermelhada que iluminou todo o aquartelamento durante largos e incómodos segundos.
      Um forte abraço do
      ex-alferes Igreja

      • Amigo Igrejas, só hoje li o seu comentário que agradeço e que me alegre. Espero que no próximo encontro nos possamos encontrar, eu resido em Campo Maior e vou com o Quim Varela como tem sucedido noutros encontros.
        Esporo poder abraçá-lo e recordar esses bons velhos tempos do Luvo e da Mamarrosa..
        Tiago Veríssimo (pioverissimo@gmail.com)

  7. Camaradas

    Dando resposta ao alferes miliciano Carlos José Maria Henriques,
    da sua ida ao Luvo, para ensinar o pessoal a disparar um canhão
    7/5mm, pergunto eu se a C.Caç.3413,não tinha um fur.milº. de
    Armas Pesadas?
    Tinha e chamava-se Benjamim Francisco Marques, natural de Marco
    de Canaveses, então este colega sabia ou não fazer fogo com
    a referida arma, porque ele é da minha especialidade, e nós aprendemos
    a lidar com as seguintes armas:-
    Canhões- 7/5mm e !0/6mm;
    Metralhadoras-Mg 42 e 44; Hk21; Madsen; BroWning; Breda,ar-
    mas estas adaptadas com bipé ou Tripé;
    E finalmente morteiros de 60mm e 81mm;
    Se não sabia então que sabia fazer?
    Por isso não era preciso se deslocar de tão longe (Nóqui), para
    o Luvo, passando por Cabeço da Velha, M´pala, Meposo,Canga
    Mamarrosa e Luvo, sujeito a sofrer algum contratempo, ou então
    veio de Satal, para ensinar a manusear a referida arma.-
    Agora em tom de brincadeira se foi para beber umas cervejas,tudo
    bem, mas penso que em Nóqui também havia e acompanado de
    marisco.-
    Quanto ao Administrador recordo-me muito bem e falei com ele
    umas três vezes era um homem bastante forte e porreirão.-

    Um abraço para todos do amigo Abreu

    • Caro João Matiotino

      Na verdade teria estado muito melhor em Nóqui a beber umas cervejas e a observar as tartarugas do Zaire do que correr os riscos e os incómodos de tal missão, mas como se diz na tropa, manda quem pode e obedece quem deve e a mim mandaram-me ao Luvo e depois à Buela, dar instrução de canhão sem recuo 10,6. Não fui de coluna pelas picadas de África, mas sim de avião, de DO, e garanto-lhe que não sei qual dos meios de transporte seria o mais perigoso: se arrostar com os perigos do itinerário, se aturar a maluqueira, como foi o caso, dos cacimbados pilotos da Força Aérea. Houve de tudo, desde rasar o cimo dos morros e a copa das árvores até, como aconteceu na Buela, enfiar direito ao posto de vigia e desviar-se no último instante. Ainda hoje parece que estou a ver o branco dos olhos do vigia que mal vira o avião gritava: Avião! Avião!, calando-se de repente como seria de prever, perante a circunstância anteriormente relatada. Para finalizar, de regresso a Nóqui, hove um espectáculo de acrobacia aérea sobre o Zaire capaz de fazer inveja aos Asas de Portugal. O caro Matiotino já alguma vez viu o rio por cima da sua cabeça? Pois eu já.
      Voltando ao Luvo, parece que após o recrudescimento da actividade operacional no Norte, os altos comandos da guerra resolveram equipar algumas unidades com canhões sem recuo, daí esta minha missão, só não sei precisar se a minha estada no Luvo foi antes, ou depois do ataque aqui descrito. Já agora, termino referindo que aquando dos primeiros disparos de canhão, a instrução foi subitamente interrompida pelos gritos dos agentes da Pide, ou da guarda republicana, ou da guarda fiscal, já não sei bem, porque a onda de choque tinha deitado abaixo o tecto da casa onde viviam, o que deixou, parece-me, satisfeito o administrador, que, segundo me disseram, não se dava lá muito bem com os ocupantes da vivenda sinistrada. O que é certo é que fomos ver os estragos, e no meio da tragédia avultava intacto o frigorífico e foi apontando para ele que o administrador ordenou aos desolados agentes da autoridade: deixem-se de lamurias e ofereçam uma cerveja ao sr. Alferes que bem a merece.

      Uma abraço
      Carlos José Maia Henriques

  8. O Benjamim F. Marques era de armas pesadas, mas penso que já tinha sido transferido da C. Caç. 3413. Daí talvez não termos ninguém na altura que falam. O Administrador de que falam é o Veríssimo meu compadre e amigo, com quem almocei esta quinta-feira. Está bom e recomenda-se.
    J. Alves ex-fur. mil da c. caç. 3413
    Aquele abraço

  9. Pingback: Colónia de férias do Luvo «

  10. Não está em questão ser ou não ser furriel de armas pesadas, era saber se sabia ou não manusear uma arma dessas.
    Quanto o Veríssimo, eu penso que também o conheci bem, continuações de bons almoços, só que, você quis dar uma de esperto, mas não respondeu o essencial.
    Um abraço do amigo Abreu

  11. Caros amigos tenho lido com interesse o que têm escrito sobre o ataque ao Luvo e o Sampaio que era o TRMS do 4.º pelotão não estava só como ele diz,estava também o Oliveira também TRMS que estava nesse momento do ataque no posto de rádio,havia à porta do posto de rádio uma cova com um rádio para situações de ataque e eu rastejei do posto de rádio para o dito buraco com o corneteiro que era da arrecadação que ficava situada entre o posto de rádio e a enfermaria,só depois é que o Sampaio chegou ao posto e através da rádio coordenamos o fogo que faziam os canhões instalados na Mamarrosa. Foi um grande dia até saiu a notícia no Jornal do Exército. Havendo a salientar as condecorações de três ou quatro elementos entre eles o furriel Teixeira com o morteiro 60 que até ficou com as pernas em ferida devido ao calor do morteiro.

    • Caro companheiro, bem-vindo a este lugar de encontro da C.Caç. 3413. Sabemos que tens muitas recordações e gostaríamos que as pudesses partilhar connosco. Ficamos à espera de mais notícias tuas. Um abraço, Mário Mendes.

  12. Confesso que não tenho memória tão viva como a vossa. Só me lembro do fogo das armas pesadas da Mamarrosa, onde eu me encontrava, ter caido no Congo, o que levou a uma queixa internacional das autoridades congolesas. Como é a primeira vez que entro em contacto convosco envio um grande abraço para todos.
    (Bernardo Pinho – ex-alferes miliciano estagiário na CCaç 3413 de Janeiro a Maio de 1973).

  13. Sou o ex-alferes Pinto. Era comandante dos dois pelotões que estavam no Luvo no primeiro ataque. Vivi, na primeiríssima pessoa o acontecimento do princípio ao fim. Para além de algumas incorreções na descrição do acontecimento, julgo displicente não referir os meus dois soldados condecorados com a medalha de Cruz de Guerra pela forma como se portaram…
    Poderei, querendo, prestar um relato muito detalhada dessa batalha (e de outras ligadas á minha comissão).

    • Olá Benjamim Pinto. É um prazer a tua presença aqui. Esperamos-te no próximo encontro em 2014, em Cantanhede, organização a cargo do Maia. Certamente que nos relatos que aqui se debitam haverá muitas omissões e incorrecções. Quantos mais formos a “puxar” das memórias, mais possibilidades há de nos aproximar-mos da realidade. Por isso, escreve e relata o que quiseres. Um abraço. Mário Mendes.

  14. Buela, Buela de tristes recordações. Dez/1966 a Dez/1967 ano duro. Compª Caç. 1609. Penso que duma sé fez caíram 6 companheiros e cerca de 20 feridos. É penoso recordar. A catarse não conseguirei fazê-la nunca.
    De todo modo, julgo que verbalizar esses momentos ajuda a suportar a incapacidade de esquecer o tempo da Buela, da serra da canda, etc.,

    Abraço

    João dos Santos

  15. Olá amigo Bernardo Pinho quero aqui deixar-te um forte abraço. Não sei se te lembras de mim ? passo a apresentar-me: Sou ex. furriel Leitão do 4º grupo de comb..existe uma fotografia onde estamos os três :capitão Ribeiro ,TU e eu,além do grupo.Foi tirada pelo Ramiro Carreiro numa operação que não me lembro onde.Se procurares aqui nos comentários dos camaradas encontras essa foto.

  16. quero contactar o carlos jose maia henriques.pertenci ao pelotao de canhoes sem recuo 3021 que esteve em noqui-angola de 71 a73.

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