Ainda não é o fim da picada!

Viaturas pesadas e ligeiras enfrentam grandes dificuldades para circular na estrada

Fotografia: Arimateia Baptista|Lubango

A estrada que liga a vila piscatória do Nzeto à comuna da Musserra, um percurso de 50 quilómetros, em terra batida, na província do Zaire, está a degradar-se dia após dia, em consequência das chuvas torrenciais que caem sobre a região. A via tem enormes buracos que estão a dificultar a vida dos automobilistas que transportam pessoas e mercadorias.
Os automobilistas reclamam uma intervenção urgente para normalizar o trânsito. Nos últimos dias os motoristas encontram tantas dificuldades que acabam por pernoitar na estrada, porque as viaturas ficam atoladas nos lamaçais ou caem nos buracos.
Preocupado com a situação, o governador provincial do Zaire, Joanes André, visitou a via para se inteirar das dificuldades e definir, com a empreiteira encarregada das obras de, a forma de inverter o quadro.No encontro com os responsáveis da construtora, o governador pediu celeridade nos trabalhos de manutenção para facilitar a circulação de pessoas e bens.
O governador do Zaire referiu ser necessário efectuar obras de manutenção na estrada entre o Nzeto e o Soyo, onde decorre a construção de pontes e valas de drenagem das águas pluviais.  Face às dificuldades, Joanes André garantiu às populações que estão a ser desenvolvidos esforço para se ultrapassar o impasse.
O responsável da construtora explicou ao Jornal de Angola que os trabalhos de construção na estrada decorrem dentro do possível. Mas as chuvas constantes que caem na região impedem mais avanços. Na estrada entre o Caxito e o Nzeto, a construtora já asfaltou 60 quilómetros, a partir da comuna da Musserra em direcção a Luanda.

Jornal de Angola (28/01/2013)

NR: Já vimos este filme há 40 anos. Tenho bem presente uma noite em que ficamos retidos na picada entre S. Salvador do Congo e a Mamarrosa, porque a camioneta civil da firma Salvador Beltrão que escoltávamos não conseguiu superar uma íngreme  subida devido ao lamaçal em que se tornou a picada. Só de madrugada conseguimos levantar “ferro”.

Mário Mendes

Mina assassina

Faz hoje 40 anos que uma mina anti-carro ceifou a vida ao condutor do Unimog António de Amaral Machado que podemos reviver nesta foto, na fila da frente, o terceiro a contar da esquerda. O nosso companheiro foi sepultado no cemitério da freguesia de Santo António, concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores. 

machado

Há tempos atrás dirigi um e-mail ao presidente da junta de freguesia solicitando-lhe se possível uma foto digital da campa deste companheiro da C.Caç. 3413, para aqui lhe prestarmos a homenagem que lhe é devida, mas não obtive qualquer resposta.

Penso que continua de pé a possibilidade de alguns de nós ainda este ano se deslocarem aos Açores e se assim for tudo faremos para “in loco” o homenagearmos colocando  um ramo de flores na sua sepultura.

Este blog já publicou outro artigo sobre este episódio que pode ser lido clicando AQUI.

Mário Mendes

Divertimento em tempo de guerra

AOS “MADUROS” DO B.CAÇ. 1900

Em mais uma visita ao meu “baú de recordações” descobri esta “relíquia” com quase quarenta seis anos.
O acontecimento teve lugar no início de fevereiro de 1967, a que assistiram membros das quatro subunidades foi organizado pela companhia 1407 que estava colocada no Luvo. Do elenco artístico faziam parte “artistas” de gabarito que integravam a CCS e as restantes subunidades do B.Art.1852.
Hoje, sabe-me bem recordar esses momentos.

Um abraço para todos.

H.T. Marcelino

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C.Caç. 3413 – Memórias

O nosso companheiro Ramiro Carreiro, que vive em Toronto, no Canadá, descobriu há pouco tempo este nosso blog onde revivemos o nosso passado militar na guerra em Angola e enviou-me esta foto do seu espólio. Eu só consegui identificar o Romão, o da direita em cima da viatura. Segundo o Ramiro, o da esquerda na viatura é o Ambrósio, mecânico, e os que estão de pé, todos condutores auto, são da esquerda para a direita, o Luís Fernando Sousa, o Alfredo Manuel Pereira, o António Machado (vítima mortal de mina anti-carro) e quanto ao último a identificação não nos ocorre e por isso solicitamos àqueles que ainda tenham a memória em bom estado que nos ajudem a completar esta tarefa.

Mário Mendes

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Toto (1966/68)

Em Janeiro de 1972, já com 5 meses de comissão, tínhamos alguma experiência das lides da guerra que travávamos no norte de Angola, a base táctica de Cleópatra, onde verdadeiramente nos estreamos já tinha ficado para trás, a base táctica da Cecília já era um pouco melhor, mas as condições em ambas eram tão deprimentes que a nossa próxima etapa só poderia ser melhor que estas e a aproximação dos 6 meses inicialmente programados para esta estadia deixava-nos um pouco mais animados. 

O lugar mais próximo com população civil era o Toto e era aí que de vez em quando nos deslocávamos em busca de aprovisionamentos e outros bens e serviços que faziam daqueles dias um “oásis” no meio do deserto em que estávamos metidos. O pó que na época do cacimbo tínhamos que suportar (o lenço verde a tapar a boca e as narinas que era a nossa imagem de marca, minorava o sufoco), ainda assim valia bem a pena. Pois bem, há dias um nosso leitor, Vítor Saraiva, indicou-nos o link de um blog que contém diversas fotos do Toto, dos anos de 1966 a 1968 e como aquele lugar fez também parte do nosso “curriculum” da guerra, achei por bem divulgá-lo para reavivar a nossa memória.

Clique AQUI.

Mário Mendes